
Parece até um daqueles hoaxes de internet. Mas o fato é que foi inventada uma lanterna com uma tecnologia capaz de fazer a pessoa passar mal ao ponto de vomitar. Ela emite pulsos em frequências de cores e intensidades específicas para desnortear o cérebro, induzindo um imediato efeito nauseante capaz de paralizar um oponente. A lanterna será um tipo de arma não letal do futuro. Ela é um produto da Intelligent Optical Systems
Leia mais sobre ela.
31 Agosto 2007
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A lanterna que te faz vomitar |
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Relógios complicadamente sensacionais |
Eles são bonitos, são caros ( mais de 100.000 dolares cada) e ver a hora neles é tarefa para quem gosta de desafios. Mas desafio mesmo é construir manualemente essas preciosidades mecânicas microscópicas. Um desafio proporcional ao preço.
HT3 Complication Vulcania
Urwerk 201
The Quenttin
Gerald Genta Arena Complications Tourbillon QP Moon Phase, 306. 
Richard Mille Tourbillon RM012
HD3 Idalgo
Vincent Berard Luvorene 1
Bell & Ross instrument tourbillion 
Fonte
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A maior e mais lenta musica do mundo |

A maior e mais lenta música do planeta é um tema musical para órgão. Ela foi construída por John Cage, em 1987 e as instruções se limitam a dizer que ela deve ser tocada o mais lentamente possível. Em 1997, numa conferência sobre o instrumento para organistas, um grupo surgiu com a idéia de tocar a peça de John Cage por 693 anos.
O trabalho na musica começou em 2001 e está rolando.
Até agora eles já tocaram 5 notas!
Para ouvir a musica, entre aqui
Para saber mais sobre o compositor da inusitada obra, entre aqui
A musica também está na Wikipedia
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Teia de aranha gigante |
A teia de aranha gigante encontrada no lago Tawakoni State Park, no texas pelos guardas florestais é tão incrível que caiu na rede, impressionando todos aqueles te morrem de medo de aranhas. Ela tem cerca de 183 metros, se espalhando por mais de sete árvores e dezenas de arbustos.
Apesar de assustadora como uma obra de pesadelo, a teia de aranha gigante é uma eficiente maquina de abater mosquitos. Os guardas afirmam que quando encontraram pela primeira vez, a teia era branca. Recentemente eles voltaram ao local e descobriram que a teia estava marrom. Ao se aproximarem eles ouviram um zumbido forte. Ela estava recoberta com milhões de mosquitos.
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Cão de raça. Gratis! Pegue o seu! |
A Denise me mandou isso por email. Achei pertinente divulgar isso num canal maior.
Cinqüenta cães de raça, fruto de um comércio abominável, precisam ser
doados com urgência, ou serão sacrificados. A criadora faliu e os cães
foram "alojados" emergencialmente na casa de uma amiga da família.
A maioria está em caixas de transporte, sendo retirada só para fazer
as necessidades, outros estão amarrados em árvores, ou presos em
lavanderia, garagem e sei lá mais o quê..
As raças são:
a.. Cocker Americano (cores: preto, preto com branco, marrom e preto
com amarelo) - 47 ao todo (idade de 1 a 8 anos)
Obs.: estão falando em sacrificar os mais velhos!!! Depois de serem
usados como fábrica de cães, terão esse fim!!!
a.. Chow-Chow - uma fêmea, dourada, 3 anos
b.. Pastor suíço, branco, macho, 3 anos
c.. Colie - fêmea, 3 anos
(essas fotos não são dos cães. Eu achei elas na net. Finalidade meramente ilustrativa)
Por favor, ajudem a divulgar!
contato : 11-4241-5502, 9959-1609 com Cibele, ou 4704-6335 com Lígia
30 Agosto 2007
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Adolescentização na TV |
Hoje eu estava esperando a primeira dama terminar de ler um relatório para podermos ir na rua fazer uns pagamentos.
Enquanto eu esperava, liguei a Tv e comecei a ver os programas matinais.
Estava passando o Sítio do Picapau Amarelo.
Quando deu a propaganda eu comecei a observar um padrão na publicidade dirigida ao público infantil. A maioria dos produtos mostrava pirralhinhos fazendo caras e bocas com roupas estilo streetwear. Enquanto toda sorte de produtos boçais era empurrada para as crianças, eu, impressionado na poltrona, testemunhava um fenômeno que cahamarei de "adolescentização infantil".
Quando eu era criança, ser criança era uma coisa normal. Você era uma criança, reconhecia-se como uma e aceitava este fato como parte da vida. Você tinha brinquedos e tinha uma conduta, um código que ia do vestuário ao comportamento com os pais. Sobretudo nos lugares públicos.
Aí você crescia um pouco mais e virava um pré-adolescente. Nesta fase, eu era meio criança pequena, meio criança-grande. A voz variava, algumas vezes fina, outras grossa. O mundo era mais complexo e eu já pensava em coisas como o dia do meu primeiro beijo. Como seria? Com quem?
Aí eu virei adolescente. Começou a fase dos hi fis (rai-fais) onde meninos levavam as bebidas e a s meninas um prato de salgado. E o ponto culminante, era beijar na boca ao som da música lenta. Ah, como era bom...
Ok, eu admito. Eu ficava lá no paredão, com cara de bobo. Eu só fui beijar na boca com quinze anos.
Eu tinha medo de chamar as meninas para dançar. A adolescência se prolongou por mais alguns anos e a era dos hi fis deu lugar a festas mais animadas, todo mundo ia para as boates ( em são páulo "boate" é como puteiro. Aqui no Rio, ir na Boate é programa mais familiar. è o que convencionou-se de chamar de ir "pra balada") O termo pode soar natural em São Paulo e cercanias, mas ao rigor do vernáculo, ir pra "balada" aqui no Rio, me parece algo como tentar subir favela com o pessoal do Bope.
Seja como for, a minha adolescência foi recheada de grandes aventuras e muitos perrengues.
O que eu quero dizer com isso é que durante a fase que compreendeu a minha infância, a pré-adolescência e a adolescência, até chegar na fase adulta, havia uma clara distinção de quem eu era e qual o meu lugar no mundo.
Mas não é o que parece desejar o cara do marketing das agências que fazem as propagandas para os guris. Em todas as propagandas de crianças, a criança mesmo é representada por semi-bebês. É uma distorção imagética que vem ocorrendo há alguns anos.
As crianças recebem uma imagem de que "ser legal" é ser como as crianças dos comerciais. Há um comercial em especial, completamente detestável, onde três meninas de uns sete anos, com estilos Paris Hilton desfilam sandalinhas. Elas vão dizendo o que é ser legal. Num determinado momento, a conclusão é que ser legal "É ter atitude". É ter aquela sandália. E então, a mais novinha, diz que "legal é brincar". Diz isso com uma boneca na mão. As outras olham espantadas como se tivessem ouvido algo ULTRA INACREDITÁVEL. Isso obrioga a menina a se explicar para as amigas, dizendo que ninguém é de ferro.
O que esta passagem representa num comercial infantil? Representa uma exultação do consumismo e do patricismo, em detrimento ao papel real da criança que é brincar.
Brincar é OBRIGAÇÃO da criança. É parte fundamental do seu desenvolvimento social, motor e mental. Até os macacos brincam. Os tigres brincam. Os cães brincam. Todos os mamíferos brincam.
Crianças se espantando em ver uma delas dizendo que brinca, mostra que á uma mão invisível do mercado, maquiavélicamente manipulando o inconsciente infantil para um comportamento de adolescente. Elas são meninas que vestem-se como mini peruas, adultinhas e fingem desfilar numa passarela da moda. É uma realização metafórica do ideal adolescente feminino.
Palavras como "estilo", "atitude", "tribo" afetam o adolescente de maneira eficaz. A mídia usa estes truques com palavras mágicas desde a década de 70. Mas isso tem atingido preocupantes níveis. Nove em cada dez comerciais para crianças e pré-adolescentes, bem como as revistas, editoriais de moda e programas de clipes na Tv, repetem o mantra da "Atitude".
O que ocorre é a adolescentização das crianças. Está comprovado que ao se sentir um adolescente, uma criança desejará exercer sua "atuitude". E o que é a tão falada "atitude"? É usar a roupa da moda, ou o brinquedo. Usar isso de um ponto de vista contestador e absolutamente seguro. É desejar. É ser ao mesmo tempo o centro das atenções, o melhor, o popular e talbém em alto grau, o "rebelde", ou num linguajar mais moderno, apenas um rbd.
Desejar não é errado. O ser humano sempre deseja alguma coisa. Da hora que nasce à hora em que abotôa de vez o paletó de madeira. O problema é que ao estimular a adolescentizção da criança, o marqueteiro tira dos pais um trunfo que é o poder de decisão sobre certos aspectos da vida dos seus filhos. Veja a Xuxa, por exemplo. Dá pra entender melhor o que eu quero dizer usando esta notícia do aniversário de nove anos da Sasha, que foi um rega-bofe com baile Funk e comida japonesa, duas exigências da "pré-adolescente" Sasha, como diz a notícia.
Claro, há pais e pais. Há famílias muito diferentes e ritimos de criação bastante complexos. O próprio sistema familiar já se alterou bastante ao longo do tempo. Antigamente, a família era uma estrutura formada por um pai, uma mãe e irmãos. Todos com claros papéis sociais para desempenhar. Hoje, a estrutura familiar mudou radicalmente. Vemos crianças sendo criadas pela Tv, pais ausentes tendo que trabalhar até nos finais de semana. Famílias separadas onde a criança é criada pelos avós.
Existem pais que inseguros sobre seu papel na educação e formação intelectual dos filhos, fantasiam que atribuindo a elas o direito de escolher tudo que querem, produzirão um jovem mais seguro. Um jovem com "atitude". Existem pais que se orgulham de dizer que os filhos de 3 e 5 anos decidem sozinhos qual roupa irão usar e não há santo nem choro nem vela que faça o pirralho mudar de idéia. A criança bate o pé que quer e pronto. Resta aos pais aceitar as vontades dos pimpolhos.
Os pais cada vez mais distantes, seja pelo trabalho ou qualquer outro fator, tem a necessidade de suprir aquela falta, aquele peso na consciência comprando toda a sorte de mimos e presentinhos para os filhos. É normal que casais separados ou em ritimo de separação conjugal comecem a disputar os filhos em um festival de mimos e presentes que crescem em número e valor numa escala geométrica. Começa a quantificação do amor paterno usando como referência o preço do presente.
Isso é o paraíso do marqueteiro. Com pais ausentes, crianças cada vez mais precocemente estimuladas a um comportamento estereotipado de consumismo absoluto, todos rezando na cartilha do "você tem que ter ATITUDE", está formada a sociedade do futuro. Aquela que venderá o fígado para comprar o último celular, ou o carro do momento.
A criança enquanto cresce, vai sendo influencaiada por diferentes segmentos. Primeiro pelos pais, depois pelos amigos da escola, e depois pelos amigos da escola mais a TV. A influência dos amigos é a maior e mais prolongada linha de influência sobre a personalidade de uma criança. Ela dura do momento em que o guri entra no pré-escolar e vai até o fim da vida.
São os amigos que dizem quem somos. São eles que dirão que você fica com mais estilo, moral ou atitude se tiver fumando um cigarro ou usando determinada bolsa ou acessório comentado na propaganda da MTV. Quem sabe bem disso é a Souza Cruz.
É difícil calcular em que grau a influência da Tv transforma crianças em bonecos mamulengos de adultinhos. Mas acredito que isso seja amplificado pelo fato de que a Tv afeta uma massa gigante de crianças. E esta influência reverbera entre grupos escolares, afetando até aqueles que não estão expostos à TV.
São vidas variadas e uma multiplicidade de combinações.
E justamente por conta disso é que se torna tão perniciosa a adolescentização, já que uma vez roubada esta fase da vida, não há retorno.
Era de se esperar que com a adolescentização infantil, houvesse em paralelo uma adultificação do adolescente, mas não. É justamente o oposto. O que ocorre é uma adolescentização do adulto. Quem não está habituado a ver essas titias desfilando com roupinhas e com comportamento adolescente em festas e eventos? Na maioria das vezes, são mulheres maduras e homens mais velhos que se separaram e resolveram aproveitar o tempo perdido, como se entrassem na máquina do tempo, voltando aos dias que precederam o encontro com o parceiro naquele romance que deu errado.
Além dos que buscam a adolescência tardiamente, estão aqueles que atingem a idade adulta mantendo uma vida adolescente. São marmanjos que trabalham e ganham bem, mas vivem na casa dos pais. Ao contrário do que acontecia com gerações passadas, esta geração não deseja sair de casa e ter seu próprio apê. Eles estão querendo o conforto. A folga, o mole, comodidade ou como poreferir. Essa geração coloca cama de casal no quarto e comunica aos pais que vai trazer a namorada para dormir com ele ( ou ela) em casa.
Os pais aceitam o prolongamento da fase adolescente dos filhos. São vários os motivos que explicam isso. Mas um deles é o mais óbvio, porque isso é em útimo grau, uma negação inconsciente do inexorável destino humano. A morte. Enquanto as "crianças" estão em casa, os pais não se sentem velhos.
Se por um lado temos guris saídos das fraldas que vivem um High School Musical adolescentizado, no outro extremo, temos adultos que não desejam viver os aspectos mais chatos da maturidade. A adolescência está se prolongando.
È interessante quanta reflexão um comercial de sandalinha e carrinhos que viram robôs podem gerar, né?
28 Agosto 2007
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Três storylines básicos de Coca-Cola |
Após o último post de texto, quando eu fiz o meu primeiro experimento literário de Coca-Cola, vi que dava certo. acabou saindo um argumento inteiro de longa metragem no estilo Tela Quente.
Hoje resolvi repetir o experimento. Só que desta vez vou usar Coca Zero para ver se há alguma diferença.
Diferença é óbvio que vai haver, uma vez que no outro post eu fiz uma história do início ao fim numa só tacada (dividida em três momentos, o que é ruim. Mas é o que acontece quando a gente resolve escrever direto no blog)e agora não quero fazer isso, pois fica grande demais. Cansativo de ler.
Então vamos lá. Cada um vai ser num estilo. Vamos ver o que sai:
Gênero: Terror
Um carteiro está prestes a se aposentar quando recebe ordens de entregar uma antiga carta em uma casa. A casa fica numa região isolada de fazendas. O carteiro vai até lá e ao chegar na casa é recebido por uma estranha velha cega. Ela pede que ele leia a carta, mas está escrito em latim. O velho tenta ler e a mulher morre. Assustado, ele larga a carta e vai embora. No caminho, sente que está sendo seguido. Um cão furioso preto da raça pit bull começa a fazer um jogo de gato e rato com o carteiro. Para fugir da fera, o homem busca abrigo numa casa abandonada. A casa parece estar vazia. Anoitece. Acontece que a casa só aparenta estar vazia. O cão pressente alguma coisa e não entra na casa, mas fica de tocaia do lado de fora. O carteiro começa a ter visões e ser perseguido por espíritos. Sem poder sair da casa, ele precisa entender o mistério que envolve uma carta antiga escrita em latim com símbolos estranhos. O carteiro descobre quem escreveu, quem é a velha e quais as verdadeiras intenções do cão.
Gênero: Infantil
Esta é a história de um atrapalhado cupim voador e seus dois amigos encalhados que decolam do ninho em busca de procriar. No meio da viagem rumo ao céu, um dos cupins é atraído por uma lâmpada do poste e seus amigos precisam ajudá-lo. Os cupins são perseguidos por um grande morcego insetívoro e buscam abrigo num ônibus. O ônibus viaja muitos quilômetros e eles são levados para um lugar bem distante, cheio de perigos como aranhas, chuva e vento. Os cupins descobrem que estão muito longe de onde deveriam estar para poder procriar. Eles passam a tentar descobrir uma maneira de retornar ao território antes que a época do acasalamento termine. Mas não vai ser fácil, porque os gafanhotos, aranhas e as lacraias querem jantar cupim. Em busca da luz eles acabam colocando fogo na floresta e são levados de volta pegando carona no helicóptero dos bombeiros. Quando eles chegam, acabou a época de acasalar. Tristes, eles decidem ir embora, viajando pelo mundo.
É quando eles encontram uma caravana de jovens cupins que estavam em busca de marido. Eles formam três pares e fazem uma grande festa.
Gênero: Drama
Zac, Jack e Tom são amigos dos tempos de escola que por coincidência se encontram trinta anos depois, num velório de um querido professor. Após trocarem os telefones, resolvem se encontrar. Os encontros ocorrem e a amizade da juventude ressurge. Zac, o mais velho, descobre que está com câncer raro. Ele tem menos de três meses de vida. Ele conta isso aos amigos que sofrem por ele. Um deles relembra dos antigos cadernos dos tempos de escola. Ele encontra os cadernos no sótão da casa da mãe de Zac e descobrem que um dos grandes desejos da infância do colega era viajar para pescarem juntos.
Tom, o mais rico, aluga uma enorme lancha e resolve viajar para uma pescaria a três, como eles sonharam quando eram crianças. Jack e Zac tiram férias e saem para o passeio inesquecível de suas vidas.
Após uma forte tempestade, o barco é danificado e eles ficam à deriva. Por uma semana são levados pelas correntes do pacífico para mares distantes. Sem rádio e sem navegação, eles começam a sofrer as ações da fome e do desespero.
Durante a noite uma estranha criatura surge sob o barco e eles se vêem às voltas com a terrível lula gigante. Usando remos e pedaços do barco eles lutam pelas próprias vidas com o feroz animal. Vendo que não haverá solução, Zac se sacrifica para salvar os amigos. Ele explode com uma granada da segunda guerra na boca da criatura. Os amigos sobreviventes ficam à deriva numa pequena balsa de resgate por uma semana até que são vistos por um veleiro do brasileiro Amir Klink, que os resgata.
Gênero: Suspense - Ficção Científica
Sete homens são treinados para operar uma estação de observação na estação espacial internacional. Escolhidos por um consórcio de empresas de tecnologia, eles liderarão uma pesquisa que busca construir o mais poderosos radiotelescópio no espaço, afim de observar o nascimento de uma estrela.
Os homens são enviados para a estação e permanecem em órbita da Terra por um mês. Durante este tempo, eles trabalham na construção do observatório.
Súbitamente um acidente com milhares de fragmentos de lixo espacial danifica a estação, colocando a vida deles em risco.
Após inúmeras tentativas eles conseguem estabilizar a estação e conter a fuga do precioso oxigênio. Na operação, o ônibus espacial é desconectado da estação. Sem janela de reentrada, ele explode na atmosfera. Presos na estação e sem comunicação, os astronautas estão por conta própria. Eles passam a tentar estabelecer comunicação com a Terra, mas tudo que conseguem é estática e estranhos ruídos.
Buscando um contato de qualquer maneira, os astronautas descobrem documentos reveladores que mostram que o objetivo real do consórcio era um contato com alienígenas. Só então eles desligam o aparelho que tentavam usar para comunicação coma Terra. Mas já é tarde.
Estranhas luzes começam a aparecer e sumir em volta da estação. Os astronautas se vêem às voltas com alienígenas. Um a um eles começam a sumir. Com medo, um dos astronautas tem uma crise nervosa e coloca a vida dos outros em risco, vestindo o traje de EVA e tentando fugir da estação. Enquanto isso, na Terra todos querem saber o que aconteceu. Os telescópios vêem a gigantesca nave orbitando a Terra ao lado da Estação Internacional. O astronauta louco é abduzido. Um a um os astronautas são capturados.
Apenas um deles fica para trás. Ele luta com os alienígenas. tenta modular o sinal para um pedido matemático de socorro. Outra astronave extraterrestre surge e consegue capturá-lo. Esta astronave contém alienígenas diferentes. Menos violentos. O astronauta é levado de volta para a Terra. Semanas depois, um a um, os seus companheiros vão sendo devolvidos, nus, em estado de confusão mental, em diferentes lugares do planeta Terra. A estação espacial internacional some e nunca mais é encontrada.
Em O medo vem do alto II, a história foca num dos astronautas que foi abduzido fora da nave no primeiro filme. (o tal que teve a crise nervosa) O tal astronauta chama-se Charles Drucker Jr. e abandonou o trabalho como astronauta para ser instrutor de vôo em uma cidade do interior. Uma noite, Charles começa a ter pesadelos recorrentes com a abdução. Ele acorda sentindo dores horríveis. A mulher não suporta mais as crises de Charkles. Eles passam por problemas conjugais. Ela se separa.
Charles passa a viver sozinho numa casa afastada perto de um pequeno aeroporto onde ele treina pilotos. Num vôo duplo, Charles passa mal e desmaia. O aluno consegue controlar o avião. Charles resolve fazer um check up. Ao ver a tomografia, ele descobre que está com um chip implantado na medula.
Charles começa a se submeter a uma hipnose regressiva onde recorda os momentos que passou na nave. Charles pede para que um amigo cirurgião retire o implante. A partir daí, Charles passa a ficar paranóico. Começa a perceber que sua vida está cercada de pessoas estranhas que o espionam. Ele começa a desconfiar que sua experiência com os alienígenas não pertence apenas ao passado. Ele descobre pequenas câmeras escondidas em vários lugares da sua casa. Gravadores no seu carro. Charles descobre que a corporação está vigiando a vida dele. Naquela mesma noite, ele acorda com um zumbido. Uma nova abdução está prestes a acontecer.
O medo vem do alto III, eu ainda não pensei. Estou com fome. Vou parar por aqui.
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Mundo Gump vira notícia no portal IG |
Finalmente entrei para o seleto grupo dos blogs que viram notícia num portal de grande audiência.
A notícia publicada no Ig fala sobre meu trabalho com o Locke e a promoção. Legal. Gostei. Estamos crescendo!
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Sorteio: AND THE LOCKE GOES TO... |

Finalmente, depois de acordar cedo para anotar o nome de todo mundo e recortar a mutueira de papelzinhos, dobrar e misturar no saquinho, nós fizemos o sorteio.
A primeira Dama foi que sorteou e só valeu quem postou e indicou a série de posts do boneco do John Locke até meia noite de segunda-feira.
É com satisfação que anuncio o nome dos sortudos que vão levar o boneco do John Locke pra casa.
Para saber se foi você ou não, clique aqui no "Continue lendo".
AND THE JOHN LOCKE GOES TO:
e-Lizard
Indicada na categoria Comentário
e
Edgard, do blog A bordo do Pérola
Indicado na categoria Divulgador
Parabéns aos dois sortudos. Tudo que vocês tem a fazer agora é mandar um email pra mim.
Vamos marcar um jantar de comemoração onde vocês irão ganhar os respectivos bonecos.
Agora, dando continuidade ao assunto dos bonecos, se você gostou do boneco e quer ter um pra você, eu vou vender uma tiragem limitada do John Locke para cobrir os custos. Inicialmente, seriam só 7 peças, mas como tive prejú com o desmoldante, vou fazer uma nova tiragem pra tentar cobrir este custo e quem sabe, bancar o projeto do próximo boneco que será sorteado no Mundo Gump. O boneco do John Locke será vendido a R$ 75,00* (sem pintura, sem montagem) na forma de um kit.
E na forma premium, com a pintura, montagem e decoração especial com matinho por
R$ 200,00*
Se mais de 5 pessoas quiserem comprar o boneco, o preço vai cair para R$ 150,00*
O limite máximo será de dez peças premium. Mais que isso é inviável. Então peça a sua antes que acabe.
Para pedir, mande um email para
infinit@cruiser.com.br
com o subject - quero comprar o Locke.
Eu envio mais dados sobre a venda do boneco.
*- Obviamente não está incluido o frete. O preço se refere ao valor do boneco.
Para sugerir o que eu vou esculpir na próxima, você entra na nossa comunidade do MUNDO GUMP no ORKUT e sugere lá. Vale boneco de serie, filme, personagem de quadrinho, etc.
É isso aí, pessoal. Obrigado a todos por participarem e parabéns aos ganhadores.
parte 1
parte2
parte3
parte4
parte5
parte6
parte7
parte8
parte9
parte10
parte 11- FINAL
27 Agosto 2007
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Eu fui simpsonizado |

Legal este site que eu vi lá no blog da Ester. O site promete transformar sua foto para o estilo dos bonecos dos Simpsons. Aí resolvi me simpsonizar. Não sei se ficou muito parecido mas achei legal o site. Divertido.
26 Agosto 2007
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Um roteiro de Coca-Cola |
Eu estava a um tempinho sem tomar coca-cola. A crise de abstinência me obrigou a descer ali na padaria e comprar uma garrafa do néctar negro. Aditivo cerebral.
Engraçado que quando fico um tempinho sem tomar coca-cola, dá uma dor de cabeça do caramba. Mas quando tomo... Sai de baixo.
Uma enxurrada louca de idéias dos mais variados tipos e uma empolgação de sair fazendo um monte de coisa. Esculpir, pintar, escrever. As histórias surgem na minha mente aos borbotões. Umas boas, outras bem ruins.
Então aqui estou eu, pronto para psico-coca-cola-grafar o primeiro roteiro que advirá deste copo. É uma experiência científica e eu garanto pra vocês que as idéias serão idéias originais e não doideiras requentadas encostas no fundo da minha caixola.Vamos ver o que sai.
Vou tomar o primeiro gole.
Até agora nada. Em geral é assim mesmo. Leva um tempo.
Preciso de um método. Um método científico que desencadeie o surto, digo, que desencadeie a onda das idéias, que eu vou direcionar para um roteiro potencial para Hollywood:
Ok. Estou ligando o Media Player. Vou colocar no aleatório e a biblioteca vai ser toda a pasta de mp3. Umas duas mil musicas que vão de clássicos a trash metal, passando por samba, eletrônico e musica folclórica.
A primeira musica já está tocando. Ummmm... É de mistério. Meio eletrônica.
(ok, passaram-se três minutos exatamente)
Agora são quatro minutos desde que tomei o primeiro gole. Neste meio tempo, já tomei mais dois.
Aí vem:
- A PENITENCIÁRIA
Utah - Ano 2026. Uma estranha doença atinge a sociedade, fazendo com que um gigantesco número de psicopatas omicidas canibais aumente tão dramaticamente nos Estados Unidos que as autoridades se vêem obrigadas a juntar todos eles em uma prisão de segurança máxima, enquanto cientistas estudam um medicamento capaz de deter a agressividade. Entre os cientistas está um casal de pesquisadores que se odeiam. Ela é Martina Jones, PHD em neurobiologia. Ele um ganhador esnobe do premio nobel Hugh Barskeville. Juntos eles identificam um gene que poderia ser alterado mudando o comportamento dos assassinos.
È uma noite de tempestade quando eles isolam o gene e testam nas cobaias. Os selvagens babuínos ficam calmos e dóceis.
Eles testam o medicamento em um dos presos. È uma jovem bonita. Ela está toda amarrada. Um dos pesquisadores lê a ficha dela. É uma maníaca famosa por sua agressividade. Uma ficha criminal que daria arrepios no Jason. Ela está toda amarrada com grossas correntes em uma mesa, e mesmo assim, se debate até sair sangue.
A seringa é esvaziada em seu braço. O líquido percorre o tubo lentamente até entrar na corrente sanguínea. Lentamente, ela pára de se debater e gritar como uma louca. Ela se acalma e muda radicalmente o comportamento. Está calma. Uma lágrima sai de seu olho.
A equipe comemora. Abrem champanhe. Pegam o babuíno assassino no colo. Brincam com ele. Levam-no para uma cela com outros macacos. Ele está calmo e plácido.
Todos ficam felizes. Ligam para os investidores. Marcam uma coletiva para o dia seguinte.
Eles saem e resolvem ir para um pub próximo comemorar. Chamam Willy, o estagiário. Este é um jovem nerd com headphones nos ouvidos e cara de maluco. Willy não quer sair e vai ficar de plantão. A equipe sai.
Estão bebendo no pub, felizes.
Willy está na sala. Apenas a cela da jovem psicopata amarrada está acesa. Willy está vendo sacanagem na internet com os phones tocando Led Zepellin no último volume. Willy se levanta e vai até o painel na parede. Com uma chave de fenda, ele despluga uns fios. È o sistema de detecção de fumaça. Willy volta para a cadeira e acende um baseado.
Continua a ver mulher pelada.
Willy tem uma brilhante idéia. Ele olha pra trás. A jovem amarrada veste apenas aquela roupinha de hospital. Willy levanta-se e vai até a parede de vidro que o separa da moça.
Eles se entreolham de um modo sacana. Ela sorri pra ele. Willy tira do bolso o cartão de liberação de acesso. O sorriso tímido da moça se transforma em um belo sorriso.
No pub o casal de colegas continua suas alfinetadas e indiretas agressivas. É um climão chato. Dois dos pesquisadores resolvem ir para casa.
Vemos no interior da cela, Willy agarrado à mocinha fazendo sexo de modo selvagem. ao primeiro plano fora da vista dele estão os varios computadores rodando simulações tridimensionais da nova molécula e fazendo varreduras genéticas.
Vemos então o final da análise do simulador. Os relatórios são impressos em graficos coloridos. Subitamente uma barra vermelha percorre toda a tela. As canetas oscilam vigrosanmente como um terremoto. Na tela surge uma mensagem de erro. "INSTABILIDADE IDENTIFICADA" "Abortar procedimento." Vemos uma imagem ruim vinda da câmera de segurança da jaula onde babuíno dócilizado pela droga, agora reunido com os demais, sofre um surto agressivo. Ele mata todos os babuínos da cela. E bate a cabeça nas grades tentando alcançar os macacos da jaula vizinha até que estoura os próprios miolos.
A pesquisadora Dra. Martina Jones descobre que esqueceu a carteira no laboratório. Ela tenta ligar para Willy, mas o telefone toca e ninguém atende.
Vemos o telefone tocar insistentemente até que uma mão feminina cheia de sangue tira o aparelho do gancho.
Ela acha aquilo estranho. Hugh diz que deve ser o temporal, mas Martina está decidida a voltar ao laboratório.
Dr. Hugh se oferece para levá-la até o escritório. Ela estranha a atitude, mas ele revela que tem medo que ela divulgue a pesquisa sem citar o nome dele. Ambos discutem. Eles estão entrando no presídio. Uma gigantesca construção erguida no interior de uma gigantesca cratera no meio do deserto. São paredes de aço e portas pesadas. Na entrada, eles identificam as digitais. Caminham pelos corredores mal iluminados até a unidade de pesquisa.
Ao chegarem no interior da unidade, encontram a porta de acesso aberta. Eles se entreolham.
Vão até a sala dos guardas no fim do corredor. Não há ninguém. As chaves de acesso às áreas restritas sumiram.
Hugh corre até a sala de controle e encontra o corpo de Willy todo comido. Os intestinos espalhados pela sala branca. As pegadas de um pé tamanho 35 saem dali e descem pelo corredor. Martina pega as leituras do computador. Ela está desesperada. Uma mão toca o ombro dela. Ela se assusta. Dá um grito. É Hugh fazendo sinal para ela fazer silêncio. Ele aponta para a tela de segurança. Os babuínos estão mortos. Martina aponta os resultados da simulação. Ambos se entreolham preocupados.
Lá fora a tempestade piora. Raios cortam o céu. As luzes começam a oscilar.
Hugh tenta telefonar de celular, sem sucesso. Não há sinal.
Martina tenta passar o cartão de segurança para trancar o acesso, mas o computador recusa. Ela olha e vê que o painel de controle foi aberto e os fios estão arrancados.
Hugh aponta para a tela de segurança. Vemos que a maluca está comendo um dos guardas num canto. Hugh maneja a câmera. Na sala da segurança, dois níveis abaixo, a moça, nua, cstá comendo um gguarda pelo pescoço. Ela nota a câmera girar com a luzinha acesa e apontar pra ela.
Na tela Hug e Marrtina contemplam com horror a cena. Ela parece um animal. Levanta-se olha para os lados. Vê a câmera. Ela se aproxima da cmâmera olha bem dentro da objetiva. Parece que está vendo Hugh e Martina.
Eles sentem medo. Ela morde a câmera e o sinal passa a transmitir apenas ruídos.
Hugh faz sinal para Martina e eles saem da sala de pesquisas.
Vão até as escadas. Sobem um nível. No meio das escadas eles ouvem os gemidos vindo do andar abaixo. É ela.
Eles andam apressados. Vão para a sala de segurança nivel quatro. Ali, numa cabine fechada, com grades está um guarda gordo. Ele vê futebol num velho monitor e come um sanduíche.
Hugh e Martina batem na janela. O guarda se assuta. Ela abre a sala. Hugh e martina explicam o que está acontecendo.
O guarda pega o monitor e digita uns códigos. Ouve-se um sirene. " Alerta de segurança" Toda a unidade deve ser evacuada. Alerta de segurança. Vemos várias portas de acesso sendo travadas. Na entrada principal uma gigantesca porta de concreto sobe do chão. O prédio gigante afunda em um grande buraco.
O guarda está tranqüilo. Ele diz que agora o prédio está isolado. Ninguém entra ou sai da unidade até que o código de acesso seja novamente ativado. E que só com o cartão de segurança é possível passar de uma unidade para outra.
Martina se pergunta se é mesmo seguro.
No monitor de segurança atrás deles vemos a moça abrir com o cartão de Willy cada uma das celas. Milhares de malucos saem correndo.
Martina percebe o movimento e grita apontando o monitor. Todos se assutam. O guarda se desespera.
Ele diz que não sabia que um dos presos tinha um dos cartões de acesso.
Na tela, a moça está abrindo as celas e liberando as portas. Malucos correm para todos os lados. Uns brigam entre si. É um caos. Pessoas estouram a cabeça das outras com cadeiras. A turba enfurecida corre pelas escadas.
O guarda gordinho, Hugh e Martina tem que correr pelos infinitos e escuros corredores da penitenciária em busca de salvar a própria vida. É um lugar infestado dos mais perigosos malucos assassinos canibais. A única chance dos dois é conseguir escapar de uma unidade de segurança máxima projetada para que a fuga seja completamente impossível.
[Opa, estou retomando a história. Vamos à continuação...]
Hugh e Martina correm desesperados, acompanhados do guarda gordinho conhecido apenas por senhor Smith.
O Senhor Smith explica que eles precisam alcançar a parte mais alta da penitenciária. O Nivel K.
O Nivel K é onde está o centro nervoso de toda estrutura, um super computador.
Enquanto correm o senhor Smith explica a natureza do prédio.
Trata-se de uma estrutura de paredes triplas de concreto, capaz de aguentar uma hecatombe nuclear. O prédio foi desenvolvido inicialmente para abrir uma base de operações militares, quando a guerra entre os Estados Unidos e a Coréia Saudita foi deflagrada no ano de 2018. Quando a coréia saudita foi esmagada pelas armas de destruição em massa norte-americanas, o prédio estava em sua fase final de construção e o governo adaptou as instalações para transformar a estrutura em um presídio de segurança máxima. O problema da doença surgiu com pequenos casos em 2022 e rapidamente se espalhou pelo país. O rastro de morte começou a ficar incontrolável e a única solução foi exterminar os doentes. O extermínio dos assassinos canibais tornou-se a única alternativa para lidar com o caos, até que o governo preocupado com a situação e pressionado pela sociedade civil e sobretudo pelos eleitores, optou por direcionar uma força especial de segurança para capturar e conduzir os doentes para esta unidade. Eles foram mantidos em regime fechado de isolamento completo até que uma cura para a doença fosse descoberta.
Como o prédio foi criado para conter uma guerra nuclear, ao ser ativada a chave de emergência, poderosos macacos hidráulicos descem toda a estrutura para o interior da cratera. A maciça estrutura é enterrada e desaparece na paisagem, prendendo todos em seu interior. Este sistema foi adaptado quando o prédio virou um presídio, porque com o enterramento do edifício, as fugas e rebeliões tornariam-se impossíveis.
Os três chegam no sexto andar. A porta está trancada. Nenhum cartão é aceito pela leitora e o sistema de reconhecimento de digitais recusa o acesso do grupo.
Hugh estranha aquele grau de segurança. Ele diz a Martina que nunca teve acesso além do sexto andar, porque ali funcionava um escritório de pesquisas biológicas governamentais. Porém o laboratório foi desativado dois anos antes da pesquisa do gene de cura da doença ser iniciado.
O senhor Smith está desesperado. Ele entra em um estado de histeria. Começa a bater na porta, tentando derrubá-la. Ele está em pânico. Grita insistente que "todos vão morrer".
Martina preocupa-se com o comportamento de Smith.
Hugh agarra o gordinho pelo pescoço e dá uns dois tabefes na cara dele. O senhor Smith volta à razão.
Hugh começa a interrogá-lo.
Smith não tem outra saída senão explicar que o sistema de emergência máximo uma vez desencadeado além de afundar a estrutura carrega uma série de protocolos de segurança pensados para conter uma rebelião.
Martina está visívelmente preocupada. Os gritos já começam a ecoar nos andares mais baixos das escadas.
Martina interpela Hugh e diz que os loucos canibais estão subindo.
O senhor Smith continua a contar. A penitenciária, como ela é chamada, começará a ativar um a um os protocolos de segurança. O primeiro deles é travar os acessos de entrada e saída do prédio. E isso inclui dutos e tubulações.
A água é cortada. Em duas horas a energia elétrica será cortada. Se os códigos de restauro do sistema não forem corretamente digitados, o computador central do nivel K irá presumir que a rebelião tornou-se incontrolável e o protocolo de emergência total será ativado.
Este protocolo irá cortar o suprimento de oxigênio. O prédio ficará enterrado por dois dias, Um gás venenoso será liberado no interior do prédio aniquilando toda e qualquer forma de vida. Então quando todos estiverem mortos filtros especiais entrarão em ação retirando o gás e purificando a unidade. O gás será sugado gerando um vácuo. Este vácuo visa eliminar potenciais doenças e contaminações bioquímicas. Neste período, o prédio ficará totalmente isolado do mundo. Uma vez iniciado o procedimento de emergência máximo, a penitenciária não pode ser detida. Ela entra nos procedimentos independentemente do acesso externo. E como já foi explicado, a estrutura foi feita para suportar várias bombas nucleares.
Neste momento a luz se apaga. A escuridão toma conta da unidade.
O senhor Smith pega uma pequena lanterninha de bolso. Ele ilumina o próprio rosto.
Todos se perguntam se a luz caiu devido à tempestade ou se teria sido uma ação dos malucos.
Smith olha no relógio e não acredita. Ele diz que o desligamento não poderia ser parte do protocolo, porque não havia decorrido tempo suficiente. A menos que...
Hugh exige saber o que mais Smith sabe.
Smith apenas diz que não tem certeza, mas supõe que exista alguém dentro das áreas superiores que teria alterado o sistema do computador para que os ciclos de emergência fossem mais rápidos.
Hugh chega a conclusão que é o fim da linha.
Martina estranha que a chave de acesso do chefe da segurança não tenha efeito sobre as portas.
O senhor Smith explica que uma vez ouviu falar que havia um segundo chefe da segurança. Os níveis de segurança são tão rígidos acima do sexto andar que ele nunca viu esta pessoa. Apenas ouviu falar dele. Os mais antigos chamavam este cara de "o zelador".
O barulho da turba enfurecida começa a aumentar. Os três chegam a conclusão de que a mulher está abrindo as áreas restritas com o cartão de Willy. Eles querem sair.
Smith diz que não há saída. Eles estão presos. Os malucos, milhares deles, estão subindo as escadas vindo na mesma direção. Será uma questão de tempo para que eles sejam mortos.
Martina tenta novamente o celular. Não há sinal. Smith explica que bloqueadores instalados em todo o prédio impedem o sinal em diferentes frequencias quando a emergência é iniciada.
Smith aponta a lanterna para o próprio rosto. Ele teve uma idéia.
Eles resolvem descer um nível, indo em direção aos malucos canibais e tentar chegar na unidade médica, onde há uma sala de quarentena biológica. Usando os códigos da Dra. Martina eles poderiam iniciar um protocolo de contaminação viral e assim a sala de quarentena seria fechada herméticamente durante quarenta dias, o que impediria os malucos de entrar. Além disso, com a quarentena ativa, o sistema de emergência máximo não teria como liberar o gás mortal nem fazer o vácuo. Ao descerem correndo as escadas, eles chegam ao nível médico quase junto com os primeiros malucos.
Smith dispara tiros contra os canibais. Estoura a cabeça de um e derruba outro.
Hugh e Martina correm desesperados tentando alcançar o final de um longo corredor. Smith tenta dar cobertura.
Ele resiste o quanto pode, atirando nos maníacos canibais. As balas acabam e Smith saca uma tonfa do cinto. Atinge dois maníacos com golpes de tonfa, mas são muitos e a turba enfurecida salta sobre ele com dentes arreganhados. A carnificina grotesca começa. Smith é morto a dentadas.
Martina entra na sala de quarentena. Hugh improvisa uma barricada com duas macas atrás da porta de madeira que dá acesso a área de toxinas biológicas. Ele acha que isso deterá os malucos por alguns instantes.
Hugh digita alguma coisa nos computadores. Uma luz ultravioleta inunda a sala completamente esterilizada no final do corredor. A voz metálica e impessoal do computador soa pelas caixas de som: " Protocolo de quarentena biológica ativado. Atenção, a sala da quarentena será pressurizada em dez segundos. 10... 9... 8... "
Os malucos estão se chocando contra as portas. Eles batem violentamente nas grades. As macas estão cedendo. A porta começa a rachar. O computador continua a contagem.
"5... 4... 3.."
A porta cede. Uma onda de malucos grotescos deformados entra no corredor e correm em direção aos dois. Hugh termina de digitar no computador e puxa o fio. A tela apaga. Ele corre para a sala ao lado e salta. A mão de um dos malucos quase consegue agarrá-lo. Por um triz ele entra na sala e uma forte porta de vidro blindado desce do teto. Os malucos se aglomeram na porta de vidro. Hugh está caído no chão sobre Martina. Eles se olham. Olham para a porta.
Os malucos batem com força no vidro. Em seguida uma porta de aço grossa corre lateralmente e esmaga dois malucos estourando os miolos entre a porta de vidro blindada e a de aço.
Martina grita de medo.
Na sala tudo é roxo. As luzes ultravioleta inundam o ambiente. Hugh levanta-se e vai até um pequeno painel na parede. Ele olha as leituras.
Hugh diz a Martina que o sistema está pressurizando a sala.
Ela pergunta a Hugh o que ele estava fazendo no computador da sala do chefe da emergência biológica. Hugh explica que precisou transferir os controles da sala do chegfe da emergência para a parte interna da sala de contaminação, dessa maneira eles talvez tenham alguma chance.
Martina e Hugh ficam se olhando durante algum tempo. Começa a pintar um clima.
Hugh se aproxima lentamente. Ele olha nos olhos de Martina. Ela está sem ar. Parece que ele vai beijá-la. Martina fecha os olhos esperando pelo beijo. Hugh chega perto e diz no ouvido de Martina que é para ela disfarçar e observar que havia uma câmera dentro do compartimento que estava se movendo e apontando pra eles.
Martina percebe que está dando na pinta e resolve mudar de assunto. Ela está irritada. Desconcertada.
Ela olha para a câmera e a luz da mesma se apaga. Eles chegam a conclusão que estavam sendo espionados. Hugh vai até a câmera e usando um copo de metal desfere alguns golpes nela, inutilizando-a. Ambos sentam no chão frio da sala de quarentena. Começam a desconfiar do tal "zelador". O homem no nível seis já está ciente do caos. Ela levanta uma possibilidade de foi ele que, por algum motivo, alterou os procedimentos emergenciais. Eles começam a desconfiar de que o zelador esteja querendo matar a todos.
Hugh pega o computador e começa a digitar. Ele diz a Martina que alguém está fechando as portas de acesso ao computador central. Martina pergunta se Hugh sabe invadir o sistema. Hugh diz que essa coisa de hacker que invade qualquer coisa é palhaçada de filme. Ele não faz a menor idéia de como acessar.
O sistema é então totalmente bloqueado. Há uma chave de trinta e seis dígitos sendo exigida para acessar o terminal.
Martina e Hugh começam a ficar desesperados novamente. Eles se tocam que se o zelador quer matar a todos, ele poderá alterar os procedimentos da quarentena e abrir as portas.
Hugh e Martina tentam varias senhas, frases, nomes, mas não tem sucesso. Eles começam a discutir.
Voltam às turras.
Hugh começa a culpar Martina e aquela carteira estúpida por toda aquela situação. Martina culpa Hugh e seu péssimo trabalho com a proteína pelo caos.
Hugh esculhamba Martina. Ela fica furiosa e arremessa um becker metálico na direção dele. Hugh abaixa-se e o becker atinge o teclado, derrubando-o da pequena pratelira na parede.
Atrás do teclado está um esparadrapo com uma palavra escrita à caneta. É uma palavra estranha. "dimetiladimeditildilafenilpirazolona".
Martina corre até o computador e digita a palavra. O sistema aceita.
Eles comemoram. Se abraçam. Hugh beija Martina pela primeira vez.
Ela fica encabulada.
Se desculpam meio sem graça e colocam a culpa na emoção.
Hugh assume o computador e começa a vasculhar os dados da segurança.
Varias pastas estão bloqueadas.
Algumas estão pedindo senhas de 36 dígitos. Martina sugere que eles tentem a mesma senha, afinal, guardar duas senhas de tantos dígitos é quase impossível.
Hugh entra com "dimetiladimeditildilafenilpirazolona" O sistema recusa.
Eles se entreolham. Aparentemente a pessoa que criou esta senha conseguia guardar palavras bem complicadas.
Eles começam a pensar sobre a palavra. Martina é neurobióloga e Hugh um ganhador do prêmio Nobel de neuroquímica quântica.
Eles discutem sobre as bases químicas do di-metila. Começam a pensar nas cadeias de meditildilafenil.
Depois de alghum tempo e umas contas feitas com o batom de Martina nas paredes de aço, eles encontram uma fórmula. Contando as cadeias, chegam à conclusão que a senha seria bimetafenildimetilnossulfonatosódico.
Eles tentam e descobrem que esta é a senha.
Aparentemente, a pessoa que usava aquela máquina, o chefe da contaminação, tinha algum envolvimento direto com o zelador.
Nas pastas protegidas estão dados da pesquisa e documentos com chancela militar.
Os cientistas ficam atônitos ao descobrir que alguém espionava a pesquisa deles. Numa das pastas está um diário. Eles começam a ler e descobrem que estão sendo manipulados a desenvolver não exatamente uma cura, mas sim uma doença.
Preocupados, eles descobrem que alguém nos altos escalões do ministério da defesa e guerra quer adaptar a estranha doença para uma arma letal. Ao isolarem uma cura transgênica, os dois criaram a peça que faltava no quebra-cabeça dos militares. Agora eles eram dispensáveis.
Martina pede a Hugh que acesse os protocolos de segurança para ver a situação da penitenciária.
Hugh digita mais uma vez o primeiro código e acessa os dados do computador central da área K.
Lá estão as contagens regressivas para a entrada no protocolo máximo de segurança. O prédio está sem luz. As portas dos níveis inferiores estão sendo gradativamente trancadas. O prédio já afundou em sua sepultura de pedra escavada na rocha fria do deserto. Não há comunicação com o meio exterior. A água e o ar externo estão bloqueados. Faltam poucas horas para a liberação do gás venenoso.
Hugh descobre que o zelador alterou os parâmetros da sala de quarentena. O computador está contando o tempo muito mais rápido. Ele está passando um dia a cada meia hora.
Martina faz as contas e chega a terrível conclusão de que em 18 horas as portas se abrirão automáticamente. O prédio estará contaminado pelo gás venenoso e eles morrerão.
Hugh tenta modificar os parâmetros mas não há acesso. O zelador alterou o sistema de segurança para que só do sexto nível em diante seja possível acessar o computador central no nível K.
Hugh e Martina concluem que precisam subir de volta até o sexto nível e passar pela porta bloqueada de alguma maneira. Ou então morrerão. Mas para isso eles precisam sair da sala da quarentena e enfrentar os malucos. Precisam também descobrir como destravar aquela porta no sexto nível.
Hugh pensa por alguns instantes.
Martina surge com uma idéia. Eles podem tentar localizar o cartão de acesso do chefe da contaminação biológica. A julgar pelas evidências no computador, ele sabia o tempo todo da espionagem governamental na pesquisa dos dois, e portanto, devia ter livre acesso às áreas restritas do prédio.
Martina e Hugh bolam um plano para passarem desapercebidos pelos malucos do corredor.
Usando o computador, através das câmeras de segurança, Hugh descobre que só há dois malucos cambaleando pelo saguão da área médica. Os doidos canibais se espalharam pelo prédio. Na porta de aço que protege a área de quarentena, estão os corpos esmagados de dois malucos.
Maryttina fica vigiando os doidos que cambaleiam. Quando eles chegam no final do corredor, ela faz o sinal.
Eles não podem perder tempo. Hugh aciona o comando que despressuriza a sala da quarentena. A luz ultravioleta se apaga. As portas se abrem. Martina salta pelo corredor da sala de quarentena para a sala do chefe da contaminação biológica. Um dos malucos do corredor perecebe o movimento e vem correndo. Martina está abrindo as gavetas mexendo nos papéis em busca do cartão. Ela não encontra. Um maluco salta sobre ela com os dentes arreganhados. MAtitna luca com o louco. Ele baba em frenesi. Mas é atingido na cabeça pelo extintor de incendio. O maluco cai de lado e uma nova pancada muito mais forte esfacela a cabeça do canibal. Martina fica em choque. Hugh está escondido atrás da porta para liquidar os canibais.
Ele aponta para um armário. Está trancado. Martina lembra de ter visto uma pequena chave na gaveta. Ela pega a chave e abre o armário. Ali está o cartão.
Hugh olha pela quina da porta. O maluco no final do corredor está parado, batendo a cabeça na parede, tentando morder o próprio reflexo no espelho.
Hugo lentamente puxa o corpo esmagado de um dos malucos pela perna. Ele arrasta o cadáver para a sala do chefe da segurança biológica.
Tranca a porta. Ele faz sinal para que Martina retire o macacão laranja do maluco e vista. Martina pega o corpo esmagado com nojo e veste o macacão. Dá duas dela ali dentro, mas mesmo assim ela veste. É um macacão todo sujo e ensangüentado. O de Hugh tem pedaços do cérebro do antigo dono recobrindo ele. Ele diz que eles tem que ir andando como os malucos, cambaleando até o sexto nível, onde poderão usar o cartão para acessar a área restrita. Mas primeiro precisam fazer um sacrifício. O sacrifício é embeber as mãos de sangue nos corpos esmigalhados do chão e passar no rosto e cabelos, de modo que fiquem irreconhecíveis. Martina tem um mini-pití de nojo, mas aceita fazer isso para não morrer.
Hugh e Martina saem cambaleando. Estão cobertos de sangue e vísceras. Totalmente irreconhecíveis. Parecem zumbis.
Eles passam com medo perto do maluco que morde o espelho. A criatura para e olha pra eles.
Começa a se aproximar de Martina. Ela fica parada.
O maluco chega bem perto dela, e começa a cheirar. Ela fica paradinha. Os olhos fechados. O maluco cheirando na orelha dela.
Hugh cerra o punho preparado para atacar o doido, mas então o maluco vira-se, voltando-se para o espelho recomeça a morder a própria imagem.
Hugh e Martina passam cambaelando. Chegam no saguão onde está os pedaços remanescentes do senhor Smith.
Duas criancinhas estão comendo os intestinos dele.
Martina vê a lanterna e a tonfa. Hugh acena positivamente com a cabeça. Martina olha para os lados e lentamente se aproxima para pegar a lanterna.
Uma das crianças vê e salta sobre ela.
Hugh corre e mete um bico na criancinha. Ela quebra o pescoço. A outra criança aponta pra eles emitindo um grito pavoroso.
Em outros nivel mais abaixo, vários malucos vão e vem. Alguns arrastando corpos e membros amputados. O olhar perdido, com zumbis. Eles ouvem o grito. Começam a correr para as escadas.
Martina pega a tonfa e mete uma paulada na cara da criança. Os ossos esmigalham afundando o crânio. O corpo do guri desfalece.
O maluco do espelho vem correndo. Os dentes arreganhados. A boca sanguinolenta. Hugh e Martina correm pelas escadas para o andar superior. As criaturas vem correndo atrás.
Eles estão sendo perseguidos pelas escadas. Com a lanterna, Martina ilumina o vão das escadas. Várias mãos, algumas com dedos faltando vão subindo.
Eles correm escada acima.
Chegam na porta.
Hugh passa o cartão.
Nada acontece. Ele tenta novamente.
mais uma vez nada acontece.
Os gritos e gemidos guturais vão ficando mais fortes. Os canibais estão cada vez mais perto.
Martina pega o cartão esfrega na roupa tenta limpar o sangue da taja magnética e passa na leitora.
Um barulho acontece. Um barulho de tranca. a porta grossa se abre. parece a porta de um cofre.
Eles entram pela porta adentro para uma área escura. Do outro lado dezenas de maníacos se aglomeram berrando e gritando. eles tentam segurar a porta. Hugh e Martina puxam vigorosamente. A porta vai e vem. Os malucos são muito fortes. Hugh grita para martina fazer alguma coisa.
Ela pega a lanterna e olha em volta. Na parede, tem um machado de emergência.
Ela mete o pé na portinha de vidro e pega o machado.
Os braços vão aumentando na greta. Hugh usa todas as suas forças para impedir a entrada dos malucos canibais.
Martina pega o machado e começa a desferir machadadas, contanaod os braços. esguichos de sangue jorram a cada machadada. Varios braços são amputados e a porta finalmente bate e tranca.
Hugh cai no chão exausto. Do outro lado eles podem ver os estampidos secos de todos os socos e gritos das criaturas ecoando.
Martina abraça Hugh. Eles se beijam novamente.
Click.
Um barulho e uma arma está apontada para a cabeça deles.
É um velho careca. A cara enrugada. Ele veste um avental. Usa um par de óculos nenebrosamente antigos e circulares. Assemelha-se a um médico nazista.
O velho sorri de modo malicioso.
Hugh pergunta se ele é o zelador. O velho apenas concorda com a cabeça.
Ele afasta-se apontando a arma. Faz sinal para que Martina saia de perto do machado.
Chega até um painel na parede e aciona uns comandos.
A luz se acende. É um grande salão com maquinas de todos os tipos. Ao fundo um grande tanque escuro.
Hugh começa a fazer perguntas.
O velho não responde. Ele está em silêncio. Apontando a arma. Um sorriso maníaco no rosto.
Hugh para de perguntar e começa a afirmar. Ele diz que o velho trabalha para os militares e que está desenvolvendo uma arma biológica para guerra.
O velho se irrita. Ele atira em Hugh. Mas erra.
Martina grita de susto. O velho aponta a arma pra ela.
Diz ao Hugh que se ele continuar falando demais irá matar a moça.
Hugh aceita e fica em silêncio. O velho manda os dois irem para o canto. Ambos obedecem.
Hugh observa um monte de fios e tubos indo até o grande tanque escuro.
Súbitamente, alguma coisa se move na escuridão do líquido.
Hugh e Martina trocam olhares estupefatos.
O velho percebe o interesse deles. Sorri e aciona uns botões. Uma luz esverdeada acende dentro do tanque. Há uma criatura enorme ali dentro.
Hug está completamente sem ação. O velho então explica que a doença é apenas uma parte da grande revolução que ele está desenvolvendo para o governo. O velho aponta para umas antigas fotografias coladas na parede. É uma família. Um homem, uma mulher e duas crianças.
Ele diz que é sua família. Todos morreram na guerra contra a Coréia Saudita.O velho vai ficando cada vez mais irritado.
A partir de então ele jurou construir uma arma para aniquilar todos os inimigos de seu país.
Martina interrompe e diz que o velho é um louco.
O velho sorri e aponta a criatura. É um homem gigante, super forte. Parece até o incrível Hulk.
O velho diz que aquela será a desgraça dos inimigos da américa. Ele pretende fabricar várias daquelas criaturas usando a doença dos maníacos assassinos.
[continua daqui a pouco. Vou almoçar. ]
[continuando]
Hugh diz a Martina que aquele homem era o espião. O velho cientista concorda. Ele diz que trabalha na busca pelo super soldado, uma criatura com os genes modificados e musculatura hípertrofiada. Só que a manipulação dos genes gerou problemas genéticos inesperados, como a doença do ódio e o canibalismo desenfreado. Inicialmente, o projeto era feito com crianças, mas devido a um vazamento nas amostras, a doença se espalhou. O governo tentou como pode ocultar a origem da doença.
A pesquisa do super soldado estava parada porque o gene não conseguia estabilizar-se. eles criavam o soldado gigante mas ele ficava incontrolável. Assim, o velho recebeu ordens do governo para espionar a pesquisa que buscava a cura e desenvolver novos genes usando informações obtidas na pesquisa dos dois. Quando o remédio provou finalmente conseguiu manter a estabilidade mental dos contaminados, ainda que por uma pequena fração de tempo, ele concluiu que plano era perfeito.
Só que quando ele descobriu que o soro não estava estável já era tarde demais. Ele havia dado seqüencia ao despertar da criatura, que estava sendo mantida adormecida graças ao suprimento de uma dose potente de tranquilizante dissolvida em em um soro hiperbárico no qual o ser estava mergulhado.
Hugh faz perguntas. São perguntas técnicas complicadas envolvendo a estabilidade cromossomial dos genes que geraram aquele corpo gigante.
O velho se satisfaz explicando detalhes do procedimento que inventou.
Enquanto ele fala, Martina lentamente pega um estilete na mesa. O velho olha pra ela. Ela oculta o estilete a tempo.
O velho percebe no entanto, que ela escondeu alguma coisa. Ele vai até ela. A arma apontada na cabeça dela. O velho lentamente enfia a mão no bolso de Martina em busca do objeto. è um momento tenso. Hugh tem os olhos fixos no velho. os músculos retesados. Martina está suando de nervoso.
Ele tira o cartão de acesso. Com o estilete na outra mão, Martina desfere um corte no rosto do velho. Ele grita e vira-se. Martina toma o cartão da mão dele.
Hugh aproveita a chance e rapidamente passa uma banda no velho. Martina desvia a cabeça no momento exato em que ele atira e o velho dispara para o alto. A bala ricocheteia numa placa metálica e acerta o tanque no fundo da sala. A substância malcheirosa começa a escapar, derramando-se pelo chão. O tanque começa a esvaziar enquanto os três lutam pela arma. O velho alcança a arma, mas é atingido por uma cadeirada de Martina. A arma torna a cair no chão. Hugh e o velho cientista começam a trocar socos.
Martina tenta intervir. Ela pega a arma no chão e aponta para os dois.
Enquanto isso, no interior do tanque a enorme criatura abre os olhos.
Um alarme dispara na sala.
O velho empalidece. Hugh percebe que há algo errado. Ambos olham na direção do tanque.
Numa explosão, a porta do tanque é destruída e a enorme criatura de três metros sai rugindo.
A luta recomeça. A criatura vem disparada na direção deles, jogando mesas e cadeiras para o alto. É um colosso muscular em completo frenesi de ódio. Martina aponta a arma e faz vários disparos contra o monstro. As balas perfuram o corpo dele, mas ele parece tomado de tamanha fúria que continua a avançar para cima dos três. Hugh salta de lado e escapa do soco da temível criatura. Martina corre e pula por cima de uma mesa.
Eles tentam alcançar a porta que está ao lado do tanque hiperbárico destruído pela criatura.
O monstro vem na direção do velho. O cientista se ergue anda lentamente para trás. A criatura abre a enorme boca. Estende as mãos para agarrá-lo. O velho enfia a mão no bolso e apanha um cartão preto. Ele estende o cartão até o sensor, sem tirar os olhos do monstro. Ao encostar o cartão no sensor, a porta se destranca. O monstro aperta a cabeça do velho contra a parede, esfacelando seu corpo como um graveto. A porta se abre e centenas de malucos invadem o laboratório. Eles pulam sobre o gigante. O monstro começa a lutar com aquele bando de malucos. Corpos voam pelos artes. Pessoas são quebradas ao meio. Mas são muitos loucos. Velhos, mulheres, crianças, gordos, magros. Todos em completa crise de ódio. Gritando e babando. Mordendo e saltando por cima do monstro gigante.
No final da sala, abaixados atrás de uma mesa convenientemente virada para encobrir sua presença estão Hugh e Martina.
Eles tentam abrir a porta usando o cartão. A porta se abre, revelando um lance de escadas.
Hugh diz que deve ser aquele o acesso ao nível superior. Eles se levantam bem a tempo de ver que os maníacos canibais descontrolados empilhados sobre o corpo morto do gigante descobrem a presença deles. Vários dos malucos gritam aquele berro horrível apontando para eles. Mais e mais malucos entram na sala pela outra porta. A multidão de seres sem pele e com pedaços de corpos na boca corre na direção deles. Alguns correm de quatro, como animais.
Martina e Hugh tentam fechar a porta, mas novamente aquele monte de braços começa a lutar, segurando a mesma, impedindo-os de fechá-la. Hugh e Martina preparam-se para correr. Eles contam até três e disparam a subir pelas escadas. A porta se abre e a turba enfurecida vem atrás gritando.
Eles sobem o mais rápido que podem pelas escadas. São vários andares. Martina tropeça.
Hugh pega ela pelo braço e puxa.
Eles tornam a correr escada acima.
Chegam a uma porta amarela. Martina passa novamente o cartão. A porta se abre. Eles entram e a porta se fecha bem a tempo deles verem os malucos chegando a um centímetro da porta. Hugh corre até um console preto no meio da sala. O console tem uma tampa de vidro e uma pequena tela. A tela mostra a contagem regressiva para iniciar o procedimento de aniquilação. " 8... 7... 6... 5... Hugh quebra a caixa de vidro e ali está um botão vermelho. Ele olha para Martina.
Ela pergunta se ele deve mesmo apertá-lo. Eles apenas olham um para o outro.
4.. 3... 2...
É dia. Helicópteros passam voando e agora vemos vários carros de bombeiroe caminhos do exército com símbolos de biohazard. Soldados vestindo trajes amarelos e contadores radioativos correm de um lado para o outro. Na frente do monte de carros de bombeiro, ambulâncias e helicópteros, está terminando de subir das profundezas do solo a gigantesca estrutura.
Há um enorme silêncio quando o prédio inteiro chega finalmente ao nível do chão.
Em dezenas de barricadas soldados do exército apontam seus rifles.
Metralhadores estão preparadas em trincheiras apontadas para a gigantesca porta de aço.
Há apenas um enorme silencio. A tensão toma conta do ambiente.
Os soldados apontam suas armas. Atiradores de elite posicionados em cima de pick ups pretas mascam chiclete.
Há apenas o som do vento.
Um estalo ecoa no deserto. Lentamente a pesada porta de aço é recolhida para baixo.
Todos estão tensos. O atirador de elite acaricia o gatilho com a ponta dos dedos.
A porta de aço entra para o chão e revela outra porta. A porta de entrada normal. Uma luz vermelha se acende sobre ela. A porta se abre. Ali estão Hugh e Martina. Abraçados. Estão cansados e sujos. Eles cambaleiam para fora do enorme prédio. Os paramédicos e bombeiros correm para socorrê-los.
A câmera se afasta. Sobem os créditos finais.
FIM
Enquanto os créditos finais sobem, vemos num box lateral a cena dos soldados da Swat vestindo aquelas roupas de contaminação entrando com as metralhadores com aquelas lanternas nas salas. Um dos soldados anda pelo corredor. No teto ele ilumina com a lanterna do rifle. " àrea de contaminação. Acesso restrito" O soldado avança pelo meio dos corpos e pedaços humanos no corredor. O soldado ouve um barulho de gás no fim do corredor. Ele pega o rádio e informa que vai investigar o setor dois. Vira-se para dois outros que estão perto e faz sinal para que eles cubram outro lado. Os soldados se espalham.
Então ele chega perto de uma sala de vidro iluminada por uma luz roxa. Ele tenta iluminar com a lanterna o que há ali dentro. A sala está meio enevoada. O soldado vê a placa. "Sala de descontaminação".
Ele vai iluminando pelo chão e vemos um pé. Um pé feminino tamanho 35. Lentamente, o soldado vai passando a lanterna e vemos o corpo sensualmente despido de uma mulher. Ela levanta a cabeça e sorri para o soldado. O soldado leva um susto. É a maníaca do início. Ela sorri de maneira sacana. O soldado começa a olhar de modo também sacana.
O soldado olha para os lados. Não há ninguém. A porta se abre e ele entra.
A cena se fecha em fade in e só ouvimos um grito.
FIM
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Montanhas russas super legais |

Muita gente morre de medo de montanhas russas. Eu pessoalmente adoro.
Mas tenho que confessar que a primeira vez em qualquer montanha russa dá um nó na boca do estômago da gente. Da quinta vez em diante já estamos adaptados às mudanças na força G.
Aqui está uma pequena e seleta lista das montanhas russas que eu gostaria de ir.
KINGDA KA - Esta é a montanha russa que detém o recorde de velocidade e altura. Ela está no parque Six Flags em New Jersey.
A Kingda Ka dispara a uma velocidade de 205km/h em 3.5 segundos em direção a uma rampa vertical conhecida como "torre" 139 metros de altura.
Similar a Kingda Ka é a Top Thrill Dragster que fica no Cedar Point na cidade de Sandusky, Ohio. As fotos são impressionantes.



Um novo tipo de montanha russa é a montanha russa da quarta dimensão.
Este novo tipo de montanha russa está tomando conta dos parques temáticos pelo mundo. O que difere a montanha russa da quarta dimensão das suas predecessoras, é que o trenzinho não só gira seguindo a linha e fazendo loops como sempre fez, mas cada carrinho gira em 360 graus além do movimento tresloucado dos trilhos.
Isso adiciona mais de 100% de emoção nauseante no "passeio".
Dessa safra, a montanha russa Eejanaika é a mais rápida e comprida, com o maior número de inversões. São 14 inversões no total. Este tipo de montanha russa devia chamar "super-labirintite".
Há também na mesma família uma montanha-russa indoor no Canadá chamada Galaxy Orbiter em que o carrinho gira 180 graus. Não sei se dá pra entender pelas fotos.

A montanha-russa mais famosa por sua agressividade é a X.
O "x" no nome dela é de Xtreme Coaster. Ela fica na Six Flags Mountain. Saiba mais sobre ela.
Como a X funciona:
A: O veículo tem um design inovador que permite aos passageiros girarem em 360 graus para frente e para trás, de modo totalmente independente do movimento do trem. Esta é a principal inovação.
B: Pesando 5 toneladas, o veículo tem uma forma de asa que se abre em 6 metros de largura. O distanciamento do passageiro em relação ao centro do trilho aumenta a sensação de força G no deslocamento graças à força centrífuga. Além disso há o aspecto psicológico. Ele é explicado pelo fato de que fora do centro do trilho a mente do passageiro não pode prepará-lo , antecipando o movimento. Sem saber o que esperar, o efeito é mais intenso (eu diria, mais traumatizante)
C: O rack de 1,20m de altura move-se para cima e para baixo seguindo o perfil de giro do assento durante o percurso. O sistema de giro é comandado por um trilho que corre abaixo do trilho principal. (sempre que o carrinho sobe, o efeito centrífugo aumenta)
D: Ao contrário das montanhas russas tradicionais, a X proporciona ao todo quatro experiências sensoriais. A rotação do banco pra frente e pra trás, a puxada do passageiro para cima e para baixo , além do passeio tradicional.
TemáticaA montanha russa temática mais imersiva atualmente é a "Expedition Everest" no Animal Kingdom, na Florida. Apesar de ser uma montanha russa do tipo Standard, com poucos loopings e sem muitas reviravoltas estomacais, mais indicada portanto a um passeio familiar, ela retrata com impressionante realismo uma viagem ao Nepal.
Tudo começa quando nós vemos este curioso veículo típico do Nepal logo na entrada.
Lá dentro, nosso coração palpita de medo ao ver o perfil gigante de uma enorme montanha artificial e os gritos de pavor ecoando lá de dentro.

Outra montanha russa sensacional é a Vanish roller coaster, que fica no parque Cosmo World, em Yokohama, no Japão. Esta montanha russa é bem alta e com loopings legais. A parte mais maneira fica neste belo mergulho no lago.

A mais absurda montanha russa que eu já vi é a X-scream Stratosphere, que fica no hotel Strathosphere em Las Vegas. O hotel é uma torre altíssima.
E lá no topo, onde ventos quentes do deserto atingem o ponto mais alto da torre tem uma puta montanha russa que gira ao redor do prédio num vão livre único do mundo.
Isso faz desta montanha russa uma das mais perigosas e temíveis de todos os tempos.
O interessante é que é um trilho feito fora de circuito. Isto é, ele não tem uma estrutura onde o trem dá a volta. O trem chega até um pedaço (este aí da foto) onde o trilho está preso a um braço mecânico que parece fazer o trilho desmontar, inclinando o carrinho para baixo.
O carrinho desce em direção ao chão, onde ele subitamente pára no ar, dando a sensação que vai decolar para a morte. É o mais alto nível de cagaço que dá pra sentir. Logo em seguida ela dispara para trás, voltando até o ponto de partida.
Recentemente, esta montanha russa foi desativada e removida do topo do hotel. Em breve será instalada uma nova e -segundo o hotel - mais assustadora atração lá.
Fontes: Wikipedia, Six Flags, Google, Dark Roasted Blend
24 Agosto 2007
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Gladiator - 3d para game |
Outro dia meu irmão sugiu com um modelo muito legal que ele estava fazendo para treinar. É um modelo de boneco de game. Trata-se do Maximus Decimus Meridius, conhecido pela alcunha de "Espanhol". O personagem é um general romano que é vivido pelo ator Russel Crowe na mega produção cinematografica Gladiator. Aqui ele está com o visual da primeira batalha contra os bárbaros.
Este é o modelo. Ele foi feito no software 3dsMax. O André levou mais ou menos uma semana para fazer do zero. 

Eu fiz as texturas do modelo. São basicamente dois mapas de cor pro maximus. Um pro cavalo e penduricalhos. ( mapas de cor. Mas além desses tem o mapa de normal, o de transparência e o de brilho) A textura levou mais ou menos dois dias. Um para cada modelo.


Aqui estão algumas imagens do modelo com as texturas. (clique para ver maior)




É isso aí. Just for fun. Este post é só pra vocês verem como meu irmão é fera na modelagem e como é legal quando nós trabalhamos juntos. pena que agora ele está na Espanha e não temos feito nada juntos. Uma pena.
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Origamis incríveis. Aprenda a fazer. |
Origami é uma incrível arte milenar de representar qualquer coisa usando apenas as mãos e papel.
Aqui estão alguns origamis incríveis:






Veja como fazer em casa este Yoda. As instruções estão aqui.
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O maior salto de barriga do mundo. (chapa total) |
Um cara salta da altura de 10,70m e cai de barriga numa piscininha de um metro de profundidade. Incrível. Tem que ser muito macho, ou muito retardado.
Veja o video.
Dica do Guilherme
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A mulher com os maiores peitos do mundo |
A mulher com os maiores peitos do mundo é Norma Stitz. Os peitos de Norma desafiam a realidade. Qualquer mulher bizarra do cinema pornô ou atriz decadente em busca de atenção da mídia freak, pode entupir as peitolas com silicone, mas Norma não.
Norma tem peitos monstruosos e naturais. É uma vaca holandesa em forma de gente. Graças aos peitões, Norma estrelou no cinema pornô em 1999.
Fonte
Já a mulher com os maiores peitos ( valendo silicone) é esta.
Chelsea Charms. Você vai pensar que é Photoshop, eu sei. Mas olha ali no link. É um par de peitões de verdade mesmo!
Agora, o que leva um ser humano a fazer isso com o próprio corpo?
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Sujeitos feios da musica |
Ok, não é como aqueles feios caras do site www.uglypeople.com mas podemos dizer que são feios bragarai.
O pior é que são astros do rock, e em todo show tem sempre umas meninas malucas e estéricas para gritar "liiiiiiindooooo!"
Vamos aos campeões da esculhambação estética facial no mundo do rock.
Gene Simmons. 
Ele é famoso pelo linguão descomunal. O vocalista do Kiss é tão feio que é melhor com a pintura escalafobética copiada descaradamente do Ney Matogrosso.
Jim Skafish -
Não precisa dizer muita coisa. Basta olhar para o naipe da figura e de imediato sabemos por que ele está aqui.
Steven Tyler -
O mais bizarro nesse cara é como ele consegue ter essa cara e ser pai da Liv Tyler. Mas pensando bem, A Angelina Jolie é filha do Jon Voight...
Iggy Pop -
Isso não é rosto. Isso é um anus. Se Iggy Pop fosse um peixe ele seria um peixinho abissal, como este.
Mick Jagger -
Imagina um maracujá esquecido numa gaveta de uma casa abandonada por 90 anos. Agora pense neste maracujá com uma boca enorme e mucha. O que você imagina é a cara do Mick jagger.
Keith Richards
- Para um cara ser tão feio a ponto de se tornar folclórico o bastante e ser convidado para ingressar no time de bizarros do filme Piratas do Caribe, você imagina o que o álcool e as drogas podem fazer com uma... bem, uma pessoa.
Michael Jackson -
Se dançar como ninguém e cantar bem é parte do passado de sua vida, o astro Michael Jackson não pode dizer o mesmo de sua aparência macabra. Esta é mais recente e vem se aperfeiçoando a cada nova horrenda aparição na mídia. Seja pelos processos, seja com ameaças de tacar o rebento pela janela, Michael derruba as fronteiras da feiúra com plástica sobre plástica. Em sua aparição recente nos tribunais, Michael apareceu com o nariz derretendo. Dá pra imaginar tamanha grotescocidade? É como se um boneco do museu de cera de Madame Tousseau ganhasse vida.
Marilyn Manson -
Eu me pergunto se seria justo colocar este cenobita aqui nesta lista, uma vez que ela pretende elencar os bizarros naturais do mundo do rock e da musica mundial. Marilyn Manson me parece mais um sujeito pela-saco que apela para uma aparência grotesca para disfarçar uma musica não tão boa. Mesmo assim, ele tem uma cara estranha, e como parece um fantasma saído de uma antiga caixinha da série Hell Haiser, ele ganhou o ingresso pra lista.
Shane MacGowan - 

Este cara é perfeito para qualquer filme de mortos vivos. Ele é tão horrendo que até o Tom Savini teria medo dele. E os dentes? Nem o Tubarão do Speilberg bota medo como o sorriso de Shane McGowan, vocalista da banda Pogues. Ele também é famoso por ser um "pudim de pinga" pra ninguém botar defeito.
Scott Henderson
- Se você for fazer um filme de terror onde precisará de um bispo demoníaco invocador do belzebú, chame o guitarrista de Jazz Scott Henderson.
Ventania
- É um desses bichos-grilo. Um andarilho que viaja pelo Brasil cantando e tocando violão. Ele è o fóssil vivo do movimento hippie. Considerando tudo isso, a barba de mendigo, a cabeleria desgrenhada e as verrugas e rugas na cara, ele é até bonito. As musicas dele são boas.
Serguei
- Serguei é também um fóssil. Muitos se perguntam até se ele é um fóssil vivo. Afinal, o cara é das antigas do Rock. Ele é famoso por ser pansexual e transar com uma árvore. Mas o que ele se gaba mesmo é de ter comido a Janis Joplin. Grandes merdas! Se bobear, naquele tempo de paz, amor e muita sacanagem, a Janis Joplin dava pra quem quisesse comê-la. Serguei é um maracujá de gaveta nacional, da mesma estirpe do maracujá Mick Jagger, embora bem menos famoso (e rico).
Cartola 
- Cartola é um dos grandes gênios musicais do Brasil. Autor de obras primas reconhecidas internacionalmente.
Mas o que tinha de criativo e genial, o infeliz tinha de feio. Ele pegou uma pereba violenta que se alastrou pelo nariz dele, deixando-o preto e esponjoso. Além disso, tinha uma fotofobia tão grande que muitas pessoas achavam que ele nasceu de óculos escuros. Custei pra achar uma foto dele sem os óculos.
Tom Yorke
- Vocalista do radiohead. Feio. Isso basta.
Lemmy
- um bigodão de motoqueiro. Umas verrugas e cara de mau. Este é Lemmy. Criador da banda Motorhead.
Lou Reed
- Eu acho este cara muito feio. Me lembra o Frankeinstein do Boris Karloff.
Rod Srewart
Ser feio apenas não basta. tem que ser enrugado, ter um dos cabelos mais escrotos da face da terra, vestir-se mal como o Falcão e ter uma voz muito da estranha. Rod preenche todos os quesitos.
Wando
- Wando é coisa nossa. Cantor da terra. Um dos mais legais peseudo-bopnitos-e-sensuais já empurrados para cima das fãs. As mulheres jogam calcinhas nele no show. Wando se orgulha disso.
Zé Ramalho
- Este é bom. Canta bem, compõe bem. É inteligente e fala muito bem. Só é feio. mas ser feio com tantas qualidades, torna a feiúra apenas uma questão de charme.
Reginaldo Rossi
- Reginaldo é o pai da idéia da pseudo-buniteza. Canta de modo sexy. Diz que é comedor e quase sempre veste sempre jaquetinhas da feira sem camiseta por baixo. Meticulosamente aberta para mostrar os sensuais pelos peitorais. O destaque fica pros cabelos, e pro olhar. Ninguém canta musica de corno como ele. Reginaldo Rossi é um cara genial. E sabe disso.
Odair José
- Odair José é um cara que vendeu muito disco. Mestre do brega, ele tem pérolas inesquecíveis no currículo musical como "pare de tomar a pílula". Odair poderia ser o Marilyn Manson nacional.
Frank Zappa
Frank Zappa é esta figura pitoresca. Acho que o Borat é meio inspirado nele.
Se quiser sugerir algum mande o nome e um link para uma foto bem apresentável, como essas do porta-retratos do capeta e eu adiciono ele aqui.
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Tatuagem no olho |

A última moda agora é a tatuagem no olho. Pra que ter um olho com a córnea branca se você pode ter o olho de cores diferentes, como esta azul?
Os médicos estão preocupados com a invenção e seus potenciais riscos à saúde de quem pratica, mas os freaks estão alucinados.
Leia mais sobre isso aqui
23 Agosto 2007
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Águia de aço - aventura no cinema |
Eu tinha ido ver o filme água de Aço com meu primo Guilherme (aquele do episódio pitoresco do cemitério) toda vez que a gente se juntava dava alguma merda. Foram dezenas de merdas de todos os tipos ao longo da juventude.
Naquela tarde de sábado fomos ao cinema ver um filme chamado "Águia de Aço". Era aquele tipo de filme de caras durões pilotando jatos com bombas explodindo jipes. Uma coisa que precedeu Top Gun. Nós chegamos cedo. Era época de férias e a fila para ver o Águia de Aço era enorme. Uma molecada doida. Eu estava totalmente interessado em ver os combates. Naquele tempo eu montava aviõezinhos de plástico da Revell e sonhava em ser piloto de caça. Escolhemos meticulosamente o lugar para assistir o filme. Bem no meio da tela. Quando nós sentamos, estávamos eu de um lado, o Guilherme do outro e o Tio Arlindo, que levou a gente no cinema no meio.
Entrou um casal e sentou bem na frente do Guilherme e do Tio Arlindo. Eu sorri por dentro, porque eu sabia que geralmente o lugar ao lado de casais costuma acabar vazio. Estava tudo perfeito. Na minha frente, apenas a tela.
Quando começou o trailer, eu já não podia conter a emoção. Faltavam poucos segundos para a emocionante perseguição de jatos começar.
Bem... Já ouviu falar de "lei de Murphy"?
Pois é. Entrou um cara com um cabelo que era igual ao do SideShowBob dos Simpsons. lentamente ele entrou pelo canto da minha visão periférica e ocupou todo o espectro visível com sua cabeleira de dar inveja ao mais imundo dos esfregões de chão do Mc Donalds.
Bem assim ó:
Onde que o puto sentou? Isso mesmo, na MINHA FRENTE. O pior é que quando o cara sentou o cinema tava lotado. Já não rolava mudar de lugar.
Resultado, tive que ver o filme que eu tava LOUCO pra assistir atrás daquele TUFO de cabelos que era igual a um coqueiro.
Eu não lembro de praticamente nada daquele filme. Só de uma coisa. Do puto do cabelo duro e do episódio do milho.
No meio do filme, havia uma cena em que rolava um bombardeio. Um jipe saiu capotando. Eu sentia que ia cair sangue em mim. Lembro que só voltei a me sentir assim na cena a pancadaria generalizada do filme Coração Valente, anos depois.
Um jipe explodiu, virando cambalhotas em chamas na tela e subitamente, uma coisa molhada caiu no meu colo.
Eu quase morri do coração. Achei que era o braço do motorista do jipe. Mas não. Era pior.
Era um milho.
Bem, um sabugo de milho, totalmente comido. Algum filho da puta tacou o milho pro ar e caiu bem no meu colo. Agora veja você. Com aquela porrada de cabeça no cinema e o milho infectamente babujado cai no colo de quem? No meu.
Como se não bastasse isso, tinha aquele corno alto na minha frente.
Eu comecei a sentir uma raiva... Uma raiva filha da puta, que foi crescendo, crescendo... me absorvendo, até que enfim eu peguei aquela porra de milho e desferi uma PORRADA COM TODA FORÇA na cabeça do SideshowBob bem na minha frente. Foi um porradão violento. Sem piedade. E em seguida abaixei e fiquei com cara de quem tava vendo o filme. eu não olhei nos olhos dele para não me incriminar. Olhava ao longe como se visse compenetradamente o filme.
O Side Show Bob levantou da cadeira. Ele devia ter uns dois metros, fora o tufo. Ele olhou pra trás. Lá pra trás. Bem pra trás. Tentou gritar:
- Quem foi o filho da puta que jogou esse milho???
Eu, incólume continuei quietinho. O povo do cinema começou a vaiar o cara que levantou gritando para sentar e tal. E ele sentou. Aliás, ele praticamente deitou na cadeira e enfim eu pude ver a cena final e um pedaço dos créditos.
22 Agosto 2007
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Como é que se acende o tomate? |

Calma. Eu não pirei. Este é um post didático que serve para ensinar como é que se acende um tomate.
Tudo que você precisa fazer é coletar algumas caixas de fósforo e com uma faquinha cortar a parte da cabeça do fósforo. Uma marca boa pra isso é a Fiatlux do fósforo rosa.
Recorte e converta aquele monte de cabeça de fósforo em pó socando elas num pilão ou algo similar. Depois jogue o pó rosa num recipiente e adicione bleach.
Ok, eu estou sacaneando. Custei pra descobrir que merda é essa de bleach. Cheguei a conclusão que bleach é bleach, uma marca de água sanitária ou similar.
Aí entra a parte de experimentar. Eu acho que com uma solução de hipoclorito de sódio ( aqueles líquidos esverdeados que são vendidos em armazém para fazer em casa água sanitária) vai funcionar como o bleach americano.
Faça por sua conta e risco. Se nascer um tentáculo em você, não venha reclamar comigo. Use óculos e luvas de proteção se for tentar.
E então após adicionar o bleach made in Brazil, misture vigorosamente. Deixe descansar por 20 minutos. No beach gringo, formarão duas camadas de densidades diferentes. Uma mais grossa no fundo e outra clara em cima. No nacional não sei porque não testei ainda. Com uma seringa hipodérmica você extrai o liquido de cima.
Injeta ele no tomate, dando um espaçamento uniforme ao redor dele.
Feito isso você vai pegar uma nova seringa e encher com água oxigenada - peróxido de hidrogênio e injetar no tomate. Ele vai começar a brilhar intensamente na sua mão.
Parece até um tomate de Shernobil. Mas calma, não é radioatividade. na verdade é um processo acelerado de oxidação pela reação do hipolorito de sódio com o peróxido de hidrogênio e fósforo que faz com que uma reação atômica ocorra, jogando elétrons para fora das órbitas. gerando um belo efeito de glow.
É este o processo que faz aqueles glow stickers de boates e festas de aniversário brilharem tanto.
Só não coma o tomate.
Aqui tem o video que é mais didático.
Make A GLOWING TOMATO ! - The most popular videos are a click away
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Estranhas mutações e imagens grotescas |
Eu queria que todo mundo fosse normal fisicamente. Mas isso não é possível. Aqui no Mundo Gump já vimos pessoas peludas, pessoas azuis, animais com sete pernas e com duas ou mais cabeças.
O ser humano não está fora deste grupo.
Para começar bem o dia aqui está uma notícia com video embutido mostrando a pessoa com o maior tumor na cara que se tem notícia. 
Não recomendo para pessoas fracas e sujeitas a desmaios.
Trata-se da história de um homem chinês que tinha um tumor com mais de 20 kg na face.
A segunda notícia grotesca do dia é a do cara que tem a maior mão do mundo.
Curiosamente, ele também é chinês. A doença é rara e se chama macrodactilia. Lui Hua é o nome do cara que tem o dedo tão gigantesco que necessitou de um mutirão de 20 cirurgiões plásticos numa cirurgia histórica que levou sete horas ininterruptas para reduzir a mão do cara a proporções mais aceitáveis. A cirurgia só foi possível porque nos últimos anos o crescimento dos dedos de Lui estabilizou. Já está marcada uma nova cirurgia-mutirão para dar continuidade ao trabalho.
fonte
Mais uma da China. A menina que tem o maior pé do mundo é Shen XiaoJing. Olha só o naipe do pezinho da garota.
O pé direito de Shen mede 32 centímetros de comprimento por 12 centímetros de largura. Nem a Vovó Mafalda calça um sapato assim.
O esquerdo mede 30 por 11 cm. O dedão é respeitável, com 11 centímetros de largura.
Por toda sua vida, Shen usou sapatos feitos sob medida pela sua mãe. Agora que está na idade de casar o problema da garota está em achar alguém, já que todos os caras fogem correndo quando vêem o pézinho gigante da garota.
Ela devia tentar arrumar um cara no japão. Como diz o ditado, lá "sempre tem um bizarro velho para um pé mutante".
Fonte
Adivinha da onde vem o bebê com três braços? Isso mesmo, da China. Lá nasceu Jie-Jie. Um piá com três braços. Um deles não parece funcionar direito. O bebê chora quando este braço é tocado. O bebê nasceu sem um dos rins. Os médicos planejam retirar o braço estepe do garoto numa cirurgia.
Pra não dizerem que eu estou de marcação com os Chineses, aqui está o bebê mais estranho do mundo, que nasceu no nepal. Ele é tão estranho que suspeitou-se de ser um cruzamento extraterreno-humano.
O bebê chamado apenas de "bebê bizarro" nasceu em Charikot com 2k de peso! A cabeça saindo direto dos ombros e com uma cara que mais parece de sapo do que de gente. Isso era ressaltado pelos gigantes globos oculares. Ele nasceu do casal Nir Bahadur Karki e Suntali Karki no Hospital Gaurishnkar. O bebê morreu após meia hora de nascido.
A notícia do bebê semi-alien correu pelo nepal, levando a uma enorme multidão de curiosos cercar o hospital. A polícia foi chamada para tentar conter a multidão.
Fonte
O bebê cíclope, como foi chamado nasceu na ìndia.
Ele é portador de uma doença cromossomial rara chamada ciclopia.
Os médicos suspeitam que o bebê tenha nascido assim em função do uso de um medicamento para conter o câncer que a mãe teria tomado na gravidez.
Fonte
De um ponto de vista otimista, nascer com um olho só ainda é melhor que nascer sem nenhum, como aconteceu com este vietnamita. Há fortes suspeitas que a contaminação por agente laranja tenha gerado milhares de deformações e defeitos congênitos de todos os tipos no Vietnã.
No Brasil também surgem casos sinistros envolvendo nascimento com má formação fetal. Um dos mais estranhos que se tem notícia foi do bebê que nasceu numa calçada. Ao realizar o parto de emergência numa indígena, os dois policiais não estavam preparados para dar de cara com um bebê sem nariz e com uma tromba na testa.
Onde deveriam estar os olhos havia apenas um buraco. Numa das mãos do bebê havia sete dedos.
Fonte
De fato, existem doenças dos mais variados tipos. Algumas érias, outras nem tanto. Uma bem rara e estranha é a "Síndrome do boneco da Michelin".
Acredite ou não, este é mesmo o nome popular da doença, que gera um efeito parecido com aquele da racça de cães sharpei, onde a criança com suas dobrinhas naturais vem de fábrica com MUITAS dobrinhas extras.
Leia mais sobre esta doença tão rara que até hoje só dois casos foram descobertos.
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O mais velho homem a ser papai |

Embora a mulher reduza sua capacidade de ter filhos com a idade, esgotando seu estoque de óvulos por completo no final da idade madura, o homem mantém sua capacidade de produzir bacuris por toda a eternidade. E agora, graças ao Viagra e similares, além dela.
O mais velho homem a ser pai é este vovô indiano de 90 anos cahamado Nanu Ram Jogi. Ele não é o que podemos chamar de "iniciante" nas artes da paternidade. O molequinho no colo dele é seu 21 filho.
O coroa passou a vida copulando e ao longo dos 90 anos,acumulou números impressionantes. Foram quatro esposas, nove filhas, doze filhos e vinte netos. E ele não está pensando em parar. Ele quer continuar espalhando suas raízes e superpopulando o planeta no mínimo até os cem anos.
Fonte
21 Agosto 2007
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Projeto Boneco do John Locke - LOST - parte 11 |
Olá pessoal. Estou de volta com o último post do projeto do boneco do John Locke.
Finalmente acabou!
Vamos ao passo-a-passo.
A primeira coisa a fazer é colar os braços de volta em cada escultura. Para isso eu uso dois métodos. Um é usar a boa e velha super bonder.
Com ela eu colo os braços rapidamente, mantendo a posição. Em seguida, eu uso durepoxi para reforçar os vãos existentes entre as duas partes. O durepoxi calafeta essas gretas e faz a ligação ficar melhor entre a parte no interior da manga da camisa e o braço. Infelizmente quando eu fiz isso, precisei usar as duas mãos e não pude fotografar.
Terminada esta etapa da colagem dos braços, eu posso pintar o Locke.
Primeiro eu preparo a área de trabalho trazendo a placa de pintura de volta. Isso evita que eu suje a mesa e leve bronca da primeira dama.
Ali estão os bonecos, esperando sua vez de entrar na tinta.
A primeira coisa que eu faço é dar uma geral neles em busca de buracos e imperfeições causadas pela minha fôrma maldita. Cada buraco deve ser tampado com durepoxi. Isso é um saco. Quando os buracos são muito pequenos, é virtualmente impossível de fazer isso. Então é normal e aceitável quando o boneco tem buraquinhos bem pequenos, porque na maioria das vezes, a tinta cobre eles.
Eu costumo usar uma regra de pintura onde começo sempre do que está em baixo e vou cobrindo até a última parte, que geralmente é um chapéu ou detalhe das roupas. Costumo fazer assim, porque isso evita que a camada superior seja suja com a tinta da camada inferior caso o pincel esbarre.
No caso do Locke eu mudei isso um pouco. Comecei pela calça, que é a parte mais vasta da peça.
A pintura base foi feita misturando três tipos de tinta acrílica e uma estilográfica. Branco fosco com creme brilhante e um pouco de marrom fosco com uma gota de tinha preta de nankim da Trident (que é uma merda!).
Misturei bem e fiz uma boa quantidade para a mutueira de bonecos que eu teria pela frente.
Então nessa primeira camada, é só a base. Ela funciona como uma espécie de camada inicial onde as demais vão sendo aplicadas em cima, usando diferentes tipos de técnicas de pintura. Com a ajuda de um secador de cabelos, pude acelerar esta etapa.
Quando a tinta seca o branco fosco afeta o brilho do creme brilhante e a cor fica bem fosca. Depois de seca a base da calça eu entro com uma aguada de tinta creme com marrom. Como o nome diz, a aguada é uma pincelada bem molhada, com a tinta bastante diluída. O objetivo desta camada é aumentar a profundidade de cor na calça, dando a ela uma variação de tom nas reentrâncias e detalhes.
Veja aqui a diferença entre a peça com a aguada e outra só com a base. A peça pintada só com a base parece um brinquedo. Tem aquele aspecto artificial de uniformidade de cor.
Feita a calça, eu vou para a camisa. Nela eu uso uma camada base de tinta branca fosca. Isso porque a camada subseqüente terá variações tonais em transparência. Se eu não aplico esta camada de base branca, a peça vai ficar super estranha, com a cor puxando para escuro por causa da resina que está em baixo.
Uso o secador para acelerar a secagem da tinta e em seguida aplico a camada de ocre acrílico fosco. Ela fica bem luminosa quando aplico, mas quando seca ela perde 50% da cor. Em seguida eu misturo o mesmo ocre com tinta cinza e um pouco de preto. Isso gera a cor de sujeira cascuda que tem a camisa do Locke. Misturo bem e aplico em aguada, retirando o excesso com um chumaço de papel higiênico. O papel higiênico é o melhor amigo do pintor de bonecos, porque ele é super barato, e absorve bem a tinta, tornando o processo mais eficiente. O fato de ser descartável evita ter que lavar mil paninhos.
A camisa do Locke tem manchas escuras em algumas partes. ( algo que não é de se estranhar, dada a felicidade do cara com a chuva torrencial da floresta e a mania dele de se enfiar em buracos, escalar penhascos e explodir as coisas)
Para fazer isso eu misturei um pouco mais de ocre com bastante preto, gerando uma cor de burro quando foge bem escura. Esta cor foi aplicada em algumas áreas da roupa e misturada simultaneamente com a cor anterior da camisa, para se mesclar e obter um degradê. É uma técnica meio difícil, porque a tinta não pode sercar. Ela é facil de fazer no óleo, mas o acrílico seca rapidaço, deixando a coisa bem mais difícil. Esta técnica chama-se técnica do pincel fresco ( não porque o artista é gay, mas porque a tinta é misturada em cima da peça, quando está fresca). É útil para obter degradês quando você não usa o aerógrafo.
O aerógrafo é uma espécie de caneta que funciona com um compressor de ar acoplado a ela por uma mangueira. O ar é comprimido e passa pela caneta, sendo soprado através de uma agulha ligada a um reservatório de tinta. A tinta é aspirada e soprada para cima da peça em bilhões de micro gotinhas, que vistas a olho nu, fazem um belo degradê.
Eu tenho dois aerógrafos, sendo um de dupla ação e um de ação simples. Mas não usei nenhum deles, porque pinto de madruga e o compressor de ar faz o que científicamente chamamos de "um esporro do caralho" e eu não estou afim de ser baleado pelo meu vizinho psicopata. Além do fato de que aerógrafos entopem o tempo todo. Aí você tem que parar, limpar, desmontar aquele treco todo. É como desmontar um fuzil, com varias pecinhas, agulinhas, molinhas, pininhos...
Ainda mais com as tintas vagabundas nacionais. O Brasil não fabrica material de arte de boa qualidade. 99,9% de tudo de arte que se fabrica aqui é de uso "escolar".
Voltando ao Locke, eu vou para a cabeça. Para pintar a cabeça, eu aplico uma base de tinta acrílica cor de pele. Esta camada é a camada base da pele e é aplicada também nos braços. Eu precisei dar duas demãos de base em praticamente toda a peça. Em seguida preparei duas versões de tinta cor da pele. Uma clara e uma escura. A escura foi aplicada com aguada em todas as áreas de pele. Ela se depositou nas reentrâncias da peça, realçando os detalhes como a barba, rugas, etc.
A clara foi aplicada com a técnica do pincel seco em cima, para dar luminosidade à peça.
Em seguida pintei os olhos. A pintura de olhos em bonecos é uma das mais complexas. Os olhos são o espelho da alma, e a humanidade evoluiu olhando os amigos (inimigos e todos os outros) nos olhos. Esse pequeno detalhe evolutivo faz com que nós humanos direcionemos nossa atenção para pontos específicos de uma peça. A cabeça é onde se concentra a maior parte do nosso movimento ocular. E na área da cabeça 80% do movimento ocular vai para os olhos. É por isso que fazer uma escultura bem feita e pintar os olhos de qualquer jeito ferra seu trabalho.
No caso do Locke, eu começo fazendo uma base para os olhos. A base é feita com tinta cinza. Muita gente acha que a parte do globo ocular chamada popularmente de "branco do olho" é branca. Bem, não é. Ao menos artísticamente, esta parte é cinza. Se você faz isso em branco, a peça fica artificial na hora. Isso só vale para cartoon e peças mais estilizadas.
Então eu pinto os olhos de cinza claro. Aí eles ficam parecendo um monte de John Locke possuídos. É muito cômico.
Em seguida a base cinza eu faço um degradê para claro no centro do olho. É isso que dá a sensação de esfericidade no olho. É uma coisa bem sutil. Mas num olho pequeno, dá um trabalho do caramba. ( é bom lembrar que cada parte descrita na pintura do olho refere-se a 14 repetições)
Quando a peça seca, eu misturo uma cor base para a íris. Esta cor é sempre a cor mais escura do olho. Assim, se o olho é azul, a cor vai ser azul marinho, quase preto.
No caso do Locke, o olho dele é azul piscina meio esverdeado.
Então eu faço essas bolotas verde escuro.
Em cima desta pintura entra uma nova camada. Agora é uma bola levemente menor, numa cor intermediária. Usei o azul piscina médio.
Quando os 14 olhos secam, vem mais uma camada. É um azul piscina super claro. Esta é uma parte pequenina no meio da íris. Quando olhamos a olho nu, só parece um degradê de escuro para claro e não um monte de bolinhas concêntricas.
Então usando meu pincel de uma cerda só, ( um fio da minha própria sobrancelha) eu pinto a pupila.
Pintar olho de boneco é trabalhoso, porque a pintura tem que bater nos dois olhos. Qualquer vacilinho, por menor que seja, o boneco parece que está mongol, vesgo ou que é maluco.
Com meu pincel de uma única cerda eu pinto as micro veias nos cantos do olho. Não pode exagerar, senão ele parece maconheiro.
O acabamento fica por conta de aplicar verniz cristal ultra-brilho nos olhos. Isso é feito em umas quatro camadas intercaladas. Essa camada grossa de verniz vai fazer parecer que o olho é esférico e que está molhado. Nas fotos praticamente não dá pra ver, mas olhando de perto a diferença com isso e sem isso é brutal.
Então eu pinto o cinto, os botões dos bolsos da calça e os sapatos.
A faquinha é pintada com tinta esmalte prateada. Eu uso uma tinta importada chamada CromAll, que parece mesmo um cromado. Ela è bem melhor que as tintas prateadas do mercado. Pinto o cabo de preto e com uma mistura de tinta vermelho e preta estilográficas eu faço o sanguinho do porcão ali na faca.
O acabamento é feito usando uma velha escova de dentes molhada com tinta marrom escuro para fazer parecer aquela lama da ilha. Na ilha chove todo dia. E então eu achei legal fazer a barra da calça bem sujona de lama, como se o Locke estivesse perseguido o porcão por um bom tempo em meio às intempéries da ilha. Optei por não colocar sangue na roupa nem no corpo do Locke, porque poderia parecer que o sangue é dele, dando uma impressão errada da peça.
Quando as esculturas estão prontas eu saco a minha pistolinha de cola quente. A cola quente é muito útil para este tipo de colagem, porque ela preenche espaços vazios, prendendo bem o boneco na base.
Eu ainda não consegui encontrar a base de madeira no tamanho certo para caber a base de resina em cima. Se até o dia do sorteio eu não achar, vai ficar sem a base de madeira, que poderá ser providenciada pelo ganhador como ele preferir.
E então acabou. Finalmente estou livre do boneco do Locke.
E aqui umas imagens que eu fiz com ele.

É isso. Espero que vocês tenham gostado dessa aventura. Pra mim, foi algo muito legal e gratificante poder aprender fazendo e registrar este aprendizado, compartilhando os meus erros e processo de trabalho com milhares de leitores. Eu gostaria de agradecer a cada um de vocês pelas palavras de incentivo e apoio. Elas foram muito importantes no decorrer do processo e graças a elas é que a fôrma não voou pela janela quando o desmoldante sacaneou.
O sorteio será na terça-feira que vem, dia 28 de agosto. Logo, valerão ao sorteio todas as postagens feitas até a meia noite de segunda 27.
Até lá, todos os comentários e indicações para qualquer um dos posts do projeto do boneco vão estar valendo. Lembrando que comentários anônimos não serão considerados.
É isso. Espero que tenha gostado do boneco. Ele pode ser seu.
ATUALIZADO -
Se você deixar um email de contato no post é mais garantido que você mesmo seja o ganhador. Eu vou tentar evitar que agum malandro se passe por você, mas não há garantias. Sobretudo se o seu IP não é fixo. Na dúvida, troque o arroba por "at" pra evitar o spam. Quem já postou e quiser garantir, reposte só o email com o mesmo nome ou apelido. Posts antigos sem email ainda valem, mas é como eu disse. Se você quiser garantir, é melhor com um email de contato.
parte 1
parte2
parte3
parte4
parte5
parte6
parte7
parte8
parte9
parte10
parte 11- FINAL
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A menor pintura do mundo |
A menor pintura do mundo tem como tela um fio de cabelo. Trata-se do retrato de George Washington. Ela está aqui, ampliada um milhão de vezes para poder ser vista.
O artista é Jin Yin Hua. Após fazer George Washington, ele pintou o George Bush. Acho que ele queria ser americano. 
Bem, pelo menos é o que parece. Estas duas pinturas aí de cima são de um único fio de cabelo onde o cara pintou 42 retratos dos presidentes americanos. E você já tava achando que um era bizarro o suficiente, né?
Veja em detalhes essa doideira aqui.
Pra quem lê o Mundo Gump há muito tempo, vai lembrar que é o cara. Ele pintou um urso panda no fio de cabelo. Lembra?
20 Agosto 2007
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Naboo by Dusso - A arte do Matte Painting |

Dusso é um matte painter.
Entender o que faz um matte painter requer saber em primeiro lugar o que é um matte painting.
O matte painting é uma técnica originária do cinema. É um dos mais antigos e de melhor custo-benefício efeito especial. Credita-se a invenção do Matte painting ao cienasta-mágico-pai-dos-efeitos-especiais George Meliés.
O truque consiste numa engenhosa idéia. Numa placa grande de vidro alguém pinta um cenário. Em geral os cenários pintados são alguma impossibilidade prática para um estúdio, como florestas gigantes, castelos, planetas, etc. E nessa pintura no vidro, alguns buracos são deixados propositalmente sem pintura.
São deixados sem pintura porque lá atrás, a uma boa distância da câmera, num pedaço minúsculo de cenário estará o ator. A Câmera pegará a cena em foco infinito, juntando o ator e seu cenário que o rodeia e integrando-o à pintura.
O que a câmera vê é uma cena fantástica.
Com o advento da tecnologia, os efeitos especiais evoluíram e de certa forma revolucionaram a maneira de fazer cinema fantástico no mundo. Só uma coisa não mudou em todo este tempo. O aspecto artístico da coisa.
Desde Meliés a única limitação séria do matte painting estava em achar alguém fera o suficiente para fazer uma pintura parecer de verdade.
Hoje, com rotoscopias eletrônicas, tracking de câmera, câmeras de movimento controlado, layers, 3d e o escambau a quatro, o matte painting se sofisticou como nunca, mas o fator humano ainda é a chave. E provavelmente sempre será.
Este é Dusso. Matte painting é o seu trabalho. Algumas imagens beiram o inacreditável. Impressiona que alguém abra uma tela em branco no Photoshop e pinte isso.
Para ver a imagens abaixo, clique nelas. Tratam-se de obras primas feita pelo Dusso para a ILM de 2400 X1350 px
Qualquer uma dessas dá um puta quadrão pra qualquer viciado em Star Wars dormir olhando pra ele.
Bons sonhos.

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Excrescências comerciais |
Sabe, uma das coisas chatas de ser brasileiro é descobrir como as pessoas podem ser tão mercenárias ao ponto de pegar um produto e revendê-lo aqui com uma margem de lucro tão fominha que seria capaz de envergonhar o próprio Satã.
É o caso da Cintiq. A Cintiq é uma mesa digitalizadora, também chamado de "tablet", que por sua vez é uma espécie de placa onde você desenha com uma caneta sem fio e o desenho sai na tela. Se você forçar a caneta, o desenho sai mais escuro na tela. Se passar de leve ele sai mais fraquinho. Tipo no mundo real. É super útil para quem trabalha com ilustração e artes digitais. A Cintiq é um modelo especial porque além de oferecer muitos graus de pressão diferentes, ela ainda funciona como um monitor. Então você vê seu desenho digital como faria se estivesse trabalhando num papel, mas com todas as comodidades que o computador te oferece.
Um artista americano pagaria por uma mesa dessas cerca de dois mil e quinhentos dólares. Algo como 5 mil reais. Considerando que o salário lá é bem maior, isso pesaria no bolso do cara mais ou menos como uns 1.500 reais pesam no nosso.
Para o cara comprar a mesma coisa no Brasil, sabe quanto que ele vai pagar? (ganhando a metade do que um cidadão norte americano ganha?)

Essas coisas que mandam meu "orgulho de ser brasileiro" para a PQP.
19 Agosto 2007
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O beijo |

Esta é uma bela e criativa escultura que retrata duas xícaras derramando seu conteúdo no ar. Um deles é o café e o outro, chá. Os líquidos parecem capturados numa fração congelada do tempo onde vemos um beijo entre ambos.
Muito legal mesmo.
A obra foi feita por Tsang Cheung-shing, um professor de escultura e designer de produto.
A mistura de chá e café é muito comum em Hong Kong, onde a obra está exposta no museu de arte.
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Ultrapassaram a velocidade da luz |

A velocidade da luz, que é de 299.792.458 metros por segundo, foi finalmente rompida em um experimento científico, mostrando que ao contrário do que se imaginava, ela não é uma constante universal impossível de ser ultrapassada.
Em teoria, ao viajar mais rápido que a luz, um suposto piloto voltaria no tempo e poderia chegar antes mesmo de partir. (WTF!)
Bem, era o que se pensava até que dois físicos alemães reivindicaram a superação do limite da velocidade da luz.
Gunter Nimtz e Alfons Stahlhofen, da Universidade de Koblenz, conduziram um experimento no qual microondas de fótons (pequenos pacotes de luz) foram conduzidas "instantaneamente" entre um par de prismas separados por uma distância aproximada de 1 m. O objetivo inicial era estudar um fenômeno chamado "tunelamento quântico", que permite que partículas subatômicas aparentemente quebrem leis inquebráveis da física."Até o momento, esta foi a única violação da teoria da relatividade que eu conheço", disse Nimtz à revista New Scientist.
A constante da velocidade da luz era um dos pilares da teoria da relatividade do Einstein.
leia a notícia aqui.
17 Agosto 2007
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A insustentável leveza do bolso e a educação |
Eventualmente ocorre uma pergunta feita nos comentários que me gera muitas reflexões e idéias para responder. Isso é o que eu acho de mais legal no universo dos blogs.
Sem a interlocução eu não pensaria certas coisas. Este é um post sobre isso. Sobre uma pergunta e sobre a minha vida. Queria agradecer a Caroline por me perguntar. Eu espero sinceramente que minha resposta te ajude. Caso não ajude, tudo bem. Ela me ajudou.
Caroline Daronch disse: Oi Philipe!
OI Caroline.
Tbm me interesso por coisas estranhas!
Faço psico, quero trabalhar com web designer tbm...lokura...
Mas, me diz uma coisa, o q tu faria de diferente? Vc se arrepende de ter feito Psico?
Tem alguma sugestão pra me dar sobre um curso de design?
Abraço
Carol
Eu nunca me arrependi de ter feito faculdade de Psicologia. A faculdade me ajudou a entender melhor o ser humano, e isso me ajuda diariamente em uma série de coisas.
Nós estamos condicionados desde pequenos a estudar para entrar nas boas escolas, entrar nas boas escolas para ingressar nas boas universidades e fazer os cursos que dão dinheiro para trabalharmos na área e ficarmos ricos.
A educação de um modo geral é clientelista no Brasil. Ela atende interesses financeiros. Isso é certo? É assim que deveria ser?
Não sou eu quem tem que responder a estas questões, mas a academia que lida com a questão da educação como objeto de estudo. Eu sempre encarei o estudo como algo pra minha vida, e não para o meu bolso.
Nunca na minha vida tomei as decisões visando uma profissão. Escolhi Psicologia porque queria saber mais sobre o ser humano.
Comecei a trabalhar com design de um modo totalmente auto-didata. Eu não estudo para trabalhar. O trabalho é uma conseqüência do estudo e as duas coisas andam tão juntas que é impossível pra mim separar o que é estudo e o que é trabalho. Minha vida foi pautada sempre em conhecer mais, pesquisar coisas novas e fazer diferente. È interessante, porque tenho muitos amigos designers que ficam procurando nos catálogos e revistas importadas idéias interessantes para fazerem igual ou parecido. Eu leio as mesmas revistas, compro os mesmos livros e vasculho a net, procurando encontrar algo que eu não faça igual.
Não estou dizendo que meu jeito de viver é certo.
Para muitas pessoas, o melhor modo de vida é o mais simples, onde se estuda para passar no vestibular e entra-se numa faculdade para trabalhar. Depois, por imposição do mercado, essas pessoas podem voltar para a academia em busca de um título de pós graduação latu ou stricto sensu. Não por uma curiosidade ou investigação, nem mesmo por uma motivação de inovação, mas por uma imposição do mercado. São milhões de pessoas seguindo a vida dominados pelo capital.
Também não estou dizendo que eles estão errados. Talvez eu seja um bizarro no mundo. Um idiota Gump sonhador que vive a vida de um jeito diferente. Na contra-mão do capital.
Em muitas situações da minha vida eu me deparei com dilemas. Ou fazia um serviço chato que ia dar dinheiro ou fazia um trabalho maneiraço que não ia dar nada além de gastos e dor de cabeça, mas que eu estava afim.
Eu SEMPRE faço o que eu estou afim. Pode ser a Rainha da Inglaterra me mandando fazer a coisa chata com uma caixa de ouro na mão. Sem tesão, não há solução.
Eu sou refém do meu próprio prazer.
Antes que alguém me aponte o dedo acusatório e grite: "Anti-profissional!" Eu gostaria de dizer que o segredo da vida não está em se fazer o que gosta, mas sim em gostar do que se faz.
Claro, já fiz coisas chatas na vida. Eu sempre tento encontrar um lado bom nas coisas chatas, de modo que elas fiquem boas. Isso explica porque eu faço compras e tiro as sacolas do porta-malas com uma mão só. A Nivea fica morrendo de raiva de me ver pegar de uma em uma as sacolas.
O que ela não vê é que há uma brincadeira escondida neste ato. E isso torna a coisa chata e maçante de descarregar o carro em algo um pouco mais divertido.
E assim é com tudo. Por isso, raramente faço o mesmo caminho. Eu evito a rotina. E entre uma coisa boa e uma ruim, eu fico com a boa. Mesmo que ela dê mais trabalho ou tenha mais risco.
Nem sempre isso é bom. Eu poderia ter muito mais grana do que eu tenho hoje se vivesse só em busca de grana.
Mas eu sou feliz, porque eu vivo em busca de aventura.
Um amigo meu, o Gustavo, um dia me disse que ele não entendia como é que eu conseguia viver de arte.
Nem eu sei.
Eu não sei te indicar um curso bom de design. Isso ia envolver uma profunda reflexão sobre o que é um curso bom. Seria o que te prepara para o mercado? Pra ganhar dindim? Seria o que te estimula a inovar?
Seria qualquer um, uma vez que o interesse parte do aluno e a busca é algo constante? Eu não sei bem em que momento da história a formação teórica se separou da prática.
O maior perigo da formação tradicional é o sujeito achar que acabou. Que está pronto. Que está formado.
Como alguém vira um ator?
Como se vira um escritor?
Como se vira um pintor?
E um piloto de corridas?
E um cartunista?
E um mágico?
A formação é importante. Seja ela como for. Eu acho que a busca vem de dentro.
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Antigravidade feita em casa parte 2 |
Agora é pra todo mundo. Quem quer testar uma maquina de antigravidade feita em casa sem gastar grana com ímãs caros ou maquinas elétricas complicadas e perigosas, pode tentar com isso aqui, que ao que parece, realmente dá certo.
Você vai precisar de:
Um rolo de fita adesiva
Uma carta velha de baralho
Quatro pilhas pequenas ( ACHO QUE TEM QUE SER CARREGADA)
Uma latinha de refrigerante vazia
Um Cd
Uma moeda.
Um celular, de preferência um daqueles mais antigos, com antena
Acredite se quiser, isso tudo arrumado da maneira certa, (segundo o video) levita!
Veja o video e faça aí na sua casa.
---Editado -----
Eu postei isso lá do INT pra não perder o link. O que eu queria era testar antes de postar, mas achei que algum leitor pudesse testar isso também.
Eu acabei de tentar fazer isso aqui. Eu estou sem baterias AA, então tentei reduzir a escala do experimento, usando baterias AAA. Mas comigo não deu certo.
Talvez o video seja fake. Eu procurei mais dados sobre isso na net, e pelo que vi outras pessoas tentaram e conseguiram.
Vi um video que sacaneia com todos os que tentam fazer, chamando-os de idiotas. Este video diz que o cara usa fios finos de meia calça ligados na carta para que ela levite.
Mas vi em outros sites pessoas dizendo que deu certo.
O sucesso no experimento, segundo um dos caras que alega ter conseguido, está na frequência do celular. Ele diz que os modelos da Nokia antigos são mais eficazes. Ele tentou durante 3 dias até fazer funcionar. Outra coisa que ele diz afetar o resultado é a pilha. Tem que ser Duracell e tem que estar totalmente carregada. E a moeda não é qualquer uma. As de cobre são mais complicadas.
Isso pode tratar-se de uma grande brincadeira boba. Mas ciência não é feita de alegações. Pra provar que funciona ela tem que levitar aqui na minha frente. Eu vou tentar, porque não é feio tentar. Se não funcionar, não funcionou.
O que me intriga é o que faria todos este mecanismo operar. Vento iônico também?
16 Agosto 2007
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Você acha que tem habilidade? Então faz isso! |
Se você tem uma boa gilete, mão firme e alguns lápis, pode mostrar sua habilidade como fazem Mizuta Tasogara e Kato Jado. Eles criam esculturas em lápis usando apenas uma gilete. A dificuldade está em não quebrar o delicado grafite. ( o grafite pode ser cortado, mas não pode quebrar)









Fonte
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A piscina mais lotada do mundo |
A piscina mais lotada do mundo que se tem notícia é esta aqui, cheia de japinhas. A foto foi tirada num dia de verão em Tokyo Summerland.

Acho que dá até pra pegar uma "pererecose" nessa água. Imagina aquele tiozão ali no meio. Cê acha que ele vai andar durante três horas em meio a multidão para conseguir sair da piscina e depois andar mais 40 minutos até chegar num banheiro?
Pior ainda se a necessidade for de numero 2!
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Aeroportos escalafobéticos ( bizarrões mesmo) |
Depois da tragédia com o vôo da TAM ocorrido no aeroporto de Congonhas, SP, muito se especulou, muito se falou, colocaram a culpa no grooving, na chuva, no piloto, no avião, na infraero, na ANAC, na TAM, no ministro da defesa, e até no Oscar Maroni e seu galinheiro de luxo(o único que realmente se ferrou nessa história além das vítimas diretas e seus parentes)
Teve culpa e desculpa para tudo que é lado. Até agora não há consenso no que deverá ser feito. Pensando sobre o problema dos aeroportos sinistros como o de congonhas, onde há uma avenida no fim da pista e no do Rio onde há uma RUA (WTF!) bem na cabeceira da pista - inclusive, outro dia um taxi ia passando e o avião ligou a turbina, lançado o veículo dentro da Baía - o mundo Gump vai apresentar alguns aeroportos "que ninguém merece".
1- PISTA OU RAMPA? 
Não sei porque a pista tem que ser reta. A prova de que não precisa está aqui.
Se o avião chegar rápido ao invés dele parar, ele decola (de cara pra montanha). Por mais bizarro que isso possa parecer, este aeroporto existe e está em funcionamento em Courchevel, na França.
2- Você acha que congonhas é lotado? 
Pense novamente depois de ver isso. Todos sabemos que a lógica é simples. Muitos passageiros = muitos vôos = aumento na margem de erros humanos e mecânicos = risco de desastre maior.
O aeroporto de Atlanta nos EUA recebeu nada menos que 84 milhões, 846 mil 639 passageiros em 2006. Aqui estão as estatísticas.
3 - A pista é muito curta em Congonhas? Então olha só pra essa!
Este é o aeroporto de Saba. Fica numa ilha do Caribe. Trata-se de uma insana pista de 400 metros apenas. Não há margem de erro. Qualquer vacilinho, por mais ridículo que seja, significa um mergulho no oceano ou umas belas cambalhotas nas rochas. Este aeroporto é famoso por ser um dos mais perigosos do planeta. Por esta rrazão, os aviões precisam de uma autorização especial de pouso ali.
4- O fator preço
Todo aeroporto vem servido de uma taxa própria de desembarque. Em geral esta taxa serve para cobrir as despesas operacionais ( no Brasil, a terra da esculhambação, algumas dessas taxas são contingenciadas pelo governo para fazer superavit). A mais cara taxa de embarque/desembarque é a do aeroporto Pearson, em Toronto, no Canadá. Para descer com um 747 lá o preço é 10.986 dólares!
5- Quando o PILOTO faz juz ao próprio título.
Não dá pra ser só comandante não. Pra pousar no aeroporto de Lin Zhi no Tibet, o cara tem que ser PILOTO, grifado em caixa alta e negrito. ( se pudesse, piscante)
Tudo isso porque a aproximação de descida é simplesmente INSANIDADE.
O avião tem que despencar para uma pista há 2947 metros, encravada no vale de um rio, que é atingido por rajadas absurdas de vento encanado por uma série de montanhas que ladeiam o vale, formando um corredor com paredes de seis mil metros de altura. Na maioria dos dias o tempo é péssimo e com nuvens tão densas que todos os pousos tem que ser feitos via instrumentos, até no verão.
6- O aeroporto mais caro 
O aeroporto mais caro já construído é o de Hong Kong, que custou vinte bilhões de dólares. ( afinal é uma ilha artificial) Este é o mais caro construído. Mas se projeto em andamento valer, aí o mais caro é uma coisa incomparavelmente gigante chamada até de "aerotrópolis". Nem precisa comentar que isso fica em DUBAI. O país dos exageros. Com centenas de detalhes de ouro puro, a coisa vai consumir nada menos que 82 bilhões de dólares! E é tão grande que levará 11 anos para ser feito. Olha só um pedaço da maquete. ( os pontinhos brancos são aviões 747!)

7- O mais bonito

O aeroporto mais bonito que existe é este aqui. O de Suvarnabhumi, em Bangkok, na Tailândia. Uma beleza. Já o mais arrojado visualmente é o de Incheon, aqui em baixo.
8- O "mais maior de grande"
Gigante, incomensurável, pós apocalíptico. Nenhum superlativo é páreo para a área construída desta coisa. São 780 km quadrados! Se bobear, tem até estado que cabe ali dentro!Chamado de aeroporto Monstro ( um nome apropriado) este aeroporto é maior que Singapura! Trata-se do King Fahd Airport, na Arabia Saudita. Este aeroporto tem até um terminal exclusivo e restrito para a realeza. Este aeroporto é gigante, mas circulam poucos passageiros. Por ele passam 2.782.000 passageiros por ano apenas. ( compare com o volume de passageiros do aeroporto de Atlanta, que deve caber inteiro dentro de um dos terminais desse aí.)
9- O aeroporto com a pista mais insanamente posicionada
Trata-se do Princess Juliana International Airport, cuja pista de pouso e decolagem fica numa praia. Isso mesmo, numa praia com barraquinhas e banhistas. O legal é a plaquinha que tem ali na areia:
Isso faz com que muitas pessoas corram pela praia quando vem um avião pousando. O calor das turbinas e o vento gerado faz uma minitempestade de areia que simplesmente gera queimaduras de graus variados nos banhistas a cada decolagem e pouso. O you tube tá cheio de videos desses pousos.
Fonte: Deputydog
15 Agosto 2007
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Projeto Boneco do John Locke - LOST - parte 10 |
Desculpa aí a demora em postar a atualização do projeto do boneco. Sei que muita gente está ficando impaciente com a demora em ver logo o boneco pronto, mas acreditem, ninguém mais do que eu quer se livrar dele, quero dizer, terminá-lo.
Acontece que tenho uma vida cheia de trabalhos e compromissos além do Mundo Gump e do John Locke. Muitas vezes só me restam duas ou três horas livres para me dedicar a este projeto, que requer MUITO mais. O problema todo é que as empresas que fabricam muitas peças tem funcionários para tirar as copias, funcionários para dar acabamento, funcionários para dar uma pintura (que quase sempre é feita meio de qualquer jeito).
No meu caso eu estou sozinho trabalhando direto nos sete bonecos. Isso envolve repetir sete vezes cada uma das milhares de pequenas etapas deste projeto.
mas chega de chorumelas e vamos em frente:
O ACABAMENTO
Eu começo a parte de acabamento logo que termino de fazer as cópias. Isso envolve olhar o boneco de todos os ângulos possíveis e imagináveis atrás de pequenas fissuras ou buracos causados pelas bolhas de ar. Como eu já falei na última parte, o boneco foi feito usando o processo de duplicação por gravidade. Neste processo, é comum surgirem bolhas. Existem produtos químicos que podem ser adicionados na resina para dar uma "turbinada nela" e assim sumir com as bolhas., O nome do produto é "solução antibolhas". Mas deve-se tomar cuidado para ver a compatibilidade do antibolhas com a resina.
No meu caso usei resina de laminação pré-acelerada. E não usei o tal antibolhas.
Isso gerou alguns pequenos contratempos com bolhinhas minúsculas em alguns bonecos.
A dificuldade com aquela fôrma feladaputa também gerou ALTOS problemas de emendas. Problemas de emendas são muito comuns em peças duplicadas sem compressão. Em estruturas industriais, o molde de borracha costuma ser pressionado à medida em que recebe o jato de metal ou resina no seu interior. Além disso ele é girado, de modo que a força centrífuga espalhe a liga de modo uniforme e bem depressa pelo interior da fôrma.
No caso deste boneco em especial, as emendas foram cortadas usando alicates de corte e as partes mais sensíveis e delicadas foram cuidadosamente lixados usando mini lixas de diferentes grãos com a mini retífica. Isso encheu a minha casa de pó. Era tanto pós que o meu escritório ficou parecendo um paiol de traficante, mas valeu à pena. Pra fazer isso tem que usar máscara e óculos de proteção. O pó de resina no ar é tóxico e pode provocar diversas doenças respiratórias.
Aqui vemos um pedaço da linha de produção com os bonecos já lixados.
Em seguida eu usei massa epoxi para tapar e corrigir os problemas de bolhas na estrutura da peça. Alguns pedaços em que a resina tinha mais dificuldade de copiar como algumas orelhas tiveram que ser refeitas nos bonecos uma peça de cada vez. Trabalho de corno. Por isso que eu digo: O bom é fazer a fôrma direito. Após os reparos com epoxi, eu colei os braços com superbonder e refiz o acabamento com epoxi para uniformizar.Dei uma nova lixada para ficar certinho. E acabou.
PINTURA PARTE I - A base
O processo de pintura é um dos mais trabalhosos e gostosos de se fazer. Mesmo repetindo cada uma das dezenas de etapas necessárias sete vezes, é algo muito bom de fazer.
Tudo começa posicionando a base e observando ela para identificar eventuais problemas. Qualquer problema encontrado nesta etapa tem que ser corrigido na fase de acabamento e só então a pintura pode começar.Quando a peça está realmente pronta, eu aplico uma camada base de tinta preta. Eu uso tinta estilográfica, conhecida ambém como tinta de nankim.
A marca que eu gosto é trident. Eu até ontem usava um tubo de tinta trident que era muito bom, muito densa e de cobertura perfeita em qualquer superfície. Quando meu tubo acabou comprei um novo e descobri que - como todos os materiais de arte nacionais - a trident se vendeu ao mundo dos produtos "escolares" e ficou uma MEEEEEEERDA! A tinta piorou 1000%. Não compre nankim desta marca porque os FDP colocaram água na porcaria da tinta para aumentar os lucros. Malandrões, eles acham que o usuário não iria notar. Só que para o que eu uso, pintar boneco, isso é percebido na primeira pincelada. A diferença ficou brutal. A minha tinta antiga da mesma marca pintou duas bases inteiras com dez gotas de tinta.
Com 25 gotas do novo tubo, eu só consegui fazer Meia, isso mesmo, meia base. Aguar as tintas é uma prática tão mesquinha e escrota quanto reduzir os palitos de fósforo na caixa e reduzir a metragem do papel higiênico ao mesmo tempo em que aumenta o tubo de papelão central. Infelizmente, somos reféns desses mini golpinhos diáriamente. Os empresários sem escrúpulos visam apenas os lucros, e resta-nos apenas comprar nankim de qualidade importado.
Feita a camada de pintura base, a tinta estilográfica quando seca fica indelével, isto é, inalterável ao seu meio de diluição original, que é água. Por isso ela se presta muito bem como base de pintura. Após a camada preta eu pego tinta acrílica branco fosco e faço a técnica do pincel seco.
A técnica do Pincel seco é feita apenas sujando o pibncel na tinta e secando-o e uma folha de papel ou jornal. Com o pincel meio sujo de tinta você passa ele rapidamente na superfície da peça, de modo que só os detalhes mais ressaltados sejam atingidos. Com isso se obtém um belo resultado de claro e escuro que ressalta os detalhes de modo incrível.
Em seguida eu pego tinta estilográfica marrom e faço uma base aguada, isso é, bem diluída sobre a parte de terra. Eu aplico esta base de marrom bem diluído porque eu quero que a tinta tenha um corte meio transparente sobre a peça, o que vai enfatizar os grãos de terra bem marcados na camada de pincel seco anterior.
Eu uso um secador de cabelos para acelerar a secagem do material. O secador de cabelos é muito prático para isso, deixando a secagem de cada camada quase instantânea.
Eu deixo a tinta da base de terra descansar e vou para o porco.
A primeira coisa a fazer é inverter a ordem de pintura. Com a técnica do pincel seco, a parte ressaltada do porco está branca e as reentrâncias estão pretas. O que eu quero é o oposto, de modo que as partes ressaltadas pareçam o pelo grosso e as reentrâncias mostrem a cor do couro do animal.
O que eu faço então é dar uma base de tinta cor de pele em todo o porco, uniformizando ele. Em seguida uma cor mais escura, que será a cor do couro é aplicada. Esta cor é aplicada em aguadas, para penetrar bem nas pequenas reentrâncias da peça.
Feito isso eu seco ele com secador e aplico uma camada de pincel seco com tinta preta sobre a peça. O porco começa a ganhar vida, com os pelos pretos nauseabundos surgindo.
Então eu pinto as tripas. As tripas são pintadas em três fases distintas.
A primeira é a cor base. Esta é a cor de pele. A cor base é importante porque vai operar com a transparência para acentuar as tripas.
A segunda etapa é a aplicação de tinta estilográfica vermelha. Ela é uma tinta muito forte, muito luminosa que dá camadas acetinadas e com relativa transparência. Esta camada é feita com aguada. Se olharmos fotos de tripas veremos que elas não são cor de sangue. São um cor meio parecida com a cor do interior da nossa boca. O vermelho estourado é o sangue. Então eu pinto algumas camadas de transparência gradual com esta cor meio roxo-avermelhado. E em seguida recubro com a camada vermelha estilografica em aguada, para parecer o sangue.
A terceira etapa ennvolve escurecer o sangue em algumas partes. Para isso, uma gota de tinta de nankim preta bem diluída gera o tom ideal para o sangue ficar bem nojentão.
O acabamento final é dado usando verniz ultra-brilho, que vai deixar as tripas tão molhadinhas que a barriga do bicho parecerá recém cortada mesmo daqui a 20 anos.
Eu coloco um pouco de sangue em outros cortes do bicho e um pouco escorrido da boca. Como se o combate com o Locke tivesse sido feroz.
Então vou fazer a pintura da mochila. Eu levo algum tempo ajustando os tons da tinta acrílica ( eu uso tinta acrílica acrilex de tela e vários tubos de marcas diversas usados para artesanato. as foscas são muito boas e baratas.)
E quando encontro o tom certo preparo uma quantidade boa para as 7 peças.
Começo dando uma base geral e depois disso faço uma cor no mesmo tom porém duas ou três vezes mais escura. Com esta cor eu faço uma aguada bem escorrida sobre a peça. Isso valoriza muito os pequenos detalhes, dando uma dimensão de luz no modelo.
Os pequenos detalhes de metal são feitos com tinta esmalte cor cromo. as partes menores em tinta acrílica preta. O segredo na mochila é pintar com cuidado e paciência cada um dos detalhes. cada um dos ilhoses. São seis por mochila então é um trabalho de chinês pintar usando só um fio da minha sobrancelha cada um dos 42 ilhoses metálicos das peças.
Em seguida, o cajado do Mr. Eko é pintado com uma camada base cor de pele. Esta camada funcionará de contraste para as inscrições gravadas na madeira.
Eu seco a camada com o secador e após feito isso eu aplico uma cor marrom esverdeada em pincel seco por cima. isso ressalta bem as inscrições e com uma boa lupa dá praticamente para ler o que está escrito ali.
Logo depois eu volto para a parte de terra. Eu aplico com pincel seco uma camada de tinta ocre misturada com um pouco de branco fosco e areia para gerar um terceiro tom de profundidade nos grãos. Isso também ajuda a destacar o porco do fundo.
Pinto as dezenas de raízes minúsculas e cada uma das muitas folhinhas que estão caídas pela cena.
A peça ganha uma outra vida quando eu aplico pequenos tufos de musgo de verdade que são colados com cola cascorez azul (cola PVA) em partes estratégicas da peça. também planto grama. Plantar grama é bem divertido. Você pega estes fios sisal usados em decoração. Eu uso um bem baratinho que já vem até pintado de verde. Recorto pedaços dele e desfio. Pressiono contra a camada de cola e eles aderem bem à peça. Fica bem parecido com grama. O bom é fazer isso em mistura com fiapos de juta. Mas como o mato em lost é bem tropical, deixei a vegetação rasteira em variados tons de verde.
Bem, é isso. Espero que estejam gostado apesar da demora.
No próximo post da série, o capítulo final deste projeto. A Pintura do Locke e a montagem na base. E então, o tão esperado sorteio.
PARA PARTICIPAR É FÁCIL. BASTA COMENTAR EM UM DOS POSTS DE PASSO-A-PASSO. Comentou, concorreu. ( comentários anônimos não vão ser considerados) DIVULGOU A PROMOÇÃO DO BONECO EM SEU SITE OU BLOG, Concorreu a mais um!
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Os 10 melhores casos de ufos |
Muita gente acredita em discos voadores. Mas também tem muita gente que não acredita. Claro que nem tudo que parece ser disco voador, realmente é. Mas é inegável que tem certos casos onde é muito mais improvável a hipótese cética do que admitir que ufos voam por aí.
Muita gente me pergunta: Ah, mas o que faria um Et sair lá da pequepê pra vir aqui na Terra? Só olhar? E por que eles não entram logo em contato.
Pra essa pergunta, existem dezenas de respostas que vão da mais simples às conjecturas mais complicadas, envolvendo antropologia, sociologia, política, etc.
Mas a resposta que eu mais gosto é a que estabelece um paralelo com nosso mundo.
É legal ir no jardim zoológico para olhar os animais, e nem por isso tentamos falar com a siriema.
Como é praticamente impossível provar a existência dos ufos de uma maneira completamente irrefutável, dada a inconstância e erraticidade do fenômeno, a solução é continuar catalogando as ocorrências e tentando documentá-las da maneira que for possível para um cruzamento de informações e estabelecimentos de hipóteses.
Então eu estive pensando sobre quais seriam na minha opinião os 10 casos ufológicos mais legais.
Eu vou contar resumidamente com o link para maiores detalhes de cada um dos 10 casos mais maneiros de discos voadores. - na minha opinião, claro.
Eles foram escolhidos por inúmeros motivos. Em cada caso eu elencarei os motivos pelos quais eu considerei cada caso para esta seleção.
São eles:
- A noite Oficial dos Ufos
- Vôo 169 da VASP
- Caso Villas Boas
- Operação Prato
- Caso Saliut 6 - contato no espaço
- Caso Baependi
- Caso Travis Walton
- Caso Thomas Mantell
- Caso Westendorff
- Caso Crixás
Está registrado fartamente. Os militares registraram tudo em video. Os ufos foram detectados e registrados em mais de 50 radares. O ministro em pessoa assumiu a existência dos ufos na Tv.
O que se seguiu nos céus do Brasil era digno dos momentos finais do filme Independence Day:
Os UFOs saltaram de 250 km/h para algo em torno de 1.500 km/h em menos de um segundo. em alguns momentos os ufos chegaram a fazer curvas de 90 graus a 3600 km/h Eles também mudavam constantemente de cor e de trajetória – faziam curvas em ângulos retos, sem reduzir a velocidade. Eram extremamanete manobráveis. Eles subiam, desciam, sumiam instantaneamente do radar e apareciam em outro lugar. O caça F-5E, chegou a ser seguido por 13 UFOs. Para escapar ele tentou uma manobra evasiva padrão e fez um "looping", mas para a surpresa do piloto do caça, os ufos entraram com ele no looping, frustrando a intenção do piloto com a manobra.
Um dos objetos veio em alta velocidade e, repentinamente, parou, de forma que ficou em rota de colisão eminente com um dos aviões e deixando o piloto completamente apavorado. Mas, logo em seguida, o artefato disparou em alta velocidade, saindo da rota de colisão iminente.
Os ufos eram muito brilhantes e tinham o tamanhs variados um deles pelos registros do radar do caça tinha a dimensão de um avião jumbo. Haviam também outros menores, com 8 e 10 metros.
Os ufos foram perseguidos até que o combustível dos jatos chegou no limite e eles tiveram que voltar para a base aérea.
Os ufos voaram segundo os registros, por cerca de 8 horas.
A situação era tão esdrúxula que obrigou o próprio Ministro da Aeronáutica na época, o então Brigadeiro Otávio Júlio Moreira Lima, a se pronunciar na imprensa, organizando inclusive uma coletiva onde os próprios pilotos ficaram disponíveis para dar entrevistas. Um fato histórico para a Ufologia brasileira: pela primeira vez, oficialmente, era admitido publicamente que vários UFOs invadiram o espaço aéreo do Brasil.
Chegou-se a levantar a hipótese de ser um engano e até idiotices foram ditas, como os pilotos terem perseguido reflexos e até mesmo o planeta Vênus. É bom lembrar que os objetos ficaram registrados em diferentes radares, totalizando mais de 50 radares. Sobretudo nos radares internos dos Caças. E que os pilotos são treinados. Além disso o tempo estava bom e limpo. Sem nuvens. E planetas e reflexos não aparecem em radar.
Levantou-se a hipótese de falhas nos instrumentos. Porém considerando que mais de 50 radares registraram a mesma coisa, então uma falha dessas proporções é algo ainda mais bizarro que ufos voando pelo céu.
Aqui você pode ver o video com a reportagem do fantástico que mostra a admissão da aeronáutica sobre o estranho fenômeno.
Para saber mais sobre este incrível caso, um dos mais completos e documentados do mundo, que envolve militares e gravações trianguladas de radar, não deixe de visitar o site do INFA. Lá tem muitas informações importantes sobre este caso.
Na madrugada do dia 8 de fevereiro de 1982, quando os passageiros e a tripulação de um Boeing 727/200 da VASP tiveram a chance de observar um OVNI por mais de uma hora, num vôo de Fortaleza para São Paulo, com escala na cidade do Rio de Janeiro. No total, aproximadamente 150 pessoas participaram da experiência.
Segundo o piloto, Gerson Maciel de Britto, o vôo teve início com a decolagem por volta das 2 horas da madrugada, da cidade de Fortaleza. O céu estava limpo, apresentando visibilidade total, condições que seriam mantidas durante toda a rota. Cerca de uma hora depois da decolagem, quando sobrevoavam a cidade de Petrolina, já no Estado de Pernambuco, o comandante percebe então pela primeira vez a presença de um objeto luminoso à esquerda do avião, semelhante inicialmente aos faróis de um outro avião. A partir daquele momento Britto passa a monitorar com atenção o OVNI, para verificar a trajetória que o objeto seguiria em relação à rota de seu avião, pensando na segurança do vôo que comandava. Neste momento, o avião estava justamente sobre a região onde temos um entroncamento de aerovias, relacionado ao tráfego aéreo proveniente da Europa. Naquele momento o comandante do vôo ainda pensava na possibilidade do envolvimento de um outro avião comercial.
Com o passar dos minutos, Britto percebeu que aquela fonte luminosa mantinha a mesma distância de seu Boeing, com uma trajetória paralela, sem se aproximar. Em seguida, percebe então já uma mutação de cor no objeto, como se ele estivesse girando em torno de si, ionizando gases de nossa atmosfera, apresentando uma coloração alternadamente avermelhada, cor de abóbora e azulada. Em seguida o comandante do vôo entra em contato com a jurisdição de tráfego aéreo de Recife, para saber se existia algum tráfego especial da Força Aérea Brasileira na região, já que não havia sido informado previamente, como é normal quando do início do vôo de qualquer vôo comercial, que pudesse explicar o que ele e os demais tripulantes estavam observando. Em resposta, "Recife" comunica - através do rádio - que desconhecia qualquer vôo militar na área, e que não tinham também informações sobre qualquer outro tráfego comercial naquele momento na região.
A partir da confirmação que não se tratava de um tráfego aéreo convencional o comandante Britto passa a observar ainda com mais atenção o objeto, já definido de maneira definitiva com um OVNI, mantendo seu avião na rota normal, já que o objeto não identificado não apresentava qualquer risco para o vôo, mantendo-se a uma distância segura, apresentando uma velocidade próxima à mantida pelo próprio Boeing, que voava a um pouco mais de 900km/h. Depois de vários minutos acompanhando o avião, o OVNI começou a apresentar deslocamentos surpreendentes. Segundo Britto, em frações de segundo o aparelho se deslocava dezenas de milhas, se posicionando bem mais à frente do avião, para depois retroceder à posição anterior, demonstrando um potencial tecnológico muito além da nossa compreensão. Estas variações de velocidade e posição ocorreram várias vezes, e foram observadas tanto visualmente como através do radar de bordo. Quando o vôo chegou à jurisdição do CINDACTA Brasília (Centro Integrado de Defesa Aeroespacial e Controle de Tráfego Aéreo), Britto entrou em contato com o mesmo, reportando todos os detalhes sobre o que estava acontecendo. Para sua surpresa, o centro de controle informou que não estava detectando nenhum eco-radar na região.
O comandante do vôo solicitou então, a seguir, sabendo que podiam existir outros aviões no mesmo setor, que os controladores do órgão indagassem se outras tripulações estavam observando o mesmo fenômeno. O CINDACTA entrou então em contato com um jumbo da Aerolíneas Argentinas, e o comandante do avião confirmou que estava também observando o fenômeno. Em seguida a tripulação de um vôo da Transbrasil, de Brasília para o Rio de Janeiro, confirmou que estava já observando as evoluções do objeto durante muito tempo, descrevendo os deslocamentos impressionantes que o OVNI realizava. O CINDACTA continuava sem dar nenhuma instrução de alteração de rota para o vôo 169. Diante desta situação o comandante Britto continuava a manter a mesma proa, nível e velocidade, mantendo a observação constante do aparelho não-identificado.
Quando o vôo já estava nas proximidades da cidade de Belo Horizonte, aquele objeto - que mantinha desde o início uma distância razoável do Boeing - começou a se aproximar de maneira definitiva, e o CINDACTA entrou em contato finalmente com a tripulação reportando que estavam detectando um eco-radar na posição nove horas, ou seja, bem à esquerda, a uma distância de 8 milhas náuticas. (detalhe: O CINDACTA estava registrando o ufo o tempo todo e deram a "desculpa padrão" até quando a coisa pareceu que "ia ficar feia". Este comportamento é assim até hoje, como pessoalmente me confirmou um controlador aéreo)
O comandante Britto estranhou o comportamento do CINDACTA, pois só quando começou a se materializar uma situação de conflito de tráfego aéreo os operadores do órgão resolveram assumir que o OVNI estava realmente em suas telas. O foco luminoso cada vez ficava maior com sua aproximação do Boeing. Segundo Britto, ele já conseguia observava uma estrutura discoidal em meio àquela intensa luminosidade, com o tamanho equivalente a dois aviões jumbos juntos.
A partir deste momento, o comandante do vôo - já entendendo que se tratava realmente de uma nave extraterrena que, de alguma forma, estava tentando entrar em contato - deixou o seu lado mais humano surgir, mentalizando uma mensagem de boas-vindas aos tripulantes do objeto, e em seguida teve a idéia de convocar o restante da tripulação - já que até aquele momento apenas a tripulação da cabine vinha acompanhando o fenômeno - e os próprios passageiros para partilharem aqueles momentos especiais. O avião foi inundado por uma luminosidade intensa de coloração azulada, e os passageiros, de maneira tranqüila e ordeira, foram se revezando nas janelas do lado esquerdo para observarem o fenômeno. Com exceção de Don Ivo Lonchaider e um outro religioso que o acompanhava, que não desejaram observar o OVNI (temendo provavelmente serem transformados em testemunhas), todos os outros passageiros tiveram a oportunidade de observar o fenômeno, que continuou a manter aquela distância de 16 milhas até o início do procedimento de descida, quando o avião já estava próximo da cidade de Barra do Piraí, no interior do estado do Rio de Janeiro.
Britto pôde observar ainda, quando já sobrevoava as serras nas proximidades do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o OVNI por trás de uma formação nevoenta que existia sobre a região. Com a chegada do avião ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, os passageiros que desceram começaram a divulgar o ocorrido, e a mesma coisa aconteceu pouco tempo depois já em São Paulo, chamando a atenção do plantão de imprensa no local. Ao terminar o histórico vôo, Britto recolheu-se às dependências da VASP, ainda no Aeroporto, com a finalidade de elaborar o relatório sobre o vôo para o departamento de operações da empresa, como é de praxe.
Em seguida foi informado por um dos diretores do departamento que havia já uma multidão de repórteres de jornais, revistas, rádios e televisões, tentando - via o serviço de imprensa da companhia - entrevistas com o comandante do vôo, que desejavam saber todos os detalhes do encontro com o OVNI. O comandante Gerson Maciel de Britto, depois de ser liberado pela própria empresa para falar abertamente sobre o incidente, levou sete hora e meia atendendo aos jornalistas. Em poucas horas a história era apresentada para o Brasil de norte ao sul. Como costuma acontecer em casos ufológicos de repercussão, surgiram, com o passar dos dias, as mais absurdas explicações visando desqualificar a realidade da presença de uma nave extraterrestre. ( como sempre com as mais estrambúlicas possibilidades. De balões meteorológicos ao já manjado planeta Vênus)Partes deste caso foram extraídas deste site.
Para saber mais sobre este caso clique aqui.
Para ver a matéria da globo da época clique aqui
CASO 3 - Caso Villas Boas - O cara que transou com a ET
Em 1957 o então jovem Antônio Villas Boas estava arando a terra num trator. Era o turno noturno e Antônio trabalhava duro na fazenda, localizada em São Francisco de Salles, em Minas Gerais quando notou que havia uma estrela com brilho incrívelmente intenso no céu.
Antes disso porém, Villas boas já tinah estado às voltas com estranhas luzes potentes por duas vezes. A primeira foi quando abriu a janela do quarto em função do calor e viu uma etsranha luz voar para próximo da janela. A tal luz foi testemunhada pelo irmão de Antônio, e deu a volta na casa, iluminando -a através das frestas do telhado.
A segunda ocorrência se deu quando ele e o irmão aravam a terra e a luz surgiu muito forte no céu. Antônio correu para a direção da luz, e o ufo pareceu fugir indo para outra direção e estacionando. Ficou parado por um tempo emitindo flashes e depois deslocou-se para o alto tão rapidamente que pareceu apagar.
Mas naquela fatídica noite, Antônio Villas Boas estava sozinho arando a terra. Por volta da uma hora da madrugada, Villas Boas viu uma estrela vermelha. No entanto, logo percebeu que não se tratava de uma simples estrela, pois aumentava progressivamente de tamanho e parecia se aproximar velozmente dele. Dentro de alguns poucos instantes, a estrela se revelou um objeto brilhante, com o formato de um ovo, que se dirigia na direção de Villas Boas com uma velocidade incrível. Sua aproximação era tão veloz que já estava sobre o trator antes de Villas Boas ter qualquer reação. De repente, o objeto parou a uma altura estimada pelo protagonista como em torno de uns 50 metros, e bem acima de sua cabeça. O trator e o campo ficaram iluminados como se fosse de dia. Essa situação durou uns dois minutos e Villas Boas, hesitante e sem saber o que fazer, ficou paralisado.
Finalmente, a luz tornou a se deslocar e parou a uns 10 a 15 metros à frente de seu trator, para então pousar no solo lentamente. Nesse momento já era possível distinguir nitidamente os contornos da máquina: era parecida com um ovo alongado, apresentando três picos, um no meio e um de cada lado. Os picos eram metálicos, de ponta fina e base larga. Villas Boas não pôde distinguir sua cor por causa da forte luz vermelha que o objeto emitia. Em cima havia algo girando a alta velocidade que, por sua vez, emitia uma luz vermelha fluorescente.
De repente, a parte debaixo do objeto se abriu e deles saíram três suportes metálicos... e isso aterrorizou Villas Boas, que previa que algo iminente iria acontecer com ele. Não disposto a esperar para ver do que se tratava, Villas Boas pôs o pé no acelerador, desviou-o do objeto voador e tentou escapar. Porém, após avançar alguns metros, o motor parou e os faróis se apagaram. Aterrorizado, ele tentou dar a partida, mas o motor não pegou mais. Em vista disso, Villas Boas pulou do trator, que estava atrás do objeto, e correu desesperadamente. Mas um minúsculo ser estranho, que mal chegava a altura dos seus ombros, pegou em seu braço. Chocado, Villas Boas aplicou-lhe um golpe que o fez perder o equilíbrio, largar o seu braço e cair para trás. Novamente, tentou correr quando, instantaneamente, três outros seres pegaram-me por trás e pelos lados, segurando seus braços e pernas. Villas Boas perdeu o equilíbrio, caindo no chão, e acabou ficando totalmente dominado pelas criaturas.
Os seres o levantaram do solo, sem que ele pudesse esboçar sequer o menor gesto. Tomado pelo mais completo desespero, Villas Boas tentou se livrar das criaturas, mas os seres o seguravam firme e não deixaram-no escapar.
Neste momento, Villas Boas gritou por socorro e xingou as criaturas exigindo que soltassem-no, mas nada adiantou. As criaturas o levaram então para sua nave que estava pousada sobre suportes metálicos. Na parte traseira do objeto voador havia uma porta, que se abria de cima para baixo, e assim servia de rampa. Na sua ponta havia uma escada de metal, do mesmo metal prateado das paredes da máquina, e que descia até o solo. Os seres estavam com a situação completamente dominada e só tiveram dificuldade em fazer Villas Boas subir pela escada, que só dava para duas pessoas, uma ao lado da outra, e não era firme, mas móvel, balançando fortemente a cada uma das tentativas de Villas Boas se livrar dos seus raptores. De cada lado havia um corrimão, com a espessura de um cabo de vassoura, no qual Villas Boas agarrou para não ser levado para cima – o que fez com que as criaturas tivessem de parar, a fim de desprender a força as suas mãos do corrimão.
Por fim, os seres conseguiram arrancar as mãos de Villas Boas do corrimão e leva-lo para o interior da nave. Logo em seguida, deixaram Villas Boas em um pequeno recinto quadrado. A luz brilhante do teto metálico refletia-se nas paredes de metal polido. Ela era emitida por numerosas lâmpadas quadradas, embutidas debaixo do teto, ao redor da sala. Logo em seguida, a porta de entrada, junto com a escada recolhida, levantou-se e se fechou. O que impressionou Villas Boas é que, uma vez a porta fechada, ela se integrava à parede de tal forma que era impossível percebê-la. Um dos cinco seres presentes apontou com a mão para uma porta aberta e fez Villas Boas compreender que deveria segui-lo para aquele recinto. Cansado, estressado e vendo que não tinha qualquer outra alternativa, Villas Boas obedeceu a criatura. Dentro desse recinto, os únicos móveis existentes eram uma mesa de desenho estranho e várias cadeiras giratórias parecidas com as nossas cadeiras de balcão de bar. Todos os objetos eram de metal. A mesa e as cadeiras tinham um só pé no centro.
Os seres continuavam segurando firmemente Villas Boas e pareciam conversar entre si numa linguagem completamente estranha e incompreensível – pareciam estar discutindo. Quando finalmente deu a entender que as criaturas tinham chegado a uma decisão, os cinco pararam de falar entre si e começaram a tirar as roupas de Villas Boas. Claro que Villas Boas não gostou nada da idéia de ficar nu. Imediatamente ele reagiu e começou a tentar se defender de todas as formas, inclusive debatendo-se, gritando e xingando os seres. Não adiantou: Villas Boas ficou completamente nu. Uma das criaturas se aproxima de Villas Boas segurando algo que parecia ser uma espécie de esponja, com a qual passou um líquido em todo o seu corpo. Era uma esponja bem macia e o líquido era bem claro e inodoro, porém mais viscoso do que a água. Num primeiro momento, Villas Boas pensou que fosse um óleo, mas chegou a conclusão que não era porque a sua pele não ficou oleosa, nem gordurosa. Quando passaram aquele líquido no corpo de Villas Boas, ele sentiu um frio intenso, e tremeu muito. No entanto, logo o líquido secou e Villas Boas já não sentia mais nada.
Então, três das criaturas levaram Villas Boas para uma porta que fica do lado oposto daquela pela qual eles haviam entrado no interior da nave. Um deles tocou em algo bem no centro da porta que, em seguida, se abriu para os dois lados, como uma porta de encaixar de bar feita de uma só folha, do piso ao teto. Em cima, havia uma espécie de inscrição com letreiros luminosos de cor vermelha. Os efeitos da luz deixaram aqueles letreiros salientes, destacados da porta em um ou dois centímetros. Eram totalmente diferentes de quaisquer dos símbolos ou caracteres conhecidos. Villas Boas tentou gravá-los em sua memória, mas não conseguiu.
Em companhia de dois seres, Antônio Villas Boas ingressou em uma pequena sala quadrada, iluminada como os demais recintos, e a porta se fechou atrás deles. De repente, a parede tornou a se abrir e pela porta entraram mais dois seres. As criaturas levavam nas mãos dois tubos de borracha vermelha, bastante grossos, cada um medindo mais de um metro. Uma das pontas do tubo estava ligada a um recipiente de vidro em forma de taça. Na outra ponta havia uma peça de embocadura, parecida com uma ventosa, que colocaram sobre a pele de Villas Boas, debaixo de seu queixo. O ser comprimiu o tubo de borracha fortemente com a mão, como se dele quisesse expelir todo o ar. Logo no início, Villas Boas não sentiu dores nem comichão, mas notou apenas que sua pele estava sendo sugada. Em seguida, Villas Boas sentiu uma ardência e teve vontade de coçar no local. Neste momento a taça se encheu lentamente de sangue até a metade. Logo em seguida, retiraram o tubo de borracha e substituíram-no por outro. Villas Boas sofre nova sangria, só que dessa vez no outro lado do queixo. Nesta segunda sangria as criaturas encheram a taça de sangue. Depois essa operação, os seres se retiraram do recinto e deixaram Villas Boas sozinho.
Por mais de meia hora, Antônio Villas Boas ficou a sós na sala. Na sala não existiam móveis, exceto uma espécie de cama sem cabeceira nem moldura. Como estava se sentido cansado, Villas Boas sentou-se naquela cama. No mesmo instante, começou a sentir um odor forte, estranho e que lhe causou náuseas. Villas Boas teve a impressão de estar inalando uma fumaça grossa, cortante, que o deixou quase asfixiado. Talvez fosse isso mesmo que estivesse acontecendo, pois quando examinou a parede da sala com mais atenção, notou uma quantidade de pequenos tubos metálicos embutidos na parede, à altura da sua cabeça. Semelhantes a um chuveiro, os tubos apresentavam múltiplos furinhos, pelos quais saia uma fumaça cinzenta, que se dissolveu no ar. Villas Boas estava preso na sala e as criaturas estavam aplicando um gás lá. Sentido-se bastante mal e com ânsia de vômito, Villas Boas foi para um canto da sala e acabou vomitando. Em seguida, pôde respirar sem dificuldades, porém continuava a se sentir mal com aquele cheiro.
Até aquele momento, Antônio Villas Boas não fazia a menor idéia de como era a aparência dos seres que haviam raptado-lhe. Os cinco usavam macacões bem colantes, de um tecido grosso, cinzento, muito macio e colado com tiras pretas. Cobrindo a cabeça e o pescoço, usavam um capacete de mesma cor, mas de material mais consistente, reforçado atrás, com estreitas tiras de metal. Esse capacete cobria toda a cabeça deixando à mostra somente os olhos que Villas Boas pôde distinguir através de algo parecido com um par de óculos redondos. Acima dos olhos, o capacete tinha duas vezes a altura de uma testa normal.
A partir do meio da cabeça, descendo pelas costas e entrando no macacão, à altura das costelas, Villas Boas notou três tubos redondos de prata, dos quais não soube dizer se eram de borracha ou metal. O tubo central descia pela coluna vertebral. Na esquerda e na direita desciam os dois outros tubos, que iam até uns 10 centímetros abaixo das axilas. As mangas do macacão eram estreitas e compridas. Os punhos continuavam em luvas grossas, de cinco dedos e com a mesma cor. Nenhum dos macacões tinham bolsos ou botões. As calças eram compridas e colantes e continuavam numa espécie de bota. Todavia, a sola dos sapatos deles era de quatro a sete centímetros de espessura. Era bem diferente dos nossos sapatos. Nas pontas, os sapatos eram levemente encurvados para cima.
Depois de um longo tempo que Villas Boas não soube precisar, começou um ruído na direção da porta. Villas Boas virou-se naquela direção e deparou-se com uma moça aproximando-se lentamente. Estava totalmente nua e descalça. Seus cabelos eram macios e louros, quase cor de platina – como que esbranquiçados – e lhe caíam na nuca, com as pontas viradas para dentro. Usava o cabelo repartido ao meio e tinha grandes olhos azuis amendoados. Seu nariz era reto. Os ossos da face, muitos altos, conferiam às suas feições uma aparência heterogênea, deixando o rosto bem largo e com o queixo pontudo, que ficava quase triangular. Tinha os lábios finos, pouco marcados, e suas orelhas eram exatamente como a de nossas mulheres comuns. Segundo Villas Boas, ela tinha um corpo lindo e com os seios bem formados. Sua cintura era fina. Os seus quadris eram largos, as coxas compridas, os pés pequenos, as mãos finas e as unhas normais. Ela era de estatura bem baixa – mal chegava nos ombros de Villas Boas.
Essa criatura se aproximou de Villas Boas, em silêncio, e fitou-lhe com seus olhos grandes – não deixando dúvidas para com suas intenções. De repente, ela abraçou Villas Boas e começou a esfregar seu rosto e corpo contra o dele. A porta tornou a se fechar e Villas Boas ficou a sós com aquela criatura. Considerando a situação em que se encontrava, isso parece um tanto improvável... mas Villas Boas acredita que a excitação pode ter sido resultado do líquido que passaram por todo o seu corpo. De qualquer forma, Villas Boas não conseguiu mais refrear seu apetite sexual e acabaram tendo várias relações sexuais. Depois, a criatura ficou cansada e começou a respirar ofegantemente. Segundo Villas Boas, ele ainda estava excitadíssimo – o que demonstra que não era um estado de excitação sexual comum e natural. Antônio até tentou transar mais, mas ela recusou continuar com o sexo. No momento da recusa, Villas Boas percebeu que queriam ele apenas como um reprodutor para algum tipo de experiência. Apesar disso, segundo seu próprio depoimento, ele tomou o cuidado para não deixar que percebessem a sua irritação. Afinal, ele se encontrava nu, num lugar estranho, com seres estranhos, completamente sem chance de fuga e, sendo assim, não seria muito prudente e inteligente demonstrar qualquer tipo de hostilidade.
Pouco depois de seus corpos terem se separado, a porta se abriu e um dos seres chamou a moça com gestos. Antes de sair da sala, ela virou-se para Antônio Villas Boas e apontou primeiro para sua barriga, depois, com uma espécie de sorriso, para o próprio Villas Boas e, por último, para o alto – como se quisesse dizer que Villas Boas iria ser pai de uma criança que iria viver no espaço.
Logo em seguida, um dos seres voltou com as roupas de Villas Boas e ele, por sua vez, se vestiu. Segundo Villas Boas, as criaturas lhe devolveram tudo, menos um isqueiro que tinha em um dos bolsos (apesar de cogitar a possibilidade de que ele possa ter caído no chão no momento da luta na hora que estavam capturando-no). Quando Villas Boas terminou de se vestir, os seres o levaram de volta para o mesmo recinto que estava antes de ter entrado naquela sala.
Chegando lá, três dos tripulantes estavam sentados nas cadeiras giratórias, grunhindo um para o outro. Aquele que veio buscar Villas Boas juntou-se a eles e deixaram-no sozinho. Enquanto eles "falavam entre si", Villas Boas tentou gravar na memória todos os detalhes ao seu redor e observava minuciosamente tudo. Assim, reparou que dentro de uma caixa com tampa de vidro que estava sobre uma mesa havia um disco parecido com um mostrador de relógio: havia um ponteiro e, no lugar dos números 3, 6 e 9, uma marcação negra. No lugar em que normalmente está o número 12, havia quatro pequenos símbolos negros, um do lado do outro.
Naquele momento, já bem mais calmo, Antônio Villas Boas teve a idéia de pegar aquela coisa e levá-la consigo – a título de ter uma prova concreta de sua inacreditável aventura de abdução. Imaginando que se os seres percebessem seu interesse por aquele objeto e talvez acabassem presenteando-lhe com o mesmo, tratou de se aproximar dele, aos poucos e, quando os seres não olhavam, puxou-o da mesa com as duas mãos. Villas Boas estimou que aquele objeto pesava, pelo menos, uns dois quilos. Porém, as criaturas não deram tempo para que Villas Boas olhasse o objeto de mais perto pois, com a rapidez, um dos seres acabou empurrando Villas Boas para o lado, tirou a caixa de suas mãos e, aparentemente furioso, tornou a colocá-la no lugar. Intimidado com a ação do alienígena, Villas Boas recuou até a parede mais próxima e ficou parado lá, imóvel.
Enfim, depois de vários minutos, uma das criaturas se levantou e fez um sinal para que Villas Boas o seguisse. Assim, atravessaram a pequena ante-sala, até a porta de entrada, já aberta e com a escada descida. No entanto, ainda não desceram, mas o ser fez Villas Boas compreender que devia acompanha-lo até a rampa que havia em ambos os lados da porta. Ela era estreita, mas permitiu dar uma volta completa ao redor da nave. Primeiro foram para frente e lá Villas Boas viu uma protuberância metálica sobressaindo da nave. Na parte oposta havia essa mesma protuberância.
O ser também apontou para os picos de metal na parte frontal. Os três estavam firmemente ligados à nave. O protuberância do meio estava ligada diretamente com a parte dianteira. As três esporas tinham a mesma forma, base larga, diminuindo para uma ponta fina e sobressaindo horizontalmente. Elas brilhavam como metal incandescente, mas não irradiavam nenhum calor. Um pouco acima da esporas metálicas havia luzes vermelhas, sendo duas laterais, que eram pequenas e redondas, e uma na da parte dianteira de grande tamanho. Eram os possantes faróis. Acima da rampa, ao redor da nave, estavam dispostas inúmeras lâmpadas quadradas, embutidas no casco. Seu brilho vermelho refletia na rampa, a qual, por sua vez, terminava em uma grande placa de vidro grosso, que entrava fundo no revestimento de metal. Como não existiam janelas em parte alguma, Villas Boas julgou que aquela vidraça serviria para olhar para fora, mesmo que não fornecesse uma boa visão pois, visto de fora, o vidro parecia bastante turvo.
Após a vistoria da parte frontal da máquina, o ser levou Villas Boas para a parte traseira (que apresentava uma curvatura bem mais pronunciada do que a da dianteira) mas, antes disso, pararam mais uma vez, quando a criatura apontou para cima, onde estava girando a imensa cúpula em forma de prato. Ao girar lentamente, mergulhava numa luz esverdeada, cuja fonte não era possível detectar. Simultaneamente, emitia um som parecido com assobio. Quando, mais tarde, a máquina decolou, as rotações da cúpula aceleraram progressivamente, até desaparecer por completo, e, em seu lugar, permanecer apenas um brilho de luz vermelho-clara. Ao mesmo tempo, o ruído cresceu para um estrondoso uivo. Depois de ter mostrado toda a parte externa da nave para Villas Boas, o ser o levou para a escada metálica e deu a entender que ele estava livre para ir embora. Ele apontou primeiro para si próprio, depois para Villas Boas e, finalmente, para o quadrante sul no céu. Em seguida, fez sinal de que ia recuar e desapareceu no interior da nave.
A escada metálica foi se recolhendo e a porta da nave se fechou. As luzes da esporas metálica do farol principal e da cúpula ficaram progressivamente mais intensas com o aumento das rotações. Lentamente, a máquina subiu, em uma linha vertical, recolhendo, ao mesmo tempo, seu trem de pouso. O objeto subiu devagar, até uns 30 a 50 metros de altura. Lá parou por alguns segundos, enquanto sua luminosidade se tornava mais intensa. O ruído de uivo tornou-se mais forte, a cúpula começou a girar com uma velocidade enorme, ao passo que sua luz foi se transformando progressivamente, até ficar vermelho-clara. Naquele instante, a nave inclinou-se ligeiramente para o lado, ouviu-se uma batida rítmica e, repentinamente, desviou-se para o sul, desaparecendo de vista uns poucos segundos depois.
Finalmente, Villas Boas voltou para o seu trator. Era 01:15 horas quando foi levado para o interior da nave e retornou somente às 05:30 horas da madrugada – por mais de quatro horas ficou sob tutela daqueles inusitados seres. Com o passar do tempo, Villas Boas formou-se em Direito, casou-se e teve quatro filhos. Esse caso foi minuciosamente investigado pelo Dr. Olavo Fontes. Um dos elementos mais impressionantes na experiência de Villas Boas são as marcas escuras que começaram a surgir em seu corpo, cujas investigações indicaram como possível causa de um processo de intoxicação radioativa.
Este caso foi parcialmente retirado do site do CBPU. Clique aqui para ler mais.
CASO 4 - A Operação Prato
A operação Prato foiuma missão inédita da Aeronáutica realizada entre setembro e dezembro de 1977 para monitorar atividades extraterrestres na Amazônia, mais especificamente no Pará, onde em várias cidades um raio de luz vindo do céu atacava os moradores até mesmo dentro das próprias casas. Essa luz (apelidade de chupa-chupa pela população ribeirinha) provocava queimaduras que necrosavam na mesma hora e deixavam dois orifícios, geralmente no peito esquerdo. De cada 10 pessoas atacadas, aproximadamente 8 eram mulheres. Para esta missão foi escolhido o - até então - cético e descrente capitão Uyrangê Hollanda. Ele comandou a famosa e polêmica Operação Prato por determinação do comandante do 1º Comando Aéreo Regional (COMAR), de Belém (PA).
Para este trabalho, Hollanda estruturou, organizou e colheu os espantosos resultados desse que foi o único projeto do gênero de que se tem notícia em nosso país – e provavelmente um dos poucos no mundo.
O volume de dados obtido surpreendeu até o mais incrédulo dos militares da época. Para obter os mais de 500 fotogramas dos ufos, Hollanda levou consigo o que havia de mais moderno em equipamentos óticos, cameras, gravadores, lunetas, etc. Ele usou filmes especiais para diferentes comprimentos de onda. Infravermelho e ultravioleta. Ele organizou vigílias militares em turnos e sistematizou completamente o movimento ufológico da região. Inicialmente um descrente dos discos voadores, o comandando Hollanda chegou a temer pela própria vida ao dar de cara com ufos de diferentes tipos e tamanhos.
Vinte anos depois, já reformado, o agora Coronel Hollanda veio a público falar sobre o assunto. Logo após conceder uma histórica entrevista à Revista UFO, antes mesmo de vê-la publicada, o militar se suicidou coma corda do roupão em circunstâncias estranhas, mas que talvez não tenham a ver com o fato dele ter liberado informações confidenciais à imprensa.
O programa de Tv " Linha direta" fez uma das edições com o Caso da operação Prato, usando a computação gráfica para reconstruir de maneira espetacular cenas que Hollanda vivenciou.
A entrevista é fantástica, e é suportada por depoimentos das (poucas) testemunhas que se atrevem a quebrar o silêncio, como os moradores do local, o então prefeito de Colares, uma médica que cuidou dos feridos, e de documentos sigilosos da aeronáutica que "vazaram" e mostraram que a operação existiu de fato. TUDO foi filmado e fotografado, mas a Aeronáutica não libera esses vídeos por se tratar de material classificado e a legislação não permite a liberação a menos que se mude a lei.
Recentemente um grupo de ufólogos conseguiu acesso a dois documentos da Aeronáutica, através do movimento UFO: Liberdade de informação já. Um deles são partes da Operação Prato, com algumas páginas de relatório e 500 fotografias. Mas é apenas uma fração do material que eles têm e não podem mostrar ainda, pois precisam mudar as leis do país, e é pra isso que o Movimento está lutando.
O documentário do Linha direta não mostra todo o caso, afinal foram muitas aventuras e perigos. Mas se você não viu, vale a pena ver. Para ver clique aqui: Parte 1, Parte 2 Parte 3
Parte4
CASO 5 - Contato com alienígenas no espaço
Depois de estarem trabalhando em experiências científicas por 75 dias a bordo da Salyut-6, dois dos astronautas russos observaram um objeto esférico surgindo repentinamente, a cerca de um quilômetro deles. Vladmir Kovalyonok, um dos astronautas, apanhou uma câmera e começou a rodar os primeiros minutos do que se tornaria um documento secreto russo. Com a ajuda de binóculos, Kovalyonok percebeu que havia portinholas no OVNI, que por 24 horas permaneceu em posição estacionária em frente a Salyut-6, sem demonstrar a existência de tripulantes em seu interior. No outro dia, o objeto estava mais próximo, a menos de 100 metros de distância. Ela se movera sem usar jatos, impulsos ou quaisquer outros recursos visíveis aos astronautas russos, que contaram uma série de 24 janelas, em três níveis. Em três das janelas, foram avistadas cabeças parecidas às humanas. Os ETS usavam capacetes leves com visores que mostravam parcialmente seus rostos. O que mais impressionou os cosmonautas foram os olhos dos seres - enormes, azuis - fixos neles, sem demonstrar o menor sinal de emoção.
Mais tarde, como as criaturas se mostraram amistosas, os cosmonautas pediram permissão a Terra para tentar estabelecer contato com elas. Um dos astronautas abriu um grande mapa celeste em frente a si mesmo, mostrando nosso Sistema Solar ao centro. O mapa foi colocado junto a uma escotilha da Salyut-6. Kovalyinok se emocionou quando um dos ETS da outra nave puxou seu próprio mapa, que mostrava nosso Sistema Solar de um lado e alguns astros ainda desconhecidos da humanidade em outro. Ainda emocionado, Kovalyonok, fez um sinal com o dedo polegar para cima, que foi retribuído pelo estranho E.T. de modo mecânico.
Em seguida, o OVNI se afastou a uma velocidade tal que pareia varrida do céu, como se os ETs quisessem mostrar sua manobrabilidade.
Na órbita seguinte, ele estava de volta.
Usando uma lanterna potente Kovalyonok tentou se comunicar em russo pelo código Morse, sinalizando: "Cosmonautas soviéticos saúdam visitantes a Terra". Os estranhos não entenderam. Tentou a mesma mensagem em inglês, também sem resposta. Decidiu então usar uma figura matemática, usando uma luz breve para o ZERO e uma longa para UM. Sinalizou o número 101101. Logo depois veio um sinal luminoso em resposta, que não só era uma repetição da cifra, como acabou decifrada como um logaritmo da base que Kovalyonok utilizou nos sinais. Isso prova que, pelo menos em Matemática, Humanos e E.T.s falam a mesma língua.
No outro dia, os ETS fizeram um passeio pela superfície de seu veículo esférico, usando os mesmos trajes vistos quando estavam no seu interior. Quatro dias depois do primeiro contato, o OVNI desapareceu. Por alguma razão, os cosmonautas Kovalyonok e Savinitkh tinham se acostumados àqueles seres estranhos silenciosos e antiemotivos. Tinham sentido uma amizade sutil que deixou como lembrança à certeza de que não estamos sós no Universo.
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Um agricultor semi-analfabeto da cidade de Três Corações (MG) chamado Arlindo Gabriel dos Santos saiu para caçar tatu.
Arlindo estava caçando com dois amigos e, quando eles estavam a uns seis quilômetros de distância da sede de sua fazenda, decidiram se separar. Cada qual teria tomado um rumo diferente.
Depois de um pequeno tempo, Arlindo avistou um objeto estranho descer no chão e que, inevitavelmente, o deixou cismado. Curiosos, decidiu se aproximar para observar melhor o objeto. Pelas suas descrições, o objeto tinha um formato cilíndrico com 50 centímetros de largura e 1,5 metros de comprimento, uma base circular escura e uma esfera na sua parte superior de cores branca e vermelha.Arlindo tinha levando uma câmera fotográfica que estava embrulhada em um embornal de pano e, sendo assim, teve a oportunidade de fotografar o objeto por uma vez, até que o mesmo desapareceu inexplicavelmente. Logo em seguida, desceu um outro objeto que tinha o formato ovóide e com uma haste na sua parte inferior. Essa haste parecia uma espada e, na parte superior, tinha algo que parecia ser uma espécie de hélice. Arlindo tirou uma foto do objeto até que o mesmo começou a emitir um ruído e, logo em seguida, se transformado numa névoa – que logo desapareceu.
Depois dessas duas aparições súbitas e seus respectivos desaparecimentos, Arlindo voltou a andar mais um pouco e, de repente, desceu um terceiro objeto. Este tinha a forma de um barril de um metro de altura e era listrado nas cores branco e vermelho. Este objeto também parecia ter uma espécie de hélice na sua parte superior. Arlindo não hesitou: também fotografou o inusitado aparelho. Tal qual os dois anteriores, o objeto desapareceu logo em seguida sem que Arlindo pudesse reparar como isso aconteceu.
Arlindo então andou uns dez metros na direção do local onde o objeto estava antes de desaparecer. Sua intenção era ver se conseguia encontrar alguma coisa que lhe indicasse o que estaria acontecendo e como aqueles objetos teriam sumido. E é exatamente neste momento que um enorme OVNI com o formato de um ovo e todo branco desce diante de Arlindo – numa distância de apenas um metro. Conforme a descrição da testemunha, o objeto tinha um ruído parecido com o de um motor de carro afogado. O aparelho tnha no mínimo uns dez metros de diâmetro e uns oito metros de altura e, antes de ele pousar no chão, saiu uma espécie de trem de pouso que consistia em quatro hastes pequeninas – algo como uns seis ou sete centímetros de largura. Arlindo tentou fotografar este UFO, porém ele emitiu um feixe de luz em sua direção que provocou uma dor em seus olhos. Imediatamente, Arlindo largou todas as suas coisas no chão e saiu correndo, temendo o que poderia acontecer com ele.Para seu desespero, Arlindo mal conseguiu se distanciar uns dez metros do UFO, pois o objeto disparou uma espécie de relâmpago que o atingiu em cheio – Arlindo ficou totalmente paralisado após ser atingido. Sem compreender o que lhe estava prendendo, Arlindo tentou olhar para trás e viu dois alienígenas que pareciam ser iguais a nós. Os seres estavam usando roupas que cobriam todo o seu corpo, além de capacetes justos que cobriam quase toda as suas cabeças. Eles também estavam usando luvas. Só era possível ver os rostos das criaturas, pois os capacetes tinham vidros transparentes na frente. Os dois alienígenas foram até Arlindo e o pegaram, sendo que um foi no seu lado direito e o outro do lado esquerdo. Nesse momento, Arlindo suplicou: "Pelo amor de Deus, me soltem!". Neste exato momento ele ouviu uma resposta de um dos alienígenas que, inclusive, mexeu a boca para falar: "Em nome de Deus, nós todos somos irmãos". O interessante é que o som não parecia sair de sua boca e sim de uma caixa que estava pendurada nas costas dos alienígenas. Desta caixa saia uma espécie de tubo que estava conectado no capacete deles. O outro alienígena falou logo em seguida: "Não fazemos mal a ninguém, apenas queremos uma informação". E assim eles levaram Arlindo em direção do OVNI.
Quando chegaram diante da nave, Arlindo pode ver que este tinha uma porta com uma escada de quatro degraus e, ainda, havia outro alienígena parado ali, esperando-os. Esta criatura perguntou para Arlindo se ele não tinha visto uma "zurca" ali por perto. Arlindo disse que não e perguntou o que é uma "zurca". Então o alienígena explicou que era um aparelho que eles transmitiram de lá para cá.
O ser perguntou para Arlindo se ele "tinha inteligência". Arlindo respondeu negativamente ao aparente chefe da nave. Este então fez um sinal e finalmente os seres pegaram Arlindo e levaram-no para o interior do UFO. Ainda quando estava do lado de fora, Arlindo reparou que nas proximidades da porta de entrada da nave a temperatura estava mais baixa que no ambiente do local. Quando entraram, Arlindo percebeu que a temperatura era bem mais fria que do lado de fora. Era como se houvesse um ar condicionado no interior da nave. Outro detalhe interessante é que, além de frio, ele reparou um cheiro que julgou ser parecido com o de poeira. Além dos três alienígenas que Arlindo viu ainda do lado de fora, dentro da nave havia outros três, sendo que um deles era do sexo feminino. Ao entrar, imediatamente Arlindo viu outros dois seres que estavam sentados numa espécie de cadeira. Ambos estavam usando capacetes como os outros. A impressão que Arlindo teve é que – segundo suas próprias palavras – "eles estariam batendo máquina" (Arlindo comparou a atividade dos tripulantes com datilografia). Talvez tal julgamento fosse motivado em função do barulho que fazia enquanto os seres estavam mexendo nos dispositivos internos da nave. No entanto, ao entrarem, logo as criaturas pararam e conversaram com os três que foram lá fora capturar Arlindo. Inclusive ele reparou que eles chacoalhavam a cabeça em alguns momentos. Arlindo não entendeu absolutamente nada do que os seres alienígenas conversavam entre si.
De repente apareceu uma moça, que teria vindo de outro compartimento do UFO, e que não estaria usando capacete. Ela era loira e de rosto rosado. Ela estava usando um aparelho no ouvido com o que Arlindo comparou com um "ouvidor de telefone". Inicialmente, a alienígena conversou com os outros seres, na qual foi impossível para Arlindo entender uma única palavra. Logo em seguida, a criatura e um dos alienígenas masculinos levaram Arlindo para um outro cômodo da nave, na qual tinha um aparelho parecido com uma geladeira.
A "moça" pegou uma espécie de varinha enquanto o outro ser começou a mexer nos botões deste aparelho que Arlindo comparou com uma geladeira. O aparelho tinha um monitor e, assim que apareceu uma imagem, a alienígena feminina usava a varinha para apontar para os objetos que apareciam nesse monitor. Segundo Arlindo, essa criatura aparentemente fêmea começou a explicar detalhes sobre sua civilização, a forma que eles conseguiam vencer as distâncias astronômicas e outras várias informações importantíssimas – que, infelizmente, não foi possível se resgatar nada em seus depoimentos devido a limitação cultural de Arlindo. Ele não entendeu nada e não se interessou em perguntar para a criatura o que não conseguia entender. É lógico que Arlindo poderia estar se sentindo intimidado ou mesmo, em função da situação incomum – um seqüestro alienígena – não estava em condição de raciocinar normalmente.
Depois que a criatura lhe passou diversas informações, Arlindo foi levado para o cômodo anterior e percebeu que um dos seres também tinha tirado o capacete. Segundo Arlindo, eles eram muito parecidos conosco, sendo que ele só reparou uma pequena diferença: a testa deles era um pouco diferente – embora Arlindo foi incapaz de dizer exatamente qual era a diferença no sentido anatômico. Já a boca Arlindo descreveu que parecia um corte com lábios bem fininhos.
Neste momento, as criaturas teriam lhe dito que: "Nós somos da mesma matéria, do mesmo sangue e vivemos o mesmo trabalho". Depois disso, Arlindo foi levado para fora da nave e os seres ainda lhe avisaram: "Proteja a vista, que o aparelho condena a vista". Os alienígenas conduziram Arlindo até a saída e Arlindo, por sua vez, desceu sozinho as escadas. O interessante é que Arlindo não conseguiu olhar para traz, pois ele se sentia meio "preso" – um efeito que ele nunca conseguiu explicar. Talvez isso ainda fosse alguma influência dos extraterrestres sobre Arlindo.
Depois de tudo isso, Arlindo teve de andar de volta um bom "pedaço" até que encontrasse seus dois amigos que tinham ido caçar com ele. Arlindo se sentia enjoado e com um pouco de tontura – sensações que duraram bastante tempo. No momento do contato com os alienígenas, Arlindo tinha deixado suas coisas caídas no chão e, quando retornou para procurar, ele acabou não achando nada. Porém reparou que o trem de pouso da nave tinha deixado marcas profundas no terreno.
Logo a notícia de sua experiência com os alienígenas se tornou a grande sensação da cidade de Baependi. E, inevitavelmente, acabou chegando nos ouvidos da imprensa que deu todo um tratamento sensacionalista ao incidente com manchetes de grande apelo público nos jornais. Obviamente este caso logo chegou também ao conhecimento do ufólogo Ubirajara Franco Rodrigues, que tratou de entrar em contato com Arlindo Gabriel dos Santos. Levado até o local onde teria se dado o incidente pelo próprio Arlindo, Ubirajara Rodrigues fez moldes de gesso das marcas do trem de pouso e, ainda, eles acharam o embornal que Arlindo tinha perdido no momento do contato.
A princípio Arlindo ficou em dúvida se aquele era mesmo o seu embornal, pois o mesmo estava com várias figuras desenhadas que pareciam uma espécie de escrita. O embornal de Arlindo era liso e não tinha qualquer figura pintada nele.Depois de alguma análise descobriu-se que a linguagem estranha no embornal parciea ser hebraico arcaico. Como os textos do Pergaminhos do Mar Morto.
Com relação às supostas fotografias obtidas por Arlindo, infelizmente as fotos não mostravam as supostas três sondas que tinham descido antes do pouso da nave tripulada. Verificado por Ubirajara Franco Rodrigues, a câmera acabou sofrendo uma grave avaria: a chapa interna de proteção do filme estava queimada e coberta de fuligem. É possível que isto tenha acontecido no momento que Arlindo tentou tirar uma fotografia do OVNI e este, por sua vez, emitiu um feixe de luz que acabou lhe paralisando e também, como conseqüência do feixe, estragou sua câmera fotográfica. A fuligem que cobria a placa interna do sistema de disparo pode ter sido provocada por uma reação química em função de uma exposição ao calor ou uma grande energia luminosa. Mas sem dúvida, o "ponto alto" deste caso seria as estranhas pinturas do embornal de Arlindo.
O que está escrito em hebraico no embornal?
TRADUÇÃO DE PAULO STEKEL
Hebraico e o aramaico bíblico, recorrendo a técnica cabalística quando o léxico não ajudava:
"Que aquele que oprime a erva nova a umedeça, faça-a nascer, para que seja concluída e domine a matéria para que a sua palavra realize o destino da beleza que a conserva perfeita. Pois aquele que a protege da palavra inútil e impura tem um escudo que reforça seu jardim. Caso contrário, sobre o que recairá a ruína? Sobre a força natural da vida. Agora é o momento para a evolução de sua forma e de sua consciência ordinária, pois consciência natural é como o ouro puro, como uma chapa superior, como a síntese da existência e do conhecimento. Defeito violento é à força da consciência objetiva, que é um movimento evolutivo, sem nenhum amor, usada apenas para conservar o domínio. Cada broto desta erva possui um sublime poder. A erva é como uma árvore de ouro puro, capaz da dissolução do mal, mesmo que no princípio seja apenas uma insignificante semente".
TRADUÇÃO DE RICARDO FERREIRA ARANTES
Usou uma imagem invertida (como visto pelo reflexo do espelho) e baseou-se nos alfabetos fenício, hebraico e aramaico. Preferiu deixar sete frases sem tradução em função dos borrões:
"(Oh) quando está determinado;
Calamidades seis vezes;
Vermelho desolado;
Nem a beleza das terras mais longínquas será preservada na nuvem;
Escutai mensageiro, a dor (dos que foram) destruídos pelo clarão;
Livrai-nos da maldição (de ter) o corpo consumido;
Fazei saber (que) a ira de Deus cresce e se aproxima silenciosamente".
Fonte: INFA
CASO 7 - CASO TRAVIS WALTON
Considerado um clássico da ufologia mundial, o Caso Travis Walton reproduz as principais características comuns das abduções alienígenas. Por volta das 18:00 horas da tarde, do dia 05 de novembro de 1975, uma caminhonete de cabine dupla do Serviço Florestal voltava da Floresta Nacional Sitgraves, Arizona, (Estados Unidos), levando sete lenhadores: Michael Rogers, Ken Peterson, Travis Walton, Allen Dallis, John Goulete, Duane Smith e Stephen Pierce. Todos eles tinham menos de trinta anos e voltavam para casa depois de um longo dia de trabalho.
Travis Walton, na época com apenas 22 anos, reparou uma luminosidade amarelada por trás de uns pinheiros, do lado direito do caminhonete, e comentou com os companheiros. A caminhonete seguia sua rota normal, mas, ao chegar em uma clareira, viram um enorme disco de uns cinco metros de diâmetro que estava flutuando a cerca de seis metros de altura.
Chocado, Travis pediu que parassem a caminhonete e, imediatamente, saiu do veículo. Acreditando que ao se aproximar o objeto se afastaria, Travis Walton começou a caminhar em direção do OVNI. O disco começou a emitir um ruído alto e movimentar-se lentamente. O motorista da caminhonete, Mike Rogers, tomado pelo pânico, gritou para que Travis voltasse, mas ele estava absorvido na contemplação daquele objeto que, agora, já estava bem acima de sua cabeça. Subitamente, o OVNI emitiu um feixe de luz verde-azulado que atingiu em cheio o peito de Travis, jogando-o para trás. Ao cair, Travis Walton estava desmaiado.
Todas os outros trabalhadores que estavam na caminhonete ficaram em pânico e Mike, o motorista, imediatamente deu partida no veículo e se afastou, deixando para trás Travis caído próximo ao UFO. A alguma distância do local, quando todos comprovaram que o objeto não lhes perseguia, pararam a caminhonete e discutiram nervosamente se deveriam ou não voltar para socorrer Travis. Finalmente chegaram a algum entendimento e voltaram para o local, porém nem Travis e nem o UFO estavam mais lá.
Os seis trabalhadores decidiram ir então à delegacia de Navajo Country, que era o posto policial mais próximo. Foram atendidos pelo tenente Chuck Allison que, após ouvir toda a história, decidiu ir até o local dos fatos, às 21:30 horas daquele mesmo dia, levando junto mais três testemunhas para investigar. Não encontraram absolutamente nada. No dia seguinte, os seis trabalhadores passaram a ser suspeitos de assassinato. Ninguém acreditava na história contada por eles e a polícia passou a considerar a hipótese de que eles tinham matado Travis Walton e escondido o corpo. Depois inventaram a história do "disco voador" para justificar o sumiço de Travis.
Durante os três dias seguintes, foi realizada uma super operação "pente-fino" na floresta em busca do corpo de Travis Walton. Essa operação foi composta por um pouco mais de uma centena de homens, vários cães e um helicóptero – no entanto não obtiveram qualquer êxito. Durante toda essa operação de procura pelo corpo de Travis Walton, os investigadores responsáveis pelo caso ficaram surpreendidos ao ver que os seis lenhadores não hesitaram em passar pelo detector de mentiras. Durante o teste do detector de mentiras, foram tomadas todas as medidas para não dar vazão a qualquer possibilidade de dúvida. Entre as medidas estava a presença de C. Gibson, especialista em poligrafia. E para surpreender mais ainda as autoridades responsáveis pelo caso, todos eles passaram pelo detector sem que fosse detectada uma única mentira sequer. A partir daí, somando com o fato de não se ter encontrado o corpo ou qualquer vestígio do mesmo, a história dos lenhadores passou a ser levada a sério por toda a comunidade.
Seis dias depois do desaparecimento de Travis , no dia 11 de novembro, seu irmão recebe uma ligação telefônica na qual reconhece, imediatamente, que era o próprio Travis do outro lado da linha. Travis pede para que venham buscá-lo e é encontrado no chão de uma cabine telefônica, no posto de gasolina de Heber – cerca de 80 quilômetros de distância de Snowflake. Travis apresentava visíveis sinais de esgotamento e desidratação, tinha náuseas e estava completamente desorientado. Mas o mais surpreendente de tudo é que Travis Walton não acreditava que tinha sumido por vários dias. Para ele tinham se passados algumas poucas horas apenas desde que foi atingido pelo UFO.
Imediatamente, a família de Travis Walton o levou para um hospital. O doutor Howard Kandell certificou que Travis estava bem, mas tinha perdido um pouco de peso devido à desidratação. A única coisa estranha encontrada em Travis era uma marca no seu braço esquerdo, claramente produzida por uma agulha ou um outro instrumento pungente. As análises de sangue comprovaram que Travis Walton não era usuário de drogas – coisa que a própria família dele garantiu para o médico.
O passo seguinte das investigações foi submeter Travis Walton a uma sessão hipnótica para averiguar o que tinha acontecido realmente. Neste processo, os doutores Harder e Rosenbaum (presidente da Associação Psicanalítica do Sudeste) ficaram no controle da sessão hipnótica, além da presença de mais três médicos que assistiram tudo na qualidade de supervisores. Em transe hipnótico, Travis Walton relembrou de vários momentos de sua abdução. Quando foi atingido pelo feixe de luz do disco, tudo escureceu. Mas quando abriu os olhos, estava numa espécie de mesa num quarto fortemente iluminado. Inicialmente ele pensou que estava em um hospital mas, quando olhou para os lados, viu seres horripilantes, de um metro e meio de altura e com grandes olhos negros. Suas faces não tinham cor e suas testas eram inchadas. Seus longos dedos não tinham unhas. Travis Walton os comparou com "fetos muito desenvolvidos".
Aquelas criaturas tinham colocado um aparelho sobre seu tórax que lhe causava uma dor persistente e o impedia de respirar normalmente. Travis entrou em pânico imediatamente e, se debatendo, conseguiu tirar o aparelho de seu peito. Também tentou afastar os alienígenas com empurrões, no entanto, as criaturas continuavam tentando dominá-lo. Somente quando Travis pegou um tubo transparente na mão, que estava numa mesa ao lado, e ameaçou agredir as criaturas, os seres se afastaram e saíram da sala marchando por uma porta. Travis não teve dúvidas: optou por ir embora dali por uma outra porta que existia na sala.
Travis Walton chegou então num corredor e começou a caminhar. Viu outra porta e entrou. Era uma sala onde havia um sofá com vários botões nos braços. Na frente do sofá havia uma tela enorme, quase do tamanho da parede, e que tinha uma imagem típica do espaço: fundo negro com muitas estrelas. Ao apertar os botões no braço do sofá, as estrelas da imagem na tela se mexiam. Nesse exato momento entrou um ser humanóide idêntico a nós que, através de sinais, indicou que Travis devia acompanhá-lo. Travis se levantou do sofá e tentou falar com a criatura, que usava um capacete transparente, mas não obteve qualquer resposta – o ser apenas sorria de forma tolerante.
Sem opção e desconcertado, Travis Walton acompanhou aquele ser. Eles saíram do UFO, por uma rampa, e Travis viu que estavam em um hangar onde havia várias naves iguais a que eles estavam. Entraram, logo em seguida, num túnel que os levou a um pequeno quarto. Neste recinto se encontravam três pessoas, sendo dois homens e uma mulher. Subitamente uma mão colocou uma máscara no rosto de Travis e ele, por sua vez, perdeu os sentidos. A próxima lembrança de Travis Walton é ele acordando caído na estrada perto de Heber. Ele olhou para cima e viu uma nave se afastando – inusitadamente não parecia ser a mesma nave que lhe teria abduzido.
Tal qual foi feito com os outros lenhadores, Travis passou pelo detector de mentiras sem que fosse detectada qualquer fraude em seu relato. Infelizmente, hoje Travis Walton se recusa a fazer outras sessões de hipnose regressiva para tentar resgatar o que poderia estar perdido em sua memória. Ele alega ter medo de saber mais detalhes da experiência traumática que passou. O Caso Travis Walton foi amplamente divulgado e causou grande comoção na comunidade ufológica.
Para saber mais sobre o caso Travis Walton acesse aqui
Texto retirado do site do INFA
CASO 8- O CASO MANTHELL
Em torno das 14:30 horas, os radares acusaram um gigantesco OVNI se deslocando vagorosamente sobre Fort Knox. Imediatamente o comando militar responsável pela segurança do Campo Godman providenciou uma interceptação aérea do intruso. O Campo Godman é uma base militar que está baseada – convenientemente – ao lado de Fort Knox.
Justamente nesse momento, uma esquadrilha composta de 4 caças P-51 Mustang estava chegando de uma ronda aérea. A esquadrilha em questão era liderada pelo capitão Thomas Mantell que, devido ao seu desempenho em combate durante a Guerra, ele tinha várias condecorações e era uma espécie de ídolo das Forças Armadas. O que se seguiu naquela fatídica tarde de 07 de janeiro de 1948 marcou "a fogo" a vaidade militar norte-americana.
Imediatamente a esquadrilha foi acionada para realizar a interceptação. Dos 4 aviões da esquadrilha, foram apenas 3, pois um deles já estava com o combustível "na reserva". Inicia-se a perseguição ao OVNI e, logo em seguida, um segundo avião se vê obrigado a abandonar a perseguição por seu painel apresentar problemas eletrônicos. Mal ele teve tempo de sair da formação para que o terceiro avião, por sua vez, também tivesse que abandonar a interceptação aérea por falta de oxigênio. Poucos minutos após o início da perseguição, o capitão Mantell ficou sozinho. Vale ressaltar que o avião do capitão Thomas Mantell deveria estar, como os outros, com o combustível e oxigênio acabando.
O fato é que Mantell continuou obstinadamente a caçar o OVNI mesmo sabendo de suas limitações em termos de combustível e oxigênio. Por volta das 14:45 horas, ele se comunica com a base informando que já conseguia avistar o intruso a olho nu. Foram vários comunicados descrevendo um objeto metálico, com a forma de um cone e de proporções gigantescas. Finalmente, por volta das 15:15 horas, se ouve pela última vez a voz de Mantell no rádio: "O objeto está adiante e acima de minha posição, movimentando-se à mesma velocidade de meu avião ou um pouco mais. Se eu não conseguir me aproximar mais vou desistir".
Enquanto tentativas desesperadas de comunicação aconteciam, o avião de Mantell fazia círculos no ar para, logo em seguida, iniciar o megulho fatal ao chão. Maior que o impacto do avião do capitão Thomas Mantell foi o causado com a notícia de sua morte para todo o contingente das Forças Armadas dos Estados Unidos. Como isso poderia ter acontecido se os Estados Unidos era a maior força militar planeta? A explicação inical da USAF foi que Mantell perseguiu o planeta Vênus, até que ficou sem oxigênio e desmaiou. Sequer ele teria morrido com o impacto da queda, pois, provavelmente, o capitão Mantell teria morrido de anoxia (falta de oxigênio), já que estava a cerca de 20.000 pés. Obviamente, parece um absurdo que um piloto experiênte, condecorado, tivesse confundido o planeta Vênus ( olha o planeta Vênus aí, gente!) com uma nave desconhecida – sem mencionar o absurdo que é supor que o planeta Vênus seja detectado pelo radar.
Para tentar acabar com os boatos relacionando este caso com UFOs, a USAF acionou o projeto Blue Book para assumir as investigações. O capitão Edward Ruppelt, responsável pelo Blue Book, concluiu que Thomas Mantell havia perseguido um balão sonda meteorológico lançado pelo projeto "Skyhook". A armada norte-americana criou um balão gigantesco capaz de ascender até 70.000 pés (cerca de 21.000 metros) de altitude, para recolher informação sobre a alta atmosfera. O gigantesco balão tinha forma de pêra próximo à Terra, mas se convertia numa esfera, de trinta metros de diâmetro, quando estava a grande altura.
Muitos ufólogos não concordaram com a explicação oficial e outros, como Jacques Vallée, aceitaram e deram o caso como encerrado. Já a imprensa, como sempre, fez sua glória com todo tipo de sensacionalismo possível.
Fonte: Infa
Para saber mais sobre este caso, entre aqui.
Às nove horas, logo depois de tomar o café da manhã, ele decolou do aeroporto de Pelotas para mais um passeio. Às 10h15, quando sobrevoava a ilha de Saragonha, na Lagoa dos Patos, a cerca de 15 quilômetros do aeroporto, Westendorff deparou-se com um imenso objeto aéreo não identificado. O susto foi enorme. Até a gagueira de infância voltou a afetar-lhe por alguns segundos. Recuperada a fala, o empresário conseguiu levar o monomotor a até muito próximo do objeto, onde permaneceu por mais de dez minutos.
Piloto desde os anos 70, Haroldo afirma que o objeto tinha uma base do tamanho de um estádio de futebol, com cerca de 100 metros de diâmetro, e de 50 a 60 metros de altura. Diz ainda que tinha a forma de um cone, com os vértices arredondados. Por 12 minutos, o empresário permaneceu voando ao redor do OVNI, a uma distância de aproximadamente 100 metros. Deu três voltas ao redor da nave e pôde observar seus detalhes. Era feita de algo parecido com metal, com a parte inferior lisa e oito vértices, que tinham cada um três saliências, como bolhas. A nave girava em torno de si própria e se deslocava em direção ao mar. Durante o tempo em que a testemunha permaneceu ao redor do OVNI não percebeu nenhum movimento da nave que pudesse indicar uma reação hostil. De repente, a parte superior do OVNI se abriu, bem na ponta, e dali saiu um disco voador na vertical, que em seguida se inclinou 45 graus e disparou para cima numa velocidade impressionante. Assustado, Haroldo se afastou da nave. Nesse momento, aquele objeto enorme subiu na vertical, numa velocidade fora do comum, sem fazer vento, sem ruído de explosão e sem nenhuma reação física.
O fato, ocorrido na manhã de 5 de outubro, impressiona não só pela riqueza dos detalhes descritos por um piloto com mais de 20 anos de experiência como pelo número e qualificação das testemunhas que asseguram ter avistado a mesma nave.
Westendorff, durante a segunda volta ao redor da nave, usou o rádio do avião para informar a sala de controle da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), do aeroporto de Pelotas, sobre o que estava ocorrendo. Perguntou ao operador da Infraero, Airton Mendes da Silva, o que ele via no setor Leste na direção da pista 15/33. "Olhei para fora e vi no horizonte um objeto, na forma de um triângulo acinzentado, com as bordas arredondadas", conta o operador. Estavam com ele os auxiliares de serviços portuários Gilberto Martins dos Santos e Jorge Renato S. Dutra, que tentaram juntos identificar o objeto voador.
Westendorff também se comunicou com o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta II), em Curitiba, no Paraná, responsável por vigiar os céus do Sul do Brasil. A resposta recebida foi a de que não havia nenhum registro anormal nos radares, embora pudessem detectar a presença do monomotor.
O Ministério da Aeronáutica mantém uma investigação sigilosa sobre a nave avistada por Westendorff. Um sargento da Base Aérea de Canoas viajou a Pelotas para colher o depoimento do empresário e de funcionários da Infraero. O sargento pede para não ser identificado, mas passou uma tarde no aeroclube de Pelotas, ouviu os relatos e tomou conhecimento de um "desenho falado" de todo o episódio.
Sem dúvida, o Caso Westendorff é um dos relatos ufológicos com mais precisão de detalhes. Será que a testemunha viu mesmo uma nave? E será que esta nave tinha procedência extraterrestre?
Referência: Revista ISTOÉ
CASO 10 - O Caso Crixás
Na ocasião, Inácio de Souza voltava para casa, na fazenda Santa Maria, cidade de Crixás, por volta das 16:00 horas. Ao chegar, foi calorosamente recebido por sua mulher do lado de fora. Ambos ainda não haviam percebido nada de anormal, até dirigirem o olhar para o pasto próximo da casa, que é cortado por uma pista de pouso de aviões. No fim da pista de pouso havia um estranho objeto que foi descrito por Inácio como sendo uma bacia invertida. Mas, num primeiro momento, Inácio e sua esposa realmente não deram muita atenção. O fato é que o proprietário da fazenda, o senhor Ibiracy de Moraes, era um fazendeiro realmente rico e poderia estar testando algum tipo de veículo novo para o Exército brasileiro – o que, se fosse o caso, não seria a primeira vez. Só para se ter uma idéia, entre os cargos que o senhor Ibiracy de Moraes já ocupou está a presidência do Banco do Brasil. Mas logo o casal percebeu que algo estranho estava acontecendo.
Mesmo estando a uma distância razoável, o casal percebeu que havia "três crianças" aparentemente nuas em volta do objeto. Isso teria indignado Inácio que classificava tal ato como uma afronta para a sua esposa. Inácio passou a caminhar diretamente na direção daquelas "crianças". Mas, ao se aproximar um pouco mais, levou um susto: não estavam nuas, mas sim vestidas com uma roupa inteiriça colada no corpo e de cor amarela. Todas eram calvas e tinham uma aparência bastante incomum. Só que naquele momento as criaturas também perceberam o casal e um deles apontou diretamente para Inácio e sua esposa. Imediatamente, os três seres começaram a correr em suas direções, ficando claro que iriam abordá-los.
Quase que como uma ação reflexiva movida pelo terror, Inácio pegou sua espingarda, que sempre carregava no ombro, e se posicionou para disparar, mirando diretamente para a testa de uma das criaturas. Em seguida pediu para a sua mulher entrar correndo em casa e se trancar. Inácio dispara e acerta em cheio a cabeça de um dos seres que, segundo sua estimativa, deveria estar a um pouco mais de sessenta metros de distância. Inácio era conhecido na região por ser um atirador exímio. Ele acertava qualquer coisa com extrema precisão a uma distancia de até cem metros. O próprio proprietário da fazenda, o Sr. Ibiracy de Moraes, comentou que Inácio acertava uma pomba em pleno vôo a várias dezenas de metros de distância. No momento que Inácio atirou, o ser atingido caiu no chão. E naquele mesmo instante, o UFO disparou um raio de luz verde que atingiu o agricultor no ombro esquerdo. Inácio caiu imediatamente desacordado.
Desesperada com a cena do marido caído no chão, a esposa de Inácio, que acompanhava tudo pela janela da cozinha, saiu da casa correndo na direção do marido desmaiado. Ela pegou a arma e se colocou na frente de Inácio, para protegê-lo. Imediatamente apontou a arma na direção dos alienígenas. No entanto os seres haviam parado e pegado o que tinha sido atingido por Inácio, sendo que eles já estavam entrando no disco carregando o ser baleado. Logo em seguida, o disco começou a emitir um forte zumbido e ganhar altura lentamente em sentido vertical.
Inácio foi levado às pressas para o hospital. Ele passou a apresentar náuseas, formigamento e adormecimento por todo o corpo. Suas mãos sempre estavam trêmulas. Infelizmente, no dia 11 de outubro de 1967, cerca de cinqüenta e nove dias depois do incidente, Inácio veio a falecer. Ele tinha 41 anos e era pai de cinco filhos. No ombro esquerdo onde ele foi atingido tinha ficado uma espécie de mancha. Esta mancha evoluiu e acabou por se espalhar por todo o seu braço esquerdo e pescoço. No atestado de óbito, o médico colocou como causa da morte leucemia. Por recomendação do próprio Inácio ainda em vida, a sua esposa queimou todas as coisas dele após a sua morte, incluindo o colchão onde dormiam.
É interessante notar que nesse caso houve uma clara situação de confronto. No entanto, é difícil afirmar que se trate de uma hostilidade extraterrestre gratuita. Fica patente nesse caso que o raio que atingiu Inácio no ombro pode ter sido uma resposta imediata ao comportamento hostil de Inácio que, num primeiro momento, baleou uma das criaturas. Se por um lado é complicado tentar analisar o comportamento extraterrestre, por outro lado temos uma característica humana facilmente detectável: a nossa xenofobia.
Numa analogia rápida à questão, os primeiros contatos dos irmãos Villas Boas com os índios xavantes foi drástico e complicado, pois os xavantes atacaram o seu avião – um UFO para eles – com flechas, conforme foi fotografado e documentado na época. Infelizmente percebemos que o homem, independentemente de ser mais ou menos civilizado, tem uma tendência inata de atacar o desconhecido, pois teme tudo o que não compreende. Não é a toa que filmes como "Signs", "Independece Day" e "Alien – O Oitavo passageiro" proporcionam grandes bilheterias, pois atingem nossas causas emotivas básicas, como o medo do desconhecido. E essa característica pode ser um desencadeador de confrontos com o fenômeno.
A situação de agressão do caso Crixás também nos leva a uma outra constatação: os extraterrestres parecem não hesitar em responder com hostilidade quando são atacados. Grande parte da casuística ufológica demonstra que o fenômeno é esquivo, evitando um maior contato. Mas em algumas situações extremas, parecem realmente dispostos a responder uma agressão de forma também violenta.
Para mais detalhes sobre o caso Crixas entre aqui.
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Vale a pena ver de novo - O bizarro pássaro imitador |
Eu contei pra um amigo meu outro dia e ele não acreditou. Já tem tempo que eu postei isso, mas é tão bizarro e como o link antigo saiu do ar, aqui vai novamente. O pássaro que imita TODO e qualquer som.
O pássaro imitador é diferente do papagaio. Os papagaios e araras são aves que ouvem o som e tentam imitá-lo. E fazem isso muito bem.
Só que o pássaro imitador é um profissional comparado aos papagaios. Ele não ouve e tenta imitar. O método do pássaro imitador é escalafobéticamente mais complicado. Ele tem penas ultra-sensíveis e finas na cauda, que funcionam como antenas. Elas sentem o som e convertem a informação em uma freqüência modulada que o pássaro imitador usa para gerar o som. Observe o bicho fazendo o som da máquina fotográfica. E também da serra elétrica.
funny & impressive videos
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Da Terra a Lua - lista dos lixos que largamos lá |

Já houve uma época em que a lua era limpa. Durante milhares de anos ela permaneceu livre da ação humana, sendo apenas bombardeada com meteoritos.
O ser humano e sua sanha de sair do planeta, conseguiu finalmente na década de 60, sujar nosso satélite artificial. Eu sempre imaginava a sujeira humana na lua como uma bandeira, umas bolas de golfe (WTF!) e aquele carrinho super legal (tem três deles lá) . Mas me impressionei de verdade ao saber que largamos na Lua nada menos que 170 mil kg de bagulhos. 99% inúteis. as únicas coisas largadas lá e que serviram pra algo realmente útil e que ainda funcionam, são os retrorefletores instalados lá. Estes espelhos são bombardeados com lasers continuamente e o tempo de resposta calculado nos dá uma dimensão real do movimento e distanciamento lunar.
É fogo. Nós somos um câncer. Uma raça maldita que esculhamba toda a natureza ao nosso redor. Não satisfeitos em cagar a Lua, já estamos fazendo isso em Marte. O interessante dessa história é que enquanto nós deixamos 17 toneladas da Terra na Lua, só trouxemos 382 kg da Lua pra cá.
Os objetos mais estranhos na lua sem dúvida são os carrinhos, um bonequinho de um astronauta morto, as bolas de golfe de Alan Shepard e as porcariadas estranhas dos russos.


Aqui você encontrará uma listagem com as principais porcarias enviadas da Terra para a Lua.
14 Agosto 2007
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O poder da maquiagem parte 2 |
É inacreditável o poder da maquiagem.
Em uma era onde o Photoshop reina quase absoluto, podemos nos esquecer da maquiagem, que é um dos elementos mais antigos e mais versáteis para alterar a aparência de uma pessoa. Recentemente a prisão de um barão internacional da droga em São Paulo levou a mídia ao êxtase ao mostrar as diferentes plásticas para mudar a aparência que o bandido criou para foragir-se da polícia. Otário. Bastava uma maquiagem.
Outro dia eu escrevi este post sobre mulheres que você nem acredita quando compara sem maquiagem e com maquiagem. O Fred me alertou que tratavam-se das mulheres participantes do programa da Sony "Extreme makeover", onde vale tudo, desde prótese dentária, chapinha e cirurgias plásticas para transformar verdadeiros acidentes aéreos faciais em mulheres bem melhores. Algumas delas até gatas.
Era algo assim, ó: 


Mas então. Eu acreditei que se tratava apenas de maquiagem. Então comecei a tentar arrumar evidências do que a maquiagem sozinha pode fazer por uma mulher. Finalmente hoje eu achei no site hemmy.net 20 imagens de uma mulher maquiada. Agrupei tudo numa só imagem pra facilitar. E compartilho com vocês. Cllique na imagem abaixo para ver em tamanho original. Acredite, é a mesma mulher.
Só com maquiagens diferentes.
13 Agosto 2007
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Como levitar em casa |
Muita gente gosta da idéia de construir em casa mesmo, algum engenho capaz de levitar desafiando a física.
Então aqui está o post prometido em que eu mostro como construir um treco que levita de verdade.
Basicamente, o que você vai fazer é construir com umas varetinhas de madeira e papel alumínio uma parada igual a isso aqui:
Este treco se chama lifter. E ele levita de verdade.
O lifter é um capacitor assimétrico elétricamente carregado construído com madeira balsa, um fino fio de cobre e uma folha de alumínio, que levita do chão através da força propulsiva eletromagnética enviada por um reator elétrico como uma bobina.
Acredita-se que devido a alta energia necessária para o lifter decolar, seria impossível construir um veículo que utilizasse esta propulsão. Mas um garoto desafiou esta regra ao levitar o primeiro ser vivo num lifter. O primeiro Eletronauta foi Orville, seu ratinho de estimação.
O segredo do funcionamento do lifter está baseado num efeito chamado "efeito Biefeld-Brow". O processo de funcionamento do Lifter ainda não é compreendido em sua totalidade pela ciência. Mas hoje os cientistas supõe que o funcionamento do engenho que desafia a gravidade se deva a algum tipo de "vento iônico".
Aqui estão algumas imagens que registram o primeiro vôo de um mamífero num lifter, que usou Uma unidade de energia de 35KV DC, e uma corrente de 10mA.


Veja mais sobre a levitação com o lifter aqui
Aqui você encontra os projetos para fazer seu próprio lifter.
Neste link podemos ver o lifter feito pelos alunos do ITA aqui no Brasil. Tem também o video.
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Tudo está ligado |
Eu estou chegando em casa. Ao passar pelo porteiro, ele se vira pra mim e diz uma coisa estranha:
- Tudo está ligado.
Eu estranho a frase, mas sabendo que meu porteiro é um completo maluco, pego o elevador. Enquanto observo as paredes brancas surgirem e sumirem pela janelinha, eu apenas penso sobre aquela estranha e lacônica frase. De certa forma, meu porteiro é um gênio. Lembro-me que os deuses do olimpo escolhiam crianças e velhos dementes para comunicarem-se com os humanos, sempre cegos pela sua própria natureza.
Chego no meu apartamento. Vou direto correndo pro escritório escrever no blog e ver os emails.
Ao abrir a caixa de emails, surpresa. Uma coisa inacreditável. Só há um único email. É todo escrito em inglês. No cabeçalho, eu vejo o remetente toqn@gmail.com
Começo a ler o email.
Caro senhor Philipe,
Fiquei muito feliz ao descobrir acidentalmente seu blog. Vi que você fez um boneco meu. Isso é muito legal. Eu gostaria de ganhar uma cópia. Seria possível? Falei com meus colegas e gostaríamos que você também os fizesse. Para que possamos conversar sobre isso pessoalmente, estamos enviando duas passagens Brasil - Huston- Havaí.
Parabéns pelo seu trabalho e dedicação.
Nos vemos aqui na semana que vem.
Um abraço,
Terry.
Eu fico sem ar. Tudo roda ao meu redor. Eu não posso acreditar. Julgo ser o meu inglês macarrônico o único responsável por tamanha confusão. Recorto e colo no tradutor do Google. Sai tudo meio tosco, mas o conteúdo é o mesmo.
Terry O ´Quinn em pessoa enviou um email pra mim! Melhor, enviou duas passagens!
Êêêêêêêê! Vou viajar na faixa e ainda conhecer a galera do LOST!
E num flash, ali estou eu. Sentado no meio de uma poltrona do meio da aeronave. Continental Airlines prestes a decolar.
A Nivea chega do banheiro. Bem a tempo de ver a aeromoça fazendo aqueles ridículos sinais no fim do corredor.
A poltrona é apertada, mas a viagem é grátis. "Cavalo dado, não se olha os dentes."
Em outro flash ali estou eu, pegando minhas malas e colocando no carrinho do aeroporto. A Nivea está animada. Quer ver logo as praias. E eu só penso em uma coisa. Em conhecer os caras do meu seriado favorito. Penso na frase do porteiro. Tudo parece começar a fazer um estranho sentido.
Saio no saguão. Com uma plaquinha na mão onde pode-se ler "Phelipe" está o próprio Terry.
Eu me apresento. Ele aperta a minha mão forte. É um cara alto. Mais velho do que aparenta ser no video. E bem mais simpático também.
Ele me abraça. Abraça a Nivea. Sinto como se ele fosse um velho tio meu que não vejo há anos. É um coroa legal. Ele me ajuda com as malas. Vamos no carro dele.
Eu vou me sentindo cada vez mais importante. Cada vez menos inisgnificante e só aquelas palavras misteriosas do porteiro ecoam em minha mente quando chegamos no saguão do MEGA-FODA hotel 99 estrelas. O melhor da ilha. Com belos bangalôs de frente para o mar.
Terry fala num português meio macarrônico espanholado que teremos uma reinião com JJ Abrams para tratar de "negócios" durante o jantar.
O jantar é as nove.
Eu vou para o quarto. Um belo quartão de frente para o mar. A primeira dama não acredita. Parece até uma criança na Disney. Ela quer botar logo o biquíni e cair na água fria do pacífico.
Nós vamos para a praia.
Mais um salto no tempo ocorre e agora estou entrando no restaurante. É um tipo de Outback com visual Hawaii. Pessoas com camisas floridas bebem coquetéis de guardachuvinhas de papel em abacaxis. Flores por todos os lados. Muitas fotos de surfistas nas paredes, e algumas pranchas antigas penduradas no teto. Eu fico deslumbrado com o lugar.
O garçom nos leva até a mesa. Mesa 23.
E eu penso na frase do porteiro.
Em seguida surge um cara. É um sujeito de óculos. Cara de nerd modernoso. Ele olha pelo alto dos óculos, como se tivesse procurando alguém. Ele olha pra mim.
Ficamos dois segundos nos olhando e ele pronuncia " Philipe?" Eu vejo meu nome em seus lábios e aceno com a mão em sinal de positivo.
Ele vem na minha direção. Se apresenta. É o JJ. Em pessoa.
Eu mal posso acreditar no que vejo. Ao fundo surgem Evangeline Lilly, a Kate. E também o Naveen Andrews, o Sayid acompanhados do Terry.
Eles sentam-se à mesa conosco.
Batemos papo. Eu não sei como, mas agora falamos inglês. Um inglês fluente e tão americano quanto Coca-Cola com Big Mac.
Eles estão animados com a possibilidade de terem bonecos próprios.
J.J. Explica que acabaram de romper o contrato com a Mcfarlane Toys e que agora eles querem que ninguém menos que EU, o mais insignificante dos blogueiros sulamericanos, faça os bonecos da franquia com total exclusividade. Eu me lembro bem quando JJ mastiga um pedaço de carne e toma um gole de cerveja e diz: Chega de brinquedos. Queremos peças artísticas. Arte!
Eu tento conter a expressão de orgasmo múltiplo enfiando um pedaço suculento de bife na boca. A Nivea aperta a minha mão com força sob a mesa. Tudo parece girar.
JJ diz mais uma coisa:
- Ei... Você é brasileiro, não é?
- Sou.
- Fale alguma coisa em português aí.- Pede ele. Eu falo alguma coisa. Se me lembro bem, recito um pedaço de uma quadra de Camões.
Todos se entreolham. Evangeline sorri. Paira um súbito silêncio na mesa. Eu começo a ficar tenso. Terry quebra o silêncio.
-Philipe, você já atuou na vida?
- Hã? j... já, já. Por quê?
J.J. Interrompe:
- Porque queremos um brasileiro no avião da Oceanic. Ele só vai aparecer mesmo na quinta temporada. Até lá são pequenas participações. Poucas falas. Mas na quinta temporada, meu amigo... Só vai dar você!
Eu tento conter meu grito de "putaquiparííííu!" e me limito a sorrir e acenar com a cabeça positivamente.
Mais um flash e agora estou no meio da praia. É hora das filmagens. Eu estou vestindo umas roupas esfarrapadas e os holofotes iluminam uma pequena discussão ao fundo. Minha função é trabalhar no fundo. É minha primeira participação em Lost. Nesta cena estou fazendo a comida. Uma coisa totalmente figurante, mexendo um pedaço de leitão sobre uma fogueira. Mas a câmera vai me pegar na cena por um segundo e meio.
Eu estou compenetrado. Tento fazer minha atuação bem natural.
Alguém atrás de mim grita:
- Corta. Valeu.
Eu me levanto. Em minha direção vem alguém vestindo um casaco escuro com capuz. . Está meio escuro. Eu não vejo direito.
Quando ele chega perto, é o porteiro do meu prédio. Ele sorri seu sorriso amarelo com poucos dentes e diz:
- Tudo está ligado.
E então eu abro os olhos. Estou olhando para um ventilador de teto. Minhas costas doem. Eu acordo no sofá da sala. Olho no relógio. É hora de ir trabalhar.
Talvez tudo esteja mesmo ligado.
FIM
11 Agosto 2007
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Caricaturas legais |





Neste link tem mais algumas sensacionais esculturas-caricaturas. Um trabalho magistral.Não sei ainda quem faz. O autor das obras é o artista Ben Segman. (Valeu Trovão) Eu já tiro meu chapéu pra ele desde já.
10 Agosto 2007
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Você descobre que é um avatar quando... |

Vai fritar um ovo e quando vê, ele está assim.
Na verdade esta é uma fotografia que está participando de um concurso de fotos digitais. Neste link você pode ver como o cara conseguiu fazer isso. Um trabalho de maluco.
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Projeto Boneco do John Locke - LOST - parte 9 |
O processo de duplicação do boneco é um pouco parecido com o processo de duplicação da base. Só o que difere é que esta é uma fôrma de duas partes. Criar um molde de duas partes é 100% mais difícil que criar um molde aberto, ou de uma parte só, como foi a base.
Para isso é necessário estudar a topologia do boneco antes de sair metendo silicone nele.
O Locke tem uma configuração meio chatinha, que é uma perna meio pra frente e a outra meio pra trás, o tórax torcido pro lado, um braço pra frente em ângulo e o outro dobrado para trás com a faca.
Isso quer dizer que não dá pra duplicar o boneco de uma só vez, como se faz com bonecos de santos. Por que? Porque o braço dá ângulo negativo. O silicone entraria ali de tal forma que ele estouraria o molde e nem um boneco seria criado. A única maneira de tirar uma peça deste tipo é seccionando os braços e talvez uma das pernas. Eu resolvi arriscar e não cortar uma das pernas, em função da dificuldade que estaria envolvida neste processo. Assim, optei por criar um molde maior, mais pesado e mais complicado de fazer. (clique nas imagens para ver maior)

Então peguei minha mini-furadeira e meti um disco de aço para corte nele. Este equipamento permite uma taxa de rotação absurda. taxas de rotação absurdas são especialmente boas para efetuar cortes como se fossem feitos com sabre de luz na peça. Pena que não consegui tirar uma boa foto na hora que o disco pega no esqueleto de metal e saem milhares de faíscas.
Aqui vemos o Locke sem seus braços. Aleijão.
Então o segundo passo é pegar massinha. Muita massinha. Eu começo aplicando massinha ao redor do Locke. E vou com cuidado alisando ela para que ela cubra apenas metade do boneco, deixando a outra metade enterrada num blocão de massinha.
Depois de algum tempo o boneco já está pronto deitadinho numa cama de massinha.
Em seguida, usando ainda a polionda retirado da caixa de arquivo usada, eu construo uma caixa de retensão ao redor da peça. O certo é usar uma caixa de retenção quadrada, deixando uma boa margem ao redor de toda a peça. Este foi um grande erro que eu cometi e me arrependi muito.
A lição é clara:
Me ferrei de verde e amarelo.
Por que? Porque quando você faz como os gringos, gastando uma boa grana comprando madeirinhas grossas e tal, perfurando elas e aparafusando quatro pedaços em forma de "L ", você constrói uma caixa universal que se adapta a qualquer modelo. Mais que isso, você consegue obter uma caixa estável, que funcionará como caixa de compressão da sua fôrma para a hora que for colocar a resina.

Mas até esta parte eu estava bem mais burro do que hoje e então, fiz a caixa como achava que ia gastar menos material ao redor do boneco.
Com massinha eu vedei a caixa de polionda prendendo-a fortemente à base. O bom da polionda é que a massinha gruda superbem nela. Melhor que no MDF, no papelão, etc. Realmente, polionda é uma bom material para formas pequenas e baratas.
Na massinha eu faço uma série de marcas e buracos. Estas marcas irão formar pinos na primeira face de borracha. Esses pinos funcionam travando as faces da forma de modo que elas fiquem precisamente encaixadas. Isso evita SÉRIOS problemas no modelo. ( esta é a parte dois do suplício)

Uma coisa que é bom falar aqui é que o boneco tem que ter dois pedaços de massinha em forma de cilindros sob os pés, porque é por ali que mais tarde a resina será derramada.

E seguida, misturei o silicone com o catalisador rápido azul da MSFX. O processo é o mesmo da base. Mistura e mexe com uma colher até perder o marmorizado. Ficou homogêneo, já pode aplicar.
Eu derramo lentamente um filete no canto da peça. Não pode derramar direto no boneco, porque aprisionará ar. E ar aprisionado, ferra a cópia do boneco, ok?
Duas horas e meia depois, o silicone já catalisou e está pronta a metade da fôrma. Eu apliquei uma camada extra de gesso pedra em cima. A finalidade do gesso pedra, era dar uma uniformizada no molde, funcionando como uma espécie de berço. Era só um teste ( eu tenho a escrota mania de resolver fazer experiências em peças que gastam grana) e vi que realmente deu certo. Eu não ia usar o berço nesta peça. Era só pra teste mesmo, já que o silicone endurecia bem rápido.
Então, feito o berço, eu abro a caixa de contenção e o que está ali é um John Locke aleijado enfiado numa maça de borracha coberta com gesso pedra de um lado e de massinha do outro. Eu viro o bloco de cabeça para baixo e ali está a face de massinha. Com uma espátula pequena eu vou retirando lentamente toda a massinha que cobre o boneco, expondo-o à luz novamente.
Quando toda a massinha é retirada, temos meio boneco enfiado no silicone e a outra metade no ar.
Então eu recoloco os cilindros de massinha sob os pés do boneco porque eles tem que gerar uma espécie de tubo de enchimento de resina na fôrma.
Novamente eu construo a caixa de contenção em volta a peça. Novamente eu vedo a base com massinha pro silicone não vazar por baixo e novamente eu misturo silicone.

Feito isso, eu aplico o desmoldante. E é justamente aqui que "A VACA FOI PRO BREJO".
Tava tudo indo super bem. Fácil até demais. Quando as coisas estiverem fáceis demais, desconfie.
Eu não vi, mas meu desmoldante estava fora da validade e simplesmente funcionou como uma cola ao invés de desmoldar. Isso significa que eu tive o trabalho de cobrir toda a peça com desmoldante e derramei silicone em cima. Quando o silicone endureceu e eu fui abrir a fôrma, cadê que a porra abria? Não só não abriu como COLOU a porra da fôrma toda. Ou seja, perdi a Fôrma. Como eu não tinha muita opção, a solução foi pegar um estilete e cortar com cuidado a metade inteira da forma, para evitar perder as duas metades. ( é nesta parte que você tem que ler aquilo com letras garrafais em vermelho novamente)
Eu tinha perdido os pinos de travamento da fôrma. A solução foi cortar dentes ao redor da peça, de modo que uma face do molde encaixasse no outro. Isso não funciona bem como os pinos. Mas tendo em vista o prejuízo ferrado que eu levei com o desmoldante, resolvi arriscar. O que eu devia ter feito é voltado à estaca zero e recomeçado TUDO com uma caixa de contenção direito. Mas desobedeci a aparente vontade de Deus e mandei ver comprando mais silicone para derramar novamente na fôrma.
Dessa vez eu apelei e usei uma cera de desmolde nova. Até que isso funcionou legal.

Derramei silicone, esperei ele curar e depois de pronto, abri a forma e consegui tirar o boneco. Não ficou lá uma forma apresentável, mas parecia que ia funcionar. É bom contar também quando as coisas não dão certo, porque evita que outros caiam nessas mesmas armadilhas. Alguém sempre tem que meter a cara e se estrepar. E é assim que eu aprendo, por tentativa e erro.
Outra lição que eu aprendi nesta peça é: Evite desmoldante à base de vaselina. Existem ceras especiais para desmolde. Mas realmente a coisa que eu vi que funciona melhor até hoje para desmoldar silicone é CERA POLIFLOR INCOLOR LÍQUIDA. Eu só fui descobrir isso no molde dos braços.
Para testar o molde eu fiz um boneco de teste. O primeiro boneco de um molde é como ter um filho. Dá uma tensão do caramba.
Com o molde aberto, eu coloco um pouco de resina nas partes mais ângulosas, para evitar que ar fique preso ali. As partes mais problemáticas da forma eram os ombros e a cabeça. Por isso eu preenchi com resina essas partes antes de fechar a fôrma.
Depois que endureceu, eu fechei a fôrma e amarrei ela todinha com elásticos. Muitos deles. A Fôrma tem que ficar ABSOLUTAMENTE fechada, porque senão a resina vai escorrer pelas frestas.
Como eu tinha feito uma forma sem os pinos de travamento, acabou que aconteceu isso. Então, eu tive que usar muito mais elásticos para apertar bem a fôrma ao ponto de não deixar a resina vazar.
Depois de 40 minutos mais ou menos eu abro a fôrma e tiro o boneco. Ele sai cheio de rebarbas. Dá a maior depressão ver a CACA que sai. Mas é assim mesmo, pela fôrma vagabunda que eu fiz, e com o tanto de problema que deu, até que saiu legal. Com um alicate de corte eu vou cortando a rebarba. Quando eu tiro toda a rebarba o boneco está preparado para ir para a segunda fase, que é a de acabamento.
No acabamento, eu pego a mini furadeira e coloco umas lixas nela. Com cuidado cirúrgico vou retirando a rebarba e reconstruindo pedaços eventualmente quebrados com massa epoxi.
Depois disso, eu aplico primer automotivo e então o boneco está pronto para a fase de pintura.
Com a fôrma dos braços é o mesmo procedimento da fôrma do Locke.
É isso aí. POr enquanto é só. Já já eu posto a continuação do parte 1
parte2
parte3
parte4
parte5
parte6
parte7
parte8
parte9
parte10
parte 11- FINAL
09 Agosto 2007
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Bonsai Bizarro |
Você já pode ir a um psiquiatra quando começa a esculpir coisas assim. O trabalho é de um cara chamado John Isaacs. Olha aqui mais imagens do estranho trabalho dele. De gosto um tanto incomum, mas interessante.
PS: Pessoal, estou com preguiça de postar a parte do molde do Locke, porque vai ser graaande demais. Tá meio tarde e eu estou muito cansado. Assim, vai ficar pra amanhã.
08 Agosto 2007
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Projeto Boneco do John Locke - LOST - parte 8 |
Eu sei que vocês já estavam ficando ansiosos pelas notícias do boneco. Eu dou algumas notícias de vez em quando na nossa comunidade no orkut. Mas pra quem não tem orkut e está esperando ver o passo-a-passo do John Locke, deve ser duro ficar sem notícias.
E as notícias são as seguintes:
Não vai ter mais boneco. Eu desisti da promoção.
Tava dando um cheiro muito ruim aqui em casa a resina, o silicone e o caramba a 4. Resolvi desistir.
Ok. Ok, Tudo bem. Isso foi uma pegadinha sem graça. O boneco está sendo feito mesmo.
Vamos lá. Conforme vimos na última atualização, o Locke estava pronto para ser copiado. Mas como que se faz isso?
Então aqui eu vou mostrar algumas coisas. Existem muitas maneiras de duplicar um boneco. Dependendo da peça, algumas formas são melhores que as outras. Antes de começar eu quero ressaltar que eu não sou o "CAVALEIRO JEDI" da fabricação de moldes e fôrmas.
Na verdade eu tô mais para pela-saco-aventureiro-que-se-mete-onde-não-é-chamado do que cavaleiro jedi das fôrmas. Então não há garantia absolutamente nenhuma. Não estou aqui pra dizer que esta é a forma certa nem que é a melhor forma. É simplesmente a forma que eu fiz - e deu umas merdas, como vocês verão.
A DUPLICAÇÃO DA BASE
Tudo começa com a reunião do material.
Aqui vemos alguns dos materiais usados.
Na primeira foto vemos duas garrafas de base de silicone da MSFX. Na frente de cada uma delas tem um vidrinho de catalisador. O silicone reage com o catalisador, transformando um caldo gosmento branco em borracha macia.
A MSFX enviou para testes estes dois tipos de catalisadores. Um rápido e um lento. O rápido é -como o nome diz - mais rápido em fazer a borracha endurecer. E como resultado, temos uma borracha de silicone mais dura, mais encorpada. Ele tem cor azul. A finalidade da cor é para sabermos quando o material está misturado de maneira homogênea. Algo muito interessante, porque a pior coisa do planeta é quando o silicone não mistura corretamente no catalisador e ele não endurece nunca mais.
O outro catalisador é de cor verde. Vem menos quantidade e deixa a borracha endurecer beeeeeem mais lentamente. Este catalizador deixa a borracha significativamente mais macia. Isso explica porque este catalizador foi a minha escolha na cópia da base. Vendo o modelo dá pra notar que há uma quantidade enorme de detalhes mpinimos, mas além disso, é uma peça complexa, com vários ângulos ingratos para a duplicação. Os pêlos do javali também são um problema para a duplicação, pois se a borracha não for macia o suficiente, ela tenderá a quebrar-se quando eu tirar a peça de resina.
Você deve estar se perguntando que diabos faz aquela caixa de arquivo amarela ali.
Pois esta é a novidade deste tutorial. Esta caixa, é feita de um material conhecido como "polionda".
Trata-se de uma estrutura com milhares de espaços vazios entre duas finas folhas de plástico. ( é muito comum em caixas de arquivo e pastas de elástico)
Este material é bem legal para fazer as caixas de retenção ao redor dos modelos a serem copiados, porque ele se dobra facilmente, é super-barato e desmolda com extrema facilidade.
Então eu desmontei a caixa e cortei pedaços dela para construir a caixa ao redor do modelo. Usei também aquela placa de vidro como base.
Com fita crepe eu colei a caixa no vidro.
É importante vedar bem a parte externa da caixa no vidro de maneira que o silicone não escorra por baixo da caixa. Isso quando acontece é um desastre.
No copo de medição eu calculo a quantidade de base de silicone. A proporção da base e do catalisador devem ser precisas para não dar o que científicamente chamamos de "MERDA FEDERAL". O uso do catalisador Silimold da MSFX é de 10:1 ou seja, dez partes de base para uma de catalisador.
O certo é usar uma balança de precisão, mas eu resolvi "inventar" e usei um copo de medida baseado em volume da loja de R$ 1,99. Até que funcionou. Mas o certo é ir pelo peso.
O silicone foi misturado ao catalisador e mexido vigorosamente até que o marmorizado sumisse e ele encorpasse em uma consistência uniforme. Isso significa que a mistura está pronta e que vai endurecer direitinho.
Com um pincel de sacrifício - Ele será destruído no processo - Eu pinto com o silicone partes complexas da topologia do modelo.Isso permite que o silicone penetre em frestas minúsculas, que poderiam prender o ar quando eu derramasse o silicone no interior do molde.
Nas grandes empresas de garage kit é utilizada uma bomba de vácuo para a retirada das bolhas do silicone. Como eu não tenho uma, deixei a mistura descansar um pouco antes de derramar o caldo na caixa do molde.
Note que a base do Locke é uma forma de um lado só. ela é aberta no topo. Isso é assim porque depois que o modelo está pronto, a parte inferior da base o é sempre reta para que a peça tenha estabilidade. Para aumentar a resistência a rachar devido aos ângulos safados desta peça, eu usei pedaços cortados de perfex embebidos no silicone. Não parece, mas isso ajuda absurdamente a forma a manter sua durabilidade. Como o perfex é cheio de furinhos, o silicone penetra neles e ancora a peça. Isso evita que ela se parta na hora de estressar a forma para a retirada do modelo.
Seis horas depois eu abro a forma para ver se deu certo.
Aqui está o pentágono de borrachão.
Virando o modelo de cabeça para baixo vemos o fundo da base. è importante lembrar que você deve passar desmoldante no vidro para evitar que o silicone cole nele. Do contrário a única maneira de separar as partes é quebrando o vidro.
Consegui separar as peças sem quebrar o vidro e aqui está o modelo e sua fôrma. Aqui vemos a fôrma em detalhes.
O legal da borracha de cura lenta é que ela faz com que você praticamente não tenha bolhas, já que elas tendem a subir. Como o silicone lento fica na consistência de leite por mais tempo, há menos bolhas.
Em seguida eu pego a resina de laminação, misturo uma quantidade determinada e aplico o catalisador. O catalisador da resina é em proporção bem menor que a do silicone. ( se você errar a temperatura pode ficar tão alta que o modelo pega fogo!)
A resina de laminação é uma resina chamada resina de poliéster. Eu misturo uma proporção de 40 gotas de catalisador para cada 150g de resina. Misturo bem e derramo lentamente, num filetinho ridículo, durante vários intermináveis minutos a resina no molde até encher.
Faço assim porque derramar rápido faz com que o ar não tenha como ser expulso e isso forma bolhas na estrutura do modelo. Peças com muitos detalhes e reentrâncias sempre formam bolhas incômodas. Para isso existem as câmaras de alta pressão. Mas isso é algo que eu também não tenho, e assim, conto com Deus para me ajudar a não dar bolhas.
Dali a umas duas horas, a peça ficou quente pra dedéu. E virou plástico. Quando ela esfria, eu posso tirar a peça. Faço isso estressando a fôrma. Vou apertando e puxando pelas beiradas lentamente, cada hora num lugar e a peça se separa da fôrma.
Quando termino de fazer isso retiro o modelo, que sai facilmente.
Infelizmente não dá pra ver bem os detalhes, porque a resina de laminação é translúcida. A peça só pode ser vista em detalhes quando é aplicado o primer automotivo nela.
É isso aí.
Amanhã veremos a amputação dos braços e a fabricação da fôrma do John Locke. ( com os acidentes e as desgraças envolvidas no processo)
parte 1
parte2
parte3
parte4
parte5
parte6
parte7
parte8
parte9
parte10
parte 11- FINAL
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Idéia genial - Trabalhar na piscina (no fundo) |
Como é que essas pessoas aguentam fazer uma reunião no fundo da piscina?

O segredo é que a piscina na verdade é falsa. Trata-se de uma instalação artística de um museu criada por Leandro Elrich. Eu achei a idéia super legal.
Na verdade á piscina é uma sala, toda pintada de azul. O que parece ser a água na verdade é uma placa gigante de acrílico coberta com ondas feitas em resina cristal. O efeito é dramático. Dá pra colocar até um leve espelho dágua em cima da placa que aumenta mais ainda o realismo. Dá pra adaptar esta idéia e usar a piscina como clarabóia... Uma idéia bem legal para quem tem uma cobertura. O escritório sob a piscina ficaria inundado com aquela luz azul. Um visual muito bonito.
Aqui tem mais fotos.
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Paisagismo de aquário - Banzai |
Aqua Design Amano é uma empresa criada pelo designer, fotógrafo e aquarista Takashi Amano. Verdadeiras obras de arte, os aquários de Takashi Amano estão anos luz à frente de seus concorrentes. O foco não é um tanque com peixes. O foco de Amano é a adaptação dos conceitos do equilíbrio paisagístico milenar dos japonses para o universo aquático dos aquários. São trabalhos espetaculares. Só ficou faltando ali um bonzai feito com algas, mas aí também é querer demais!
Confira neste link mais algumas fotos incríveis do trabalho deste cara.


07 Agosto 2007
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Dois caras pegando um veadinho no barco |
Nossa, isso pode soar como o título de um conto homo-pornô. Mas não é.
A história é bem mais incrível.
Dois amigos saem para pescar. Eles pegam uma lancha e vão para uma baía. Eles ficam tentando pescar a uma milha e meia da costa, mas não há peixes. nenum peixe morde a isca. eles acham isso estranho, uma vez que ali sempre dá peixe.
Um deles fica meio desanimado com a pescaria. Começa a olhar o mar de modo contemplativo. É neste momento que ele vê alguma coisa na água.
Será um golfinho? Será uma lontra?
Eles ligam o barco e vão em direção ao objeto.
Quando chegam perto eles simplesmente não podem acreditar no que estão vendo.
É um veado. Ele está nadando desesperado.
os caras tratam de laçar o animal e puxam ele para dentro do barco, onde ocorre uma pequena luta para amarrar as pernas do animal selvagem.
Até agora ninguém entendeu o que um veado está fazendo nadando no mar, a uma milha e meia da costa.
Bizarro, né? (pra variar)
Fonte
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Vem aí o skate de levitação |

Quem não lembra de Marty Mc Fly andando naquele skate de levitação magnética em De volta para o Futuro 2?
Quem assistiu aquilo no auge da adolescência e pode dizer que não desejou, do fundo das próprias entranhas possuir uma coisinha sensacional como aquela?
Ou melhor, uma speedbicke do Retorno de Jedi?
Pois parece que isso está a um passo de ser viabilizado comercialmente. Volta e meia eu toco na questão da levitação aqui no Mundo Gump. Não só pelo fato de ser uma coisa incrível, algo que afeta nossa forma de pensar o mundo. Não só pelo meu próprio pai fazer coisas levitarem aqui na minha casa e na UFRJ, não só pelo fato de que isso afeta diretamente a questão da pesquisa ufológica, onde objetos efetuam movimentos e fazem coisas impossíveis, como levitar.
A levitação é uma das mais instigantes fronteiras tecnológicas, e isso vai afetar de maneira dramática o mundo em que vivemos. E devemos isso à ciência e seus avanços.
Até pouco tempo atrás, como na última década, capas de invisibilidade, máquinas de teletransporte e tapetes que levitam eram considerados a maior das viagens na maionese.
Mais uma vez, Julio Verne, Isaac Azimov, Philip K. Dick, George Lucas, Gene Rodenberry e seus predecessores estavam certos em várias coisas que surgem em seus livros, contos e filmes. Muito do que parecia ser sonho hoje é realidade. Já teletransportamos moléculas simples. Já teletransportamos a energia elétrica. Já temos celulares. A capa invisível é uma realidade. E agora os físicos da universidade de St. Andrews, na Escócia jogou uma luz no universo da mecânica de levitação.
Não é nenhuma novidade que um físico focalize suas atenções ao estudo das propriedades gravitacionais do planeta para tentar modificá-las de maneira controlada e localizada.
O professor brasileiro, Dr. Fran de Aquino vem se dedicando há alguns anos a estudar isso. Fran alega que descobriu uma maneira e atualmente está trabalhando em parceiria com outros pesquisadores e interessados para construir um modelo físico que demonstre sua anulação gravitacional.
Mas a pesquisa dos professores Ulf Leonhardt e Dr Thomas Philbin da Escócia partiram de um efeito natural da gravidade chamado "força Casmir". Esta força faz com que os objetos se atraiam.
O alvo da pesquisa dos dois era a produção de micro máquinas que tivessem partes móveis com o mínimo, preferencialmente, nenhuma fricção. E isso só é possível com a levitação. Mas os resultados obtidos prometem ser usados para levitar coisas grandes, como pessoas e veículos.
A força Casmir é proveniente da mecânica quânntica, teoria que descreve o mundo subatômico dos átomos e das partículas deste universo. Ela não é a teoria que faz mais sucesso com os físicos tradicionais, por propor muita coisa que soaria como ficção científica a ouvidos mais tradicionalistas de pessoas com os"pés no chão".
A força nem é de carga elétrica ou gravitacional. Trata-se de fllutuações em todos os campos pervasivos de energia, que penetram através de espaços vazios entre os átomos e é esta razão que faz com que os átomos se mantenham juntos, como se fosse uma cola invisível.
Agora usando um dispositivos de lentes, os professores Ulf e Thomas conseguiram modificar a força Casmir para repelir ao invés de atrair. A descoberta foi publicada no criterioso New Jouranl of Phisics.
Como a força Casmir causa problemas para a questão da nanotecnologia, todos os que se dedicam a este campo novo da ciência comemoraram muito a descoberta, que permitirá que microcscópicos objetos criados colem-se uns nos outros. Isso vai viabilizar de fato as micro-máquinas, porque a força Casmir é a principal causa de fricção no nano-mundo, em particular em sistemas de máquinas microeletromecânicas.
Eles acreditam que seja possível levitar objetos grandes como pessoas, e que a descoberta ajudará todos os outros que buscam há décadas maneiras baratas e eficientes de fazer isso, sem sucesso.
Com a lente e os equipamentos criados específicamente para isso, no futuro será possível levitar objetos pesados "a alguma distância" dos mesmos. O professor Ulf Leonardt lidera um dos quatro grupos de pesquisa - três deles britânicos - que estão viabilizando e já publicaram a teoria do manto invisível, onde a luz corre ao redor do objeto, como se fosse a água de um rio dando a volta numa pedra, o que faz com que o objeto fique invisível. Algo como aquele do Harry Potter.
Veja a matéria original sobre os cientistas que desvendaram um dos mistérios da levitação
05 Agosto 2007
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Peixes bizarros de altas profundidades |
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Nós poderíamos sintetizar o mundo em que vivemos em duas partes. A parte rasa e a parte funda. Dos animais da parte rasa, conhecemos um monte. Leão, cabra, onça, coruja, insetos, vermes, crustáceos, peixes... Milhões deles.
Dos animais da parte profunda, conhecemos apenas uma pequena parte. A grande maioria só foi vista pela primeira vez nas últimas duas décadas.
Estes animais vivem em fossas abissais, lugares onde a luz não chega. É um mundo diferente, com a pressão capaz de explodir até uma baleia. A tecnologia está permitindo que sondas possam atingir profundidades até então impossíveis, e com isso, um novo olhar sobre o desconhecido e escuro fosso abissal marinho nos permite ver algumas das mais estranhas criaturas. São seres que poderiam estar em qualquer filme de monstros, Ets e talvez, quem sabe, até no seu mais aterrorizante pesadelo.
Quimeras ou tubarão fantasma.
Este estranho animal é um peixe cartilaginoso que está entre o tubarão e a arraia. Ele tem este estranho nariz protuberante com o qual vasculha o fundo gosmento do oceano em busca de sua preza. O nariz é cheio de terminações que detectam os mais frágeis impulsos elétricos. É como se o animal tivesse um detector de metais no nariz. Ele também tem este espinho venenoso na nadadeira dorsal.

Peixe víbora
Um nome apropriado para esta coisinha que ficaria bem num aquário do capeta. Os dentões e o maxilar inferior prognato são para conseguir morder a presa na escuridão.

Peixe pelicano - Basicamente é um estômago com olhos e cauda. O bicho é considerado o animal com a maior abertura de boca no planeta.
Lula Dana - Esta lula enorme habita as fossas abissais e usa um truque curioso para desorientar suas presas. Ela bate um flash como o de uma máquina fotográfica. Na escuridão completa, um flash funciona como aquelas bombas usadas pelo FBI para invadir cativeiros. As presas ficam boladas tentando entender o que aconteceu. Aí a lula vai lá e... Nhac!
Lula Gigante - A lula gigante é um animal cujo nome já é uma bela descrição. Até recentemente os oceanógrafos questionavam-se se a lula gigante seria uma presa ou um predador das baleias cachalote. Recentemente descobriu-se que as lulas gigantes são presas até uma idade. A partir de determinado tamanho elas são predadoras. Isso significa que elas comem baleias. Esta aí da foto é um filhote.
Peixe sol (ou lua) - Este é considerado um dos maiores peixes do oceano. Seu peso pode passar de uma tonelada. Sua forma é uma das mais bizarras. Ele é pacífico e muito curioso.
Stargazer - Peixe com nome de seriado de Tv! E deve ser de terror a julgar pelas características desse bicho. Ele tem olhos na cabeça. Atrás das guelras e na nadadeira dorsal tem espinhos venenosos,não obstante, ele ainda dá choque. Olha só o visual do infeliz.

Peixe Grenadier - Tem uma cabeça enorme, mas logo após a cabeça, o corpo é pequeno e termina numa comprida cauda serpentiforme. Um peixe estranho. E também, por que não dizer, feiobragaraio!


Oarfish - Você acha que já viu os mais bizarros do oceano? Então olha bem pra isso aqui. Nem parece um peixe. O Oarfish é um treco compridão em forma de lâmina. Ele pode alcançar tamanhos inacreditáveis. O bizarro dele é que ele nada verticalmente.

Tubarão mega-boca - descoberto em 1976 só poucos foram vistos. Registros em filme então, menos ainda, só 3. É um tubarão mesmo, porém muito, muito raro.
Peixe ogre - Um belo dum bicho feio. Se precisar de monstro, está aí a melhor escolha. O peixe ogre tem esta aparência feroz.Uma cabeça de ossatura grosseira e belos olhos de psicopata.

Lula fada - Ela muda de cor e projeta inúmeras cores para atrair e hipnotizar seu jantar.
Peixe mão - Ele anda. Isso mesmo, anda pelo fundo do mar. Parece um lagarto andando pelo fundo.
Peixe-caixão - Ele é bem comum em águas profundas de todo o mundo. Quando sente-se ameaçado, engole água e vira uma bola. Um recurso comum nos baiacus.
Peixe dragão - Ele usa este barbilhão muscular que fica remexendo como se fosse um verme. O barbilhão emite quimioluminiscência, e os peixinhos otários vem comer a minhoquinha que tá ali, acesa no meio da escuridão, dando o maior mole... E então quando vêem, já estão nadando no aquário do São Pedro.
Polvo dos anéis azuis. Bonito e pequeno, do tamanho de uma bola de golfe, esconde um dos mais mortais e poderosos venenos conhecidos. Detalhe: Não há antídoto.
Peixe bolha - Eu falei dele no post dos animais mais bizarros do planeta. Ele é uma espécie de gelatina em forma de peixe. Sua densidade corporal equivale a da água. Assim ele fica só flanando pelo mar ao sabor das correntes abissais. Para justificar seu - literal - mole, ele tem este bocão imenso, já que não tem como correr atrás das presas.
O pepino do mar - Um animal bizarro. Não é peixe. Mas é bizarro e ganhou a entrada grátis nesse post por isso. Junto com os outros moluscos, como as lulas e o polvo.
Polvo dumbo - Também já falei deste no post das criaturas bizarras. Ele ganhou este nome graças as orelhinhas que tem na cabeça.
Anglerfish - Um peixe feio. Muito feio.

Tubarão Goblin - Mais um raro ( e tenebroso) tubarão das profundezas.
Prikly Shark - Tubarão de barbatana dupla
Polvo de brilho - Estranho... Muito estranho.
Lula vampiro - Nossa. Esse bicho é de matar de medo. Imagina você mergulhando naquela escuridão. Vira a lanterna para trás e a última coisa que vê é isso aí se aproximando de você...
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Traição - Por que o homem trai? |
Este texto foi escrito por mim e publicado no blog Papo de Homem. Fez bastante sucesso por lá mês passado. Estou aproveitando e republicando ele aqui. Talvez ajude alguém.
Traição. Talvez nenhuma das perfídias humanas seja tão cruel quanto uma traição. A história da humanidade está cheia de reviravoltas e traições de todos os tipos. A produção cultural humana de todas as épocas estão recheados delas, como por exemplo, os os mitos gregos. A traição sempre exerce um certo fascínio, prazer, dor e mistério na mente humana, com seus diferentes graus e formas.
Zeus, o deus máximo do monte Olimpo, líder de todos os demais deuses e deusas, era um libertino e chifrador contumás de sua esposa, a neurastênica e ciumenta deusa Hera.
A política antiga e moderna está recheada de traições, das mais célebres até as mais corriqueiras. Políticos e suas sacanagens com o dinheiro público são expostos aos holofotes graças a mulheres traídas.
Nada pode ser mais perigoso que uma mulher cega de ódio em função de ter sido traída.
O fato é que o ser humano convive com o fantasma da traição desde que nos entendemos por gente e, posso afirmar sem medo de errar, que antes mesmo já era assim. Veja por exemplo, nossos parentes próximos,
os Chipanzés. A sociedade dos macacos é permeada de enredos complexos, onde a traição, a mentira e a dissimulação, escondem desejos, medos e verdadeiras tramas políticas pelo domínio do grupo.
Nas sociedades mais primitivas, ainda reinam os elementos clássicos e instintivos que regem o comportamento. Os machos querem transmitir seus genes. Fazer descendentes.
Quanto mais filhos, melhor. É a programação genética do macho.
A fêmea, por sua vez, busca o melhor macho. Ela é seletiva por natureza. A fêmea quer garantir que os filhos sejam bons. E assim a espécie se perpetua.
O homem, esta criatura cosmopolita, com suas máquinas, carros, computadores, casas e iates, vestindo roupas de grife e relógios de procedências sofisticadas, pode se julgar uma criatura evoluída. Pode se julgar importante como a última bolacha do pacote. Mas a verdade é que somos um bando de manés, regidos pelas mesmas leis que controlam os pobres macaquinhos. Somos animais.
A maioria dos homens trai suas parceiras. A mulher na rua deu chance, o cara vai lá e manda bala. Isso quando não é o caso do cara pegar uma grana e bancar uma prostituta para prestar alguns serviços. É parte indelével da índole masculina buscar parceiras. Somos caçadores. Andamos nas ruas perscrutando cada calçada em busca dos sinais inequívocos do sexo. Bundas, pernas, peitos... É normal ocorrer de estarmos pensando em outra coisa e ainda assim olharmos. A programação genética é inexorável.
Da mesma maneira, pode ocorrer com a mulher de se sentir atraída e, em certos casos, criando fantasias o primeiro homem seguro e inteligente que lhe dê atenção.
Com as mulheres, o princípio primitivo da seleção de genes opera em ritmo frenético. Isso explica a sabedoria popular que sempre diz “mulher gosta é de dinheiro. Quem gosta de pinto é bicha”. A mulher busca e sempre buscará segurança. Nos tempos antigos, em que tudo se resolvia na pancadaria, a segurança era obtida com o macho mais forte. Hoje, em tempos capitalistas, a segurança pode ser resumida a fatores mais complexos, como dinheiro e poder. Aí está o véu do mistério descortinado para expor a realidade das meninas de classe média que se envolvem com marginais e bandidos. A mídia não entende, mas o mecanismo é ridiculamente simples.
Mulheres sempre serão atraídas por machos alpha. E chamo de macho alpha aquele que se sobressai ante os demais. E no mundo dos humanos, isso não significa ser mais forte, nem necessariamente mais bonito.
Não vou me arriscar a incorrer no erro de explicar os motivos de uma traição. Sobretudo da traição feminina, que é mais complexa do ponto de vista psicológico.
Os mecanismos psicológicos complicaram bastante o meio de campo humano. Com o advento do pensamento, o jogo de esconder e mostrar, tradicional dos primatas, se complexificou bastante. Existem mecanismos de defesa, estruturas narrativas e dramas psicológicos para todos os lados. Mas, no fundo no fundo, lá no núcleo mitocondrial, em algum lugar onde os olhos nem os microscópios mais poderosos alcançam, está a instrução de trair.
A fêmea trai por muitas razões. Mas uma das maiores razões é detectar falhas inconscientes na posição social-sexual de seu parceiro e simultaneamente acontecer um processo de côrte de um outro macho, numa posição tipologicamente superior ao do macho original.
Para um macho, de todas as épocas, a traição da fêmea sempre foi e será um drama. Não só por perder a mulher para outro, mas pela constatação mesmo que inconsciente, que ela encontrou outro macho melhor. Não há pior maneira de se descobrir um desgraçado marginal no sistema de pirâmide social humana senão a traição.
Se a traição é um fantasma para o homem, também é para a mulher. Elas fingem que não, mas 100% de todas as mulheres que eu conheço morrem de medo de serem traídas. Se não fosse assim, qual seria o motivo das novelas da Rede Globo serem praticamente todas baseadas em estórias de traições e conflitos advindos destes fatos? O medo é o fator chave de manutenção da atenção. De quebra, isso explica também os motivos pelos quais a mídia brasileira segue o sistema americano, no qual as notícias de violência e desgraça aumentam as vendas dos jornais.
Em nossa busca por entender, mesmo que precariamente o comportamento do homem, podemos perceber alguns dos motivos que levam um homem a trair. Claro que não são só estes, mas elencarei aqui apenas os cinco mais óbvios, ao menos para mim.
1- Homens separam sexo de amor.
Homens e mulheres funcionam de maneiras diferentes. É comum que as mulheres associem fortemente relações sexuais com desejo. E desejo com amor. Logo, para muitas mulheres, sexo e amor são como um prato de strogonoff. A base do strogonoff é a mistura de creme de leite com molho de tomate. Se separar os dois, o que é virtualmente impossível, o strogonoff deixará de ser strogonoff, passando a alguma outra coisa qualquer, sem forma, sem nome.
Entramos no perigoso terreno de explicar o amor. E qualquer cara mais bobo do que eu, sabe que o amor não se explica. Então, vou dar uma malandra desviada deste terreno arenoso, pegando um atalho e limitando-me a comentar que o conceito de amor foi sendo construído ao longo do tempo. E não necessariamente ele é o mesmo em todas as culturas e, principalmente, em todos os gêneros.
O homem vê o mundo com uma visão mais simples. Ele separa o amor do sexo com extrema naturalidade. É como arroz com feijão. Misturado é bom, mas separado, dá pra comer tranqüilamente.
Entender que o homem está num processo contínuo de evolução que começou lá atrás, no alto das árvores, ajuda na percepção de que os laços afetivos – logo, mentais – não estão intimamente associados quanto os laços corporais, carnais. Afinal, são milhões de anos procurando amantes no mato. Isso não se resolve do dia para a noite. Para o homem traído, a traição provocada pela sua parceira dói, porque ela é emocional e carnal, além de funcionar pra ele como um atestado de incompetência como macho, como eu já falei antes.
2- Homens traem para se sentirem vivos.
A cena clássica começa com uma gravata apertada e um belo vestido branco com véu e grinalda. O padre abençoa a união e exige das duas partes envolvidas uma declaração pública, com testemunhas aos montes, de “ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, seguindo amando e respeitando, até que a morte os separe”. O peso desta declaração é incomensurável. Eu tenho um curioso mecanismo mental que apagou completamente esta parte das minhas memórias. Eu sou míope e casei sem óculos. Já percebi que quando eu vejo sem óculos, esqueço as coisas bem mais rápido. Isso foi bom, porque viver cada dia pensando na obrigação de amar até morrer é dose.
Verdade. Falando sério, se a gente der uma boa olhada neste juramento, entendemos porque os padres não casam.O peso de jurar que amará até o fim da vida é um fardo bem grande para uma pessoa normal carregar. Mas são os ritos sociais e não desviamos deles, pois para muitos homens, com o passar do tempo, aquela verve instintiva de ser o rei da montaha, de ser o alpha garanhão, o cachorrão comedor, se esvai e só o que sobra é um fantasma.
Um fantasma resignado a uma vida cotidiana que com o passar do tempo, vai perdendo a graça.
O fato é que a vida é como um roteiro holywoodiano, cheio de mistérios e reviravoltas, e nem o mais criativo dos roteiristas se compara ao destino. Um dia, o sujeito descobre uma mocinha no trabalho, ou então no supermercado, ou então no elevador...
A chance se apresenta diante dele com toda sua majestade. É uma coisa rápida, um gracejo, um sorriso, um olhar que diz tudo. Aquele sujeito derrotado, conformado e omisso, experimenta uma nova sensação. Uma seiva mágica volta a correr-lhe as veias. Ele sente-se bem. Ele trairá para sentir-se vivo. Para sentir-se como era no passado, na juventude. Ele trai porque esta traição nega inconscientemente, o fator inexorável da morte.
3- Homens traem por auto-afirmação.
Um homem sai com os amigos. Vai num bar conversar, contar piadas, blasfemar. Somos criaturas sociais. Salvo raras exceções, não vivemos bem sem ter amigos para conversar. Numa dessas saídas, uma mulher se insinua. O cara tem uma namorada. Não quer trair, mas a garota se insinua com tamanha intensidade e interesse (inconscientemente identificando nele um macho alpha entre seus pares e exercendo uma nova sensação: a de caçar) que ele acaba sucumbindo e inconseqüentemente, trai.
Ele poderá argumentar mentalmente que apenas teve um leve affair com a moça e que aquilo foi apenas carnal, não estando, portanto, quebrando nenhum laço emocional. Na mente do homem, é possível que só um envolvimento absolutamente emocional, como a paixão constituiria uma traição real. É mais ou menos assim que opera o mecanismo de relacionamento entre casais que trabalham na indústria da pornografia, onde fazer sexo é apenas um trabalho e nada mais.
A grande maioria dos homens que traem como resultado direto das circunstâncias da vida (condição ambiental conjugado com o interesse de uma parceira e sensação de anonimato) o faz por auto-afirmação. Vivemos numa sociedade machista e desde sempre os homens são ensinados que eles devem ter um comportamento de “macho”.
Frases como “homem não chora” e os lemas paternos: “ prenda sua cabrita que meu bode tá solto” são as máximas que regem a vida de muitos homens. Assim, é incompreensível ver uma mulher dando o maior mole e ele não aproveitar. Se assim ocorrer, ele será visto pelos seus pares – e pior, por si mesmo – como um fraco, até mesmo um homossexual.
Miniflashback por favor!
Estamos no passado. Os macaquinhos estão nas árvores. Uma fêmea, percebendo que o macho alpha está distraído, se oferece, virando o traseiro rebolativo para um macaco que contemplava o vazio. O macaco arregala os olhos, pensando que ganhou na loteria. Ele se anima e parte para cima dela. Vai tentar mandar ver na macaquinha safada quando o macacão Alpha, o chefão do grupo, saca que vai levar um belo enfeite de testa e enfia a pancada em ambos.
Agora, aquele macaco beta vai morrer de medo quando uma macaquinha safada virar-lhe o traseiro novamente. Ele é um beta. Beta não come ninguém. É um fraco.
Voltamos ao nosso amigo na boate. A moça se esfrega voluptuosamente nele, e mesmo que ele busque em suas memórias a lembrança de sua parceira inocente, o olhar de avaliação de seus pares, somado com sua percepção de si mesmo, vai empurrá-lo para a situação conflitante de ficar com a garota. Mesmo que todos seus neurônios digam que é burrice.
O homem em geral, tem graves problemas de identidade. Muitos de nós medimos nossa masculinidade pelo quanto sabemos. Pela nossa inteligência. Pelo quão hábeis somos em nosso trabalho, pelo quão esportivos somos no futebol, pelo quanto dinheiro temos. Ou pelo tamanho de nosso pênis.
A massa dos homens se mede pelo trabalho. Gonzaguinha sintetizou este pensamento com maestria na frase “...E sem o seu trabalho o homem não tem honra, e sem a sua honra, se morre, se mata”.
Com uma identidade individual problemática, somos vítimas das circunstâncias. Precisamos afirmar para nós mesmos quem somos a todo tempo. E para os machos alpha isso é ainda pior. O macho alpha precisa irradiar seu efeito alpha. Demonstrar sua superioridade. Precisa mostrar-se melhor o tempo todo. E se “ser melhor” significar pegar toda mulher que der chance, ele assim o fará. É o destino. É a natureza.
4- Homens traem por desejo de sair da relação.
É como eu já falei. O homem cresce com problemas com sua auto-imagem. Cresce num ambiente que o obriga a ser muitas vezes uma coisa que ele não é. Cresce cercado de expectativas que precisa preencher. Muitos homens têm dificuldade em expressar suas emoções, se abrir. O mundo está cheio de homens que procuram prostitutas para conversar sobre problemas pessoais e profissionais que não tem coragem de contar a suas mulheres. Quase toda prostituta já viu um desses.
È normal que homens fiquem em relações infelizes por comodismo. É uma coisa detestável, eu sei. Mas acontece. Nisso, o homem violenta seus desejos, “violenta” a mulher, “violenta” os filhos. É uma família inteira que fica doente. A família é um sistema. Um sistema que está ligado em outros. E a doença se reflete, ecoando pela sociedade, porque este camarada infeliz em casa levará a infelicidade com ele para onde for. A mulher idem, os filhos apresentarão todo tipo de problema, como ficar doentes ou afundar na escola como um modo de chamar a atenção. A família se desestrutura e é uma brecha perfeita para as drogas e a degradação.
A traição neste caso funciona como o escape da pressão. È natural que em situações como esta, uma traição dupla ocorra. È comum também o caso das famílias duplas, com o homem não tendo coragem suficiente para encerrar o relacionamento falido, seja por pressão social ou afetiva, vai levando aquele lar em conjunto com outro. Isso gera casos comuns em que a esposa só descobre a outra família do sujeito no dia do velório dele.
A traição pode funcionar para o homem como uma saída. Dessa forma, quando ele não consegue ser suficientemente corajoso para enfrentar o sofrimento, ele pode buscar numa traição cheia de percalços e frustrações, a saída final. O cara não quer acabar com a relação. Ele torna-se vítima de sua própria atitude, expondo a parceira ao escárnio social. A mulher, vendo-se pressionada pela família, amigos e sociedade, é forçada a tomar a decisão de separar-se do homem como única maneira de preservar sua honra. E fará isso, mesmo que ainda ame o sujeito fraco, só para salvar as aparências. Não tendo peito para largar a própria mulher, o sujeito torna a vida a dois tão insuportável a ponto da mulher tomar a iniciativa por ele.
5- Homens traem por vingança.
O homem pode querer trair como forma de se vingar de uma mulher. A sensação de ser traído para o homem tem um peso forte e é algo capaz de derrubar a auto-estima do mais egocêntrico dos seres. Buscar uma outra mulher para “dar o troco” na amada é algo comum em homens inexperientes e jovens. Um homem pode se vingar traindo a parceira por motivos ridiculamente banais. Já vi amigos resolverem trair as namoradas apenas pelo fato delas terem ido ao “clube das mulheres” com as amigas. Para o homem, a mera imaginação de que sua parceira obteve uma migalha sequer de desejo por um outro macho é insuportável. E no clube das mulheres, o padrão de macho é o padrão de perfeição máscula do inconsciente coletivo masculino: sujeitos altos, fortões, com queixos quadrados, físico de marombeiro e sexo de dimensões avantajadas. Tão avantajados como jumentos.
Este pensamento corrói o homem por dentro. É um fantasma. O cara começa a delirar que a mulher subiu no palco, que acariciou o membro “gigante pela própria natureza” do galalau e dançou aquela sensual rebolada com o cara lá... Por mais que sua mulher diga que apenas assistiu sentada o show, ele terá total certeza que ela mente para encobrir seu outro lado. Sua outra face. Este cara, que divide todas as mulheres do mundo em dois grandes grupos (santas e putas) vai se desesperar. O cara ficará transtornado e obcecado pelas próprias idéias.
Resolve sair pegando geral para “restituir sua honra, supostamente perdida ou arranhada” o que nos leva de volta ao tipo de traição número 3, e dar o troco na mulher.
No fundo no fundo, tudo está diretamente atrelado a fraca auto-imagem que o homem tem de si mesmo, associado com ilusões sobre as expectativas que a sociedade constrói ao seu redor. Quem são os heróis masculinos? Como eles se portam? Os galãs das novelas das sete costumam refletir um idealismo popular do homem primal, fortemente sexual. Não é a toa que as novelas das sete, na TV Globo, são marcadas por histórias nas quais os homens estereotipados trocam de parceiras a cada capítulo. E isso continua a se perpetuar na sociedade. Veja por exemplo em Shrek. Neste filme voltado ao público infanto-juvenil, um feioso ogro se vê às voltas com uma bela princesa apaixonada por ele. Tudo parece contrariar o princípio do idealismo masculino. O feio ogro vai pegar a gatinha princesa. Mas... Opa! A princesa vira uma Ogra! Ah, agora sim. Feios com feios. E viva a igualdade.
Shrek reforça o ideal socialmente aceito de que só os “heróis” tem o direito de se darem bem. O que sobra é a lição de que só se é feliz sendo herói. Ou macho alpha.
Hoje em dia, está cada vez mais difícil viver uma vida a dois, sem trair. Isso se deve a diversos fatores. Um deles, e talvez o mais curioso, seja a liberação sexual feminina. A mulher conquistou bastante espaço nas últimas décadas. Elas são cada vez mais e ganham cada vez melhor. Estão em todos os mercados e querem mais. O tempo em que as mulheres eram passivamente escolhidas já se foi. Hoje elas escolhem e vão à caça como os machos sempre fizeram. Isso assusta alguns homens mais tradicionais. Mas o resultado prático é que a liberação sexual acontece cada vez mais cedo, e as meninas estão partindo para cima, chegando nos garotos e propondo coisas que suas avós nem sonhavam em falar com os maridos. Outro fator que potencializa isso é que existem mais mulheres que homens. Principalmente nos grandes centros urbanos. Mais mulheres que homens significa uma disputa clara pelos machos. Entenda esta disputa como uma guerra por roupas sensuais, atitude, maquiagem. E não só isso. Há também o golpe da barriga pra segurar o cara. As armas femininas clássicas. Com menos homens, uma mulher acaba tendo que tirar o homem que deseja da outra.
A tecnologia deu um empurrãozinho nas coisas. Antigamente, quando eu era guri, se um menino gostava de uma menina, ele tinha que se expor suficientemente para ser notado. Precisava pegar na mão da menina. Precisava se arriscar.
Eventualmente para os mais tímidos, como eu, não havia lugar ao sol. O que nos obrigava a desejar meninas impossíveis. Eu perdi a conta de quantas cartinhas de amor e bilhetinhos eu mandei para algumas meninas cruéis que só fizeram me zoar.
Hoje é o tempo do “já é ou já era?”. Existe MSN, existe Orkut, existe email e mais um monte de outras maneiras tecnológicas de uma aproximação sem risco. As meninas estão sendo educadas pela Tv, seja em maior ou menor grau. Isso está afetando diretamente o comportamento delas com os meninos. No meu tempo, convinha às meninas ter receio dos garotos. As meninas e meninos não brincavam juntos. Falar com uma menina era cruzar um enorme abismo social. Sabe o Calvin, o menino que tem um tigre imaginário? Calvin e sua relação de amor e ódio com Susie, a vizinha e colega da escola, reflete esta dualidade, vivida naturalmente pelo autor Bill Waterson na sua infância. É o retrato de uma época. Eu vivi isso.
Os meninos de hoje convivem com as meninas de modo muito mais natural. E isso é ótimo.
Não há nada de mal em conhecer pessoas. A prova disso é a enorme quantidade de relacionamentos virtuais que algum dia acabam se tornam reais.
O problema é que a aproximação mais fácil e com as relações mais próximas (não necessariamente mais francas) o assédio aumentou.
A traição em si, no contexto direto da palavra, não precisa estar associada a fazer sexo com outro que não seja o parceiro oficial. O termo adquire conotações de maior ou menor extensão de acordo com quem o utiliza, e claro, com que objetivo.
Tenho amigas que consideram traição o parceiro ver mulher pelada na Internet.
Qualquer pessoa que navega na Internet por algum tempo sabe que é extremamente difícil passar incólume à pornografia digital. Então, na ótica da parceira, este cidadão, coitado, é um traidor contumaz. Mulher pelada em revista dá no mesmo? E encarte de sutiã?
E assim, a relação começa a virar um jogo de baseball, cheio de regras esquisitas.
Se por um lado tem aquelas mulheres hiper-possessivas que vigiam o celular, o email e tornam-se exímias futicadoras no histórico do MSN, lixeira e arquivos temporários do Explorer, existem por outro lado, os relacionamentos chamados “abertos”.
Confesso que relacionamentos assim são meio misteriosos para mim. Os dois lados admitem ter aventuras extraconjugais e ainda assim continuam juntos. Complexo.
Uma receita potencialmente explosiva quando entre um dos dois está alguém ciumento ou possessivo. Ainda mais curioso, são os casais “liberais”. Geralmente o termo casal “liberal” é mais amplo no sentido da sacanagem do que o do casal “aberto”. No senso comum, casal liberal também pode ser conhecido como casal “libertino”. Neste caso, o casal opta por uma saída a dois para a realização de desejos sexuais mútuos. Existem casas e ambientes específicos para ménage e troca de casais. Muitas vezes, isso acaba se resumindo em sexo na coletividade. Uma vida conjugal nesta estrutura de relacionamento é bastante difícil. A confiança deve ser mútua e forte suficiente para que não haja possessividade. O casal liberal tem que viver sob a égide de que existe sexo sem amor. Do contrario, isso não funcionaria.
Ao longo deste texto, vimos que existem muitos motivos pelos quais o homem trai. Nunca foi tão difícil manter um relacionamento estável quanto hoje. A tecnologia, a liberação feminina, a cultura de massa, o número maior de mulheres do que o de homens na sociedade, tudo isso colabora de maneira preponderante para que o sujeito acabe dando uma “escorregada”, uma “pulada de cerca”. Coisas que podem abalar ou mesmo destruir um relacionamento.
O homem é vítima de uma sociedade machista que se estruturou em ideais irreais, resultando em homens que não sabem direito o seu papel. Hoje, o que temos aí, são muitos homens com uma auto-imagem fragilizada.
Ser fiel a sua parceira não é e nem será uma coisa que se aprende de uma hora para outra. É um exercício. Um investimento. Requer trabalho. Concentração.
Para ser fiel a uma mulher é preciso antes de tudo amá-la. E amar a si mesmo. Ter conhecimento sobre seu papel na relação e na sociedade. Não há receita pronta nem fórmula mágica. Existem relacionamentos de todos os tipos e maneiras. Cada um afetará de modo diferente o comportamento de ambos. O que eu posso dizer apenas é resultado de uma observação de casais amigos e do meu relacionamento com a primeira dama, que vai muito bem em nossos 8 anos de casamento, e 12 anos de relacionamento:
1. Experimente
Cada mulher é diferente da outra. Você nunca vai achar duas iguais. A mulher é um produto direto de outra família. Outra estrutura de amor e poder diferente da sua. Olhando de fora, é incrível que algum casamento possa dar certo. Francamente, as chances de sucesso são mínimas. Mas em alguns casos dá certo. E isso é o milagre da vida. Para saber se aquela pessoa será uma boa companhia para você, só há um jeito: conviva com ela. Experimente. Veja como você se sente com ela. Este é o momento de testar, experimentar e correr riscos. Quem não corre riscos e não experimenta o suficiente nesta fase da vida, poderá querer fazer isso depois. E isso pode ser bastante desgastante. O problema nesta fase é que as opções são muitas. O cardápio é extremamente variado. A inexperiência depõe contra você e o resultado é uma confusão mental. Namoros muito longos, quase relações estáveis aos quinze anos. Paixão e amor são coisas parecidas e ao mesmo tempo diferentes. Erre. Esta é sua chance de errar. A grande vantagem da juventude é poder errar. Ter carta branca para cometer todos os erros que puder. Sofra também. O sofrimento te ensinará muitas coisas importantes para o futuro.
A fase da experimentação é muito boa. Talvez por isso, haja tantos “solteiros convictos” tentando manter-se nesta fase pelo resto da vida.
2. Escolha bem
Pense. O que você quer? Ser feliz? Ter prazer? As coisas da vida têm preço. Tem casos em que você se vê entre a cruz e a espada e você precisa avaliar o que tem e o que poderá obter. Muitas vezes vinte minutos ou seis horas de prazer custam caro demais. O problema é que é difícil pensar nisso quando o tesão se instalou. Eu sei. O homem, mais do que a mulher, é uma criatura imediatista.
3. Escolheu, aproveite
Meu pai tem uma metáfora interessante para o casamento. Casar é como comprar um sapato. Você anda, olha vários. Uns bonitos, uns feios. Bonitos desconfortáveis, feios confortáveis, medianos, caros e baratos. Finalmente você escolhe um. Paga e fica feliz com ele cinco minutos. Daí volta a andar na frente das vitrines para ver o que deixou de levar.
Não olhe. Escolheu, retire-se do shopping. Sempre vai ter um sapato melhor do que você escolheu. E se não tiver, você já está com o melhor, então para quê olhar vitrine? O problema com muitas pessoas é que depois de casarem-se ou unirem-se de qualquer maneira, continuam pelas ruas, olhando as vitrines e experimentando outros sapatos. Isso é comum em pessoas com problemas psicológicos. Tem gente que nunca estará satisfeito com o que tem. A explicação é que essas pessoas buscam lá fora o que desejam ter dentro de si. Dê uma chance a si mesmo para ser feliz e fazer o outro feliz. Escolha seu sapato e fique com ele. Fique feliz. Ou então mude de sapato. Mas mude com convicção.
4. Não se exponha
Quando sai tiroteio no morro, todo mundo se abaixa. As pessoas saem acelerando seus carros na contra-mão. Alguns pulam atrás de muros, escondem-se. O ser humano é esperto. Ele faz isso porque não quer levar um “teco”.
Agora pense.
Você tem um relacionamento sério com uma pessoa. Surge uma “amiga” que é uma paquera super gostosa da faculdade, que acabou de se separar e te chama para tomar um inocente choppinho depois do trabalho. Você pensa em dizer para sua parceira que vai tomar uma birita com “amigos” depois do expediente.
Isso me soa como um sujeito pintar um alvo no peito e sair saltitando com um megafone gritando: –Atira em mim!” Em mim!!!! - Enquanto pula em pernas de pau, no meio de um tiroteio na favela.
Se você não quer ter aporrinhação, evite a situação. Use a cabeça de cima.
Se for inevitável, use a situação a seu favor. Leve sua parceira e de quebra aquele seu amigo que não arruma namorada. Ela verá seu empenho em manter-se longe das tentações da carne. Quem sabe você até arruma a vida do seu amigo?
Depois que eu casei, nunca mais fui em uma balada. Isso significa que eu morri? Não. Significa que eu sou inteligente o suficiente para evitar o caminho da tentação. Sei que nas baladas as pessoas estão com a sexualidade à flor da pele. Muitas pessoas estão ali para caçar. “Macaco velho não bota a mão em cumbuca”, sacou?
5. Seja honesto
Ser honesto é admitir sua fraqueza. Admitir que não é o super-homem. O pegador cachorrão. Admita que ama a sua parceira. Caso a ame. Nunca, nunca mesmo, iluda uma mulher nesse aspecto. Você só vai se ferrar. E empenhe-se, empenhe-se ao máximo para corresponder aos anseios dela dentro dos seus limites. É muito mais difícil conquistar várias vezes uma mesma mulher do que conquistar várias mulheres. Infinitamente mais difícil.
Seja dedicado. Mas não seja um capacho. Não perca o mistério. Mantenha-se fiel e emocionalmente confiável. Isso é muito difícil, mas possível. Não minta. Não seja um covarde. Não seja um canalha. Converse francamente. Pode ser difícil. Homens costumam ter dificuldade em tratar de assuntos excessivamente emocionais. Eu mesmo tenho um mecanismo de distração bizarro. Se algo me irrita, eu fico caladão. E dali a dez segundos, vem na minha cabeça uma coisa intere




